JOSÉ MATHEUS SANTOS
Em entrevista à Rádio Jornal, o candidato Júlio Lóssio (Rede) discutiu medidas possíveis para melhorar a situação de Pernambuco nos próximos 4 anos. Lóssio faz palanque no estado para a candidata à Presidência Marina Silva, que disputa pela terceira vez o Palácio do Planalto.
Logo no início da sabatina, o ex-prefeito de Petrolina (2009-2016) condenou o que chamou de “terceirização” do voto. "A partir do dia 1º de janeiro, quem estará no Palácio das Princesas não será Lula, Miguel Arraes ou Eduardo Campos. Será o governador eleito pelo povo. Eu sempre disputei eleições contra andores. Não estou preocupado com o apoio de Lula, Arraes ou Eduardo Campos, estou preocupado em falar com as pessoas. Escolha alguém que você possa conhecer as propostas. Estou aqui oferecendo aquilo que aprendi a construir quando era prefeito de Petrolina. Sou o único que tenho uma experiência no executivo, com exceção de Paulo Câmara", afirmou o candidato.
HABITAÇÃO
O candidato do partido de Marina Silva prometeu fazer 100.000 casas populares em um eventual governo. Ele enalteceu o fato de ter feito 15 mil casas quando foi prefeito de Petrolina, entre 2009 e 2016.
EDUCAÇÃO
Lóssio também afirmou que haverá forte investindo na construção de creches, criando o programa ‘Nova Semente Pernambuco’, em parceria com os municípios. A partir daí, ele afirmou que haverá foco nos anos iniciais da formação educacional: “a primeira infância é o momento mais importante do processo educacional, e isso foi deixado de lado pelo Governo Federal, tanto por Fernando Henrique, que investiu no Fundamental II, como por Lula, que focou no Ensino Superior”.
FINANÇAS
Júlio Lóssio disse que, no início do governo, já reduzirá o número de secretarias para 10. Ele disse que as dificuldades, na Prefeitura de Petrolina, reduziram com o corte de gastos nas secretarias. Para ele, a primeira medida para começar a reduzir o déficit fiscal do Estado é o corte de gastos pessoais e de cargos. Ele criticou o governador Paulo Câmara indiretamente ao afirmar que “o governante que não anda em Brasília não governa”. Para embasar a crítica, ele reforçou o fato de 70% do pacto federativo (liberação de verbas) se dá em Brasília!
EXPERIÊNCIA
“Sou o único, fora o governador, com experiência no Executivo”, afirmou. Em Petrolina, ele disse que “prometeu 1.000 casas e fez 10 mil”, “prometeu 10 unidades de saúde e fez 20” e, no plano de governo, “prometeu 20 creches e (fez) 190”
SERVIÇO PÚBLICO
Em construções, ele disse que haverá parceria público-privada na construção de obras públicas. “Prédio público não é bom para pobres no Brasil. MP, Fóruns são bons porque só anda rico”. Ele disse que, em alguns casos, o privado vai fazer a obra, o estado paga a locação e coloca os funcionários públicos para trabalharem, principalmente em escolas.
RODOVIAS
Lóssio disse, recentemente, que pretende duplicar a BR-232 até Salgueiro, no Sertão. Ele afirmou que irá com “o pires na mão para Brasília”. E que o governador tem que ter iniciativa.
PRESÍDIOS
Ele criará 3 presídios (um no Sertão, um na Região Metropolitana e um no Agreste). Os presidiários ajudarão na agricultura, polo de confecções e obras em praças públicas como mecanismo de ressocialização.
SAÚDE
O candidato falou que é preciso diagnóstico preventivo em relação a altos índices de problemas de saúde. Ele citou também a necessidade de prevenção a acidentes de motos, alegando que “o Estado gasta 600 milhões de reais por ano com acidentes de motos”, sendo que metade acontece no fim de semana, de maneira que “é preciso prevenir”. Ele disse, ainda, que cerca de 25% dos que sofrem esses acidentes não têm habilitação.
PROFESSORES DA REDE ESTADUAL
“É preciso capacitar os professores nas áreas em que os alunos estão mais deficientes, como fizemos em Petrolina”. Ele também falou em ampliar o programa “Ganhe o Mundo”, que leva estudantes da rede estadual para intercâmbios.
SEGURANÇA
Para ele, duas medidas emergenciais precisam ser tomadas: a primeira é a integração policialesca e articulação de ações com os municípios e a segunda é o investimento em polícia científica que, de acordo com Lóssio, “inexiste em Pernambuco atualmente”. Para ele, o setor de inteligência precisa ser reforçado.