JOSÉ MATHEUS SANTOS
Em vídeo divulgado nas redes sociais na noite dessa quarta-feira (5), o presidente Michel Temer (MDB) atacou duramente o candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) e apontou “contradições” no discurso do tucano, que vislumbra ocupar o posto atual do emedebista. Nos últimos dias, em atos de campanha e na propaganda de rádio e TV, Alckmin tem feito críticas à atuação do governo.
Na fala, de cerca de 2 minutos, Temer pede para Alckmin “falar a verdade” e aponta nomes que apoiam a candidatura do ex-governador de São Paulo e que integraram o seu governo com ministérios. Um dos nomes citado é de Mendonça Filho (DEM), ex-ministro da Educação e candidato a senador. “Você diz que a educação foi um desastre. Mas você sabe quem foi meu ministro da Educação? Foi o Mendonça Filho, do DEM, partido que apoia a sua candidatura. Ele fez, inclusive, um belíssimo trabalho”, declarou o presidente.
"Não atenda ao que dizem seus marqueteiros! Atenda apenas à verdade! E a verdade significa que nós fizemos muito por essas áreas conduzidas por aqueles que hoje apoiam sua candidatura", conclui Temer no vídeo.
Na manhã desta quinta-feira (6), Temer voltou a atacar o tucano. O presidente enumerou ministros do PSDB que fizeram parte do governo, como o pernambucano Bruno Araújo (Cidades), Antônio Imbassahy (Casa Civil) e José Serra (Relações Exteriores). Todos eles com "belíssimos trabalhos", de acordo com Temer. "O PSDB apoiou o meu governo, não faça como aqueles que falseiam e mentem para conseguir votos. Seja realista, conte apenas a verdade", concluiu Michel Temer.
CONTRA-ATAQUE
Em sabatina do jornal Estadão, o candidato do PSDB Geraldo Alckmin afirmou que não votou em Temer para vice-presidente e fez críticas ao presidente da República. Confira a fala: Eu não votei no Temer, ele era da chapa da Dilma. Eles se escolheram duas vezes. Houve um impeachment, acompanhado de perto pelo STF, e nós temos responsabilidades para com o Brasil e os brasileiros. Votamos no que acreditamos, independentemente de fazer parte do governo. O problema do governo Temer não são os ministros, mas o presidente, que não tem nem a liderança nem a legitimidade necessárias", disse Alckmin.