( Getty Images )

A inaceitável fase do maior clube do mundo

MATEUS PEDROSA

pedrosa@portalrcf.com.br


            Qualquer time sentiria a saída de Cristiano Ronaldo, inclusive o maior de todos os tempos: o Real Madrid. Não há problema no rebaixamento técnico com a transferência do jogador para a Juventus, visto que qualquer jogador para substituí-lo na posição, não será páreo o suficiente. Mas com o gigantismo e a magnitude do clube aliados ao excelente elenco que ainda restou ao detentor de 13 títulos da Uefa Champions League, não se esperava que a atual fase chegasse.

            Após a despedida de Zidane e Cristiano Ronaldo, o Real Madrid consolou sua torcida com o título protocolar do Mundial de Clubes da FIFA. Apenas. Hoje (7), o clube se encontra na 5ª colocação na La Liga, o que teria como resultado se o campeonato terminasse hoje, a não classificação para a Champions. Mas quais as razões para esse momento inaceitável do clube?

            Em primeiro lugar, faltou visão de futuro para a administração, no sentido de identificar a vida útil do elenco e planejar a paulatina renovação. Era imprescindível se preparar para a saída inevitável do craque português. Além disso, os dirigentes erraram na reposição do treinador. Contrataram Lopetegui num contexto bastante discutível e, na minha visão, não é um treinador à altura de Zidane. À brasileira, após alguns resultados ruins, demitiu-se o técnico e decidiu-se dar uma chance à Solari, um prata da casa, mas sem ter o manejo ideal com o elenco.

            É evidente que o Real Madrid está órfão de liderança, tanto dentro como fora de campo. Dentro de campo, apesar da presença de  Gareth Bale, Modric (atual melhor do mundo), Kroos, Marcelo, Sérgio Ramos, Casemiro, entre outros, não se ressalta uma liderança psicológica nem técnica, diante da má fase de boa parte dos citados. Isso fica comprovado com a animação da torcida ao ver a bela atuação de Vinícius Júnior na sua estreia como titular, que vem sendo um dos poucos pontos positivos das partidas feitas pelo Real. Claro que os jogadores têm muita culpa nisso tudo. Mas o novo técnico também. É impensável imaginar um time com todos esses craques apresentar tantas atuações apáticas. É contrário à história do clube. Duvido que esse elenco, do jeito que está, sem mudar uma única peça, não funcionaria na mão de Jurgen Klopp ou Pepe Guardiola. Falta liderança, reitero!

            Resta agora o mata-mata da Champions para salvar a temporada, ou ao menos impulsionar a que virá. Apesar do contrato de 2 anos com Solari, duvido muito que o técnico permaneça no próximo ano. A fase está tão assustadora que chegam a falar do técnico português José Mourinho. Realmente, falta de planejamento não é um mal só dos dirigentes brasileiros. Uma pena para o futebol mundial que o Real Madrid esteja nessa situação.

Topo