Imagem: UOL Esporte
Assim que a Copa começou, um
dos atletas mais visados do planeta era Neymar. Pelas habilidades,
versatilidade e bom empenho no seu clube, o Paris Saint-Germain. O esperado era
o crescimento profissional, diante do favoritismo da Seleção Brasileira no
Mundial da Rússia. O atacante brasileiro possuía, mesmo antes do campeonato,
performances questionáveis no extra campo, era um atleta que mostrava nítidos
sinais de imaturidade em momentos de crise. Não se sabia se tal fato
aconteceria na Canarinha.
O Brasil passou pela 1ª fase com dois jogos duros
(Suíça e Costa Rica) e um jogo mais leve, contra a Sérvia. Quando a Canarinha
foi para o mata-mata, já contra o México, Neymar era alvo de sátiras dos
adversários, tais quais, obviamente, tentavam tirar o foco do craque
brasileiro, que só tinha tido uma atuação boa na Copa, no jogo anterior diante
dos sérvios. Contra a Bélgica, algo triste para mais de 200 milhões de
corações: a eliminação da Seleção Brasileira. Em uma análise racional, não se
pode jogar totalmente a culpa da eliminação em Neymar. Pelo contrário. Apesar
disso, quando se faz uma avaliação apenas do craque do nosso país, a avaliação é
apenas uma: saiu da Copa menor do que entrou. Quais os motivos? O primeiro
deles, a falta de bons conselheiros. Críticas pertinentes devem ser feitas e
assimiladas. Algo que não acontece com o atleta, rodeado pela pífia gerência do
pai e de seus ‘parças’.
Outro fator é a proteção exacerbada que ocorria nos
bastidores da Seleção. Este cronista até pensava que o panorama vigente era
diferente, ou seja, que Tite e sua comissão técnica estavam fazendo o craque
refletir acerca de determinadas posturas. Entretanto, com a bisonha entrevista do
coordenador técnico Edu Gaspar, que dizia ter “pena” de Neymar e que "é muito
difícil ser tal pessoa", notei o contrário. A condução foi equivocada nos
bastidores. Protegido de críticas e cerceado de “mimos”. E uma terceira
questão: a dificuldade do diálogo com o torcedor. Sim, nobres amigos, com a
torcida brasileira. Isso porque, ao negar dar entrevistas, o que é um direito,
sempre, claro, Neymar corre de dar justificativas para o fã brasileiro do
esporte mais apaixonante.
Em uma camisa do porte da Seleção, a cobrança sempre existirá. Será grande, e tem que assim ser. É natural que não se fale aos microfones. Porém, uma
dicotomia é evidente: Messi e Cristiano Ronaldo correm? Eles só aparecem nos
bons momentos? Quando aparecem nos bons momentos são com comportamentos nítidos
de “deboche”? Hoje, não. No passado, o astro português tinha comportamentos
questionáveis e parecidos, não iguais, aos de Neymar. Era temido, hoje, amado e
querido por diversos amantes do futebol. Está aí a luz no fim do túnel do bom
jogador Neymar da Silva Santos Júnior, de apenas 26 anos (terá 30 na próxima
Copa): procurar refletir, amadurecer, mudar seu ciclo de relações, no que se
refere à condução da carreira, e tentar se basear na evolução de um gênio da
bola e fora dos campos: o português Cristiano Ronaldo, que outrora era um imprevisível.
É preciso que Neymar seja o contrário, tal qual CR7 de hoje, com bons comportamentos
e atitudes constantes.