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Volta aos Aflitos coroa ano espetacular do Náutico


Há alguns dias falei de como a temporada de 2018 do Náutico foi boa, pois, mesmo permanecendo na Série C do Campeonato Brasileiro, os aplausos da torcida após a eliminação em casa para o Bragantino transparecem bem isso. Mas também é necessário dar um destaque para a volta do clube para sua casa, os alvirrubros fazem contagem regressiva para reencontrar os Aflitos, que está bem modificado depois de receber uma série de melhorias.

Se hoje isso é possível, a diretoria do Náutico tem muito mérito, pois não se contentou com o bom trabalho entregue nas 4 linhas, trazendo jogadores que fizeram total diferença, como Wendel com toda sua experiência e acostumado a ser campeão, Ortigoza, que fez total diferença para o time e chancelou toda a sua qualidade quando recebeu propostas e foi jogar a Série A pelo Paraná após o fim da participação do Náutico na Série C e Wallace Pernambucano que brilhou contra o Sport no Estadual e em tantos outros jogos na campanha do título do estadual.

Outro ponto importante relacionado à diretoria, algo que era uma grande dificuldade nas últimas temporadas, são os salários atrasados. Mas, em 2018, nenhum atleta ou funcionário teve esse problema porque sempre estiveram em dia durante o ano. Muito mais do que se contentar com os salários em dia, o clube começou a quitar dívidas passadas, continuando nesse ritmo o Náutico tem tudo para se recuperar financeiramente.

Essa recuperação passa muito pela volta aos Aflitos, com o Náutico jogando com o estádio cheio, onde a torcida se identifica e no local em que o clube construiu boa parte de sua história. No âmbito esportivo, o alvirrubro só tem a ganhar, porque o desempenho do time sempre foi melhor em seus domínios, com o gramado característico dos Aflitos, com o corte da grama em um nível mais alto em relação ao convencional visto em outros estádios.

A expectativa é que o clube não repita médias de público tão fracas como nos últimos anos. Em 2017, por exemplo, o clube teve seu pior resultado nesse aspecto, média de 2.432 pessoas por jogo, um número vexatório para um clube como o Náutico, acostumado a ter os Aflitos como caldeirão, tomar a Avenida Rosa e Silva para a tradicional Avenida Alvirrubra na recepção do ônibus dos jogadores, arquibancada cheia e a famosa pressão junto ao alambrado, que fica muito próximo do campo de jogo.

Domingo, dia 16 de dezembro, às 17 horas. Reencontro do torcedor com sua casa para uma partida do Náutico, um amistoso contra um adversário de peso e tradição, o Newell’s Old Boys, da Argentina. Dentro de campo, os torcedores verão a maioria dos atletas que estão acostumados, o clube renovou com muitos jogadores e com o técnico Márcio Goiano, visando uma continuidade do trabalho que terá como principal reforço para 2019 o Eládio de Barros Carvalho, os Aflitos. O futuro do Timbu promete.


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