( Marcelo Casagrande/Agencia RBS )

Dúvidas do eleitor podem ser esclarecidas na disputa do 2º turno

LUCAS ROCHA

Após o primeiro turno, dá-se início a uma nova etapa na corrida presidencial. Os apoios são disputados, as estratégias são traçadas, e propostas são reajustadas. As pesquisas com intenção de voto para o primeiro turno, previram a disputa que está apresentada nessa etapa do pleito. 

O que tem chamado atenção é a neutralidade apresentada pelos partidos que não seguem na disputa. Um exemplo dessa situação, é o "apoio crítico" proferido pelo PDT ao candidato Fernando Haddad (PT). Entretanto segundo o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, o candidato não terá o apoio maciço em relação a participação na campanha. Ciro Gomes (PDT) que ficou em terceiro na disputa pela presidência no primeiro turno não estará nos palanques com o petista, ele vai para o exterior com a família e retorna ao Brasil apenas no dia da eleição.

Os candidatos nessa primeira semana pós primeiro turno, reajustaram ou pelo menos tentaram sanar alguns pontos que não estavam atrapalhando os discursos. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) já declarou durante entrevista que não irá mais propor uma nova constituinte, chegando a alfinetar seu vice-presidente  em rede nacional. Bolsonaro já recebe o apoio de lideranças distintas, e conta também com as pesquisas a seu favor, para quem sabe repetir/aumentar a votação expressiva que obteve.

Em relação a Fernando Haddad, uma situação que conta a favor - em minha opinião - é a mudança do layout de campanha, como a não imagem de Lula, a diminuição da cor vermelha. A retirada da imagem do ex-presidente Lula do material de campanha tende a agregar votos de parte dos indecisos; acredito também que se desvincula um pouco da imagem do PT, tendo em vista que o anti-petismo é um fator que não favorece o candidato Fernando Haddad.

É importante ressaltar que o tempo de TV, agora igual pra ambos os postulantes, pode aprofundar as discussões, principalmente se levarmos em consideração que Jair, por recomendação médica, não participará, por enquanto, dos debates propostos.

Nos próximos dias, algumas perguntas serão respondidas aos eleitores brasileiros: Será que Haddad agora começa a enfatizar suas propostas e "esquece" um pouco os feitos de Lula? Caso eleito, como ficará a relação de Bolsonaro com seu vice, já que ambos divergem e se contradizem bastante?
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