JOSÉ MATHEUS SANTOS
A pesquisa do Ibope para governador de Pernambuco, divulgada nesta quarta-feira (5), mostra os seguintes números:
Paulo Câmara (PSB): 33%
Armando Monteiro (PTB): 24%
Julio Lossio (Rede): 3%
Maurício Rands (PROS): 2%
Ana Patrícia Alves (PCO): 1%
Simone Fontana (PSTU): 1%
Dani Portela (PSOL): 1%
Brancos/nulos: 24%
Não sabe/não respondeu: 11%
O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo Jornal do Commercio e ouviu 1.204 eleitores em todas as regiões do estado entre 2 e 4 de setembro. Os eleitores também foram questionados sobre a rejeição, ou seja, em quem não votariam de forma alguma:
Paulo Câmara (PSB): 33%
Ana Patrícia Alves (PCO): 25%
Armando Monteiro (PTB): 24%
Dani Portela (PSOL): 24%
Julio Lossio (Rede): 23%
Simone Fontana (PSTU): 22%
Maurício Rands (PROS): 20%
Poderia votar em todos: 3%
Não sabe/não respondeu: 18%
ANÁLISE
Observando-se os dias em que a pesquisa foi feita, no caso entre 2 e 4 de setembro, os eleitores observaram apenas o primeiro ou até o segundo programa eleitoral de cada candidato. Obviamente que as inserções são mais importantes, logo, o que surtiu efeito na pesquisa foi a visão inicial do eleitorado acerca das apresentações dos postulantes ao Palácio do Campo das Princesas e de seus apoios e aliados. Já é claro o despertar do eleitorado quando se olha a queda de brancos e nulos (antes 32% e, agora, 24%), ou seja, à medida em que as eleições se aproximam, as pessoas ficam mais antenadas.
De início, deu certo a estratégia do governador Paulo Câmara (PSB) de colocar a pecha de “palanque de Temer” no principal palanque da oposição, de maneira que ele cresceu 9%, três vezes mais que Armando Monteiro (PTB), seu principal adversário. As repetições cíclicas nas inserções, que são mais vistas que o programa eleitoral em si, do apoio do ex-presidente Lula à candidatura do socialista também influencia, sobretudo em um estado em que o petista possui ampla base de apoio.
Os demais candidatos se mostraram estagnados. O que se pode perceber disso? Nota-se que há chances da eleição ser definida no primeiro turno, diante da dificuldade de expressividade de uma terceira força. Júlio Lóssio (Rede) e Maurício Rands (Pros) tem dificuldades maiores como tempo de televisão menor e pouca base de apoio em relação aos adversários. Ainda há um mês para a votação do primeiro turno, mas o alerta está ligado nos dois principais palanques.
Armando e seu grupo terão como objetivo explorar o discurso da mudança e explorar mais os momentos em que ele esteve ao lado de Lula e Dilma, o que cativará votos de boa parte dos eleitores pernambucanos. Os aliados de Monteiro sabem é importante levar a eleição para o segundo turno. Enquanto isso, o estafe de Paulo Câmara respirou aliviado com os números do Ibope. O trabalho deve ser intensificado para solucionar o pleito já no primeiro turno e seguir com a linha de colar em Lula e criticar Temer. O guia eleitoral de Armando ainda se mostra frágil em mostrar os momentos nos quais Paulo apoiou Temer, como no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, já o candidato à reeleição se mostra eficaz no discurso do “arrependimento” por ter ajudado na destituição da petista.