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2020 é logo ali: políticos já de olho na Prefeitura do Recife nas eleições municipais

Nas eleições municipais, realizadas daqui a dois anos, o Recife tem fortes nomes para a disputa pela Prefeitura de uma das cidades mais importantes do país. A reeleição do governador Paulo Câmara fortalece o grupo político do PSB para a sucessão de Geraldo Julio no cargo. O favorito do grupo político que está no poder para disputar a eleição em 2020 é João Campos, filho do ex-governador Eduardo e deputado federal mais votado da história de Pernambuco. Por fora no PSB, corre o nome Felipe Carreras, deputado federal bem votado na capital, quase com o mesmo número de João. Porém, outros nomes podem conquistar o Executivo Municipal e já devem colocar o “bloco na rua” a partir do próximo ano. Também pode disputar Marília Arraes (PT), deputada federal vice-campeã de votos - com quase 200 mil - que tem adquirido muita força com a militância de esquerda no estado e uma liderança que tende a crescimento no futuro, é tanto que o PSB articulou a retirada da candidatura dela ao governo do estado, que levava risco à reeleição de Paulo. Se o PT decidir novamente rifar seu nome, ela pode ir para outra sigla, como o PDT, já que o presidente Carlos Lupi dá a palavra a cumprir, diferente de Gleisi Hoffmann, do PT. São outros nomes: André Ferreira (PSC), com influência no eleitorado evangélico e membro de grupo político de expressão - seu irmão é o governante de Jaboatão (Anderson Ferreira) - , Daniel Coelho (PPS) e Priscila Krause (DEM), ambos se mostram parlamentares combativos e coerentes na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa, respectivamente. Coelho e Priscila podem, inclusive, se juntar a formar uma chapa única. O cabeça de chapa seria a depender do quadro do momento. 

PATÉTICOS - Os filhos do candidato Jair Bolsonaro tiveram votações muito expressivas nas disputas por vagas no Parlamento. Flávio Bolsonaro foi o senador mais votado no Rio, com mais 4 milhões de votos, e Eduardo Bolsonaro o deputado federal mais votado em São Paulo, com 1,8 milhão. Resta saber se, a partir do ano que vem, caso o pai assuma o Planalto, se ele vão ajudar ou atrapalhá-lo. Por enquanto, pelo menos Eduardo, tem dito falas toscas, como a sobre fechar o STF.

PERNAMBUCO LÁ - Mendonça Filho é um dos mais cotados para assumir o Ministério da Educação em caso de vitória de Bolsonaro. Discurso do candidato do PSL de que não daria cargos em troca de apoio no Congresso começa a ir por água abaixo. A pasta pode ser um agrado para o DEM, de Rodrigo Maia, que deve seguir presidente da Câmara. 

DEU UM PULO - Na capital paulista, Haddad tem 32% dos votos válidos, o dobro do que teve quando foi candidato à reeleição para a Prefeitura paulistana em 2016, segundo pesquisa do Ibope.

NEGAÇÃO - João Doria tem apenas 35% dos votos na capital paulista, segundo pesquisas, na disputa pelo governo estadual. Para quem foi prefeito há pouco tempo, o recado é claro da maioria da população: reprovação. Márcio França, postulante à reeleição, tem 65%. Eleição será decidida no interior. 

PERGUNTO - Esse discurso de Bolsonaro de que quer acabar com a reeleição será cumprido ou o poder vai seduzi-lo a tentar um novo mandato?
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