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Entre arrependimentos e distintas sensações, candidatos se enfrentaram no primeiro debate ao Governo de Pernambuco

RAFAELA SOUZA LEÃO O primeiro debate com os candidatos a governo de Pernambuco, realizado pela Radio Jornal nesta terça-feira (28), contou com a presença de Paulo Câmara( PSB), Armando Monteiro (PTB), Dani Portela (PSOL) e Mauricio Rands (PROS). Os candidatos buscaram enfatizar pautas que mais apresentam uma urgência resolutiva no estado- Saúde, Educação e Segurança, pontuando as suas propostas, assim como se posicionando sobre questões reformistas do atual governo Temer.


O governador Paulo Câmara iniciou o debate afirmando ter responsabilidade com o dinheiro público buscando investir naquilo que considera prioridade para o estado como a educação no ensino médio, a qual representa, estatisticamente, a melhor educação desse nível de ensino do país. Tal índice, na prática, é pouco expressivo para colocar Pernambuco em um patamar acima dos outros estados, já que, segundo fontes anonimas interinas desse próprio sistema educacional, os professores são pressionados a não reprovarem alunos para que a escola estadual não provoque o decrescimento das taxas renditivas do Ideb. Dessa forma, é possível perceber que o governo do peesedebista, além de não cumprir partes das promessas da campanha de 2014, forja uma situação utópica para demonstrar um governo com medidas efetivas no avanço do estado. Além disso, Câmara demonstrou um “flexibilização” de posicionamentos que provoca uma reflexão quanto suas reais bases identitárias. Essa situação é vista quando o governador foi questionado por seus opositores sobre seu apoio ao impeachment, ato que destituiu uma presidente petista, fragilizada de apoiadores, do poder e o atual apoio ao ex-presidente Lula, quem se apresenta a frente nas pesquisas eleitorais para o cargo presidenciável.


O candidato a governo do estado de Pernambuco, Armando Monteiro, apresentou um posicionamento firme quanto aos seus apoios políticos e afirmou integrar os níveis educacionais para que haja, de fato, um avanço na educação do estado. Essa visão constitui como a mais “sensata”, em relação ao posicionamento do atual governador, para que haja uma associação integrada entre as bases primárias do ensino juntamente com o ensino fundamental e médio que permitem uma solidificação do conhecimento necessário para a imersão no sistema acadêmico superior. Porém, para que se tenha a eficiência da implantação desse sistema, é necessária uma associação entre os órgãos federal, estadual e municipal, que é dependente de coligações políticas partidárias que, na maioria das vezes, visam os interesses pessoais em detrimento dos interesses a favor do bem estar social.


A advogada e candidata Dani Portela (PSOL) enfatizou sua luta para combater o feminicídio com a ampliação de delegacias da mulher com um atendimento especializado. O enfoque na violência contra as mulheres se faz necessário em Pernambuco, visto que, segundo pesquisas realizadas em 2017 pela Secretaria de Defesa Social (SDS), o estado contabiliza aproximadamente 6 estupros por dia, o que representa demasiada falha nos órgãos de segurança do atual governo que culpabiliza a crise econômica como principal fator para o aumento da violência no estado.  A candidata também mostrou interesse em aumentar o número de concursos públicos estatais com o objetivo de aumentar a frota de policiais que atualmente se apresenta insuficiente para atender ao nível de criminalização em Pernambuco.


O ex-deputado federal Mauricio Rands (PROS) apresentou um posicionamento em favor dos trabalhadores remetendo ao seu histórico apoio sindical, defendendo que a autonomia privada forneça condições negociáveis aos sindicatos. No entanto, Mauricio, atualmente, é sócio do seu irmão no jornal Diário de Pernambuco, responsável por demissões em massa de trabalhadores e por fornecer condições exaustas de trabalho, o que se torna algo contraditório ao que foi dito pelo candidato durante o debate eleitoral.


Com isso, pode-se perceber que os debates entre os candidatos a cargos executivos faz-se de extrema importância para que se possa analisar os verdadeiros anseios de quem almeja governar um grande aparato burocrático responsável por abastecer e por tentar melhor a qualidade de vida a milhões de pernambucanos, logo, brasileiros.




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