JOSÉ MATHEUS SANTOS
A disputa para o Governo de Pernambuco parte para a reta final ainda indecisa. Porém, dificuldades precisam ser superadas pela candidatura do senador Armando Monteiro (PTB), que pontua no Ibope, conforme levantamento divulgado na segunda-feira (17), com 25% ante 33% de Paulo Câmara, candidato à reeleição pelo PSB. Júlio Lóssio (Rede) e Maurício Rands (PROS) têm 3% e 2%, respectivamente. Os demais candidatos pontuam cada um com 1%: Dani Portela (PSOL), Simone Fontana (PSTU) e Ana Patrícia Alves (PCO), esta última teve candidatura impugnada pelo TRE-PE porque o partido não apresentou CNPJ à Justiça Eleitoral.
Quando se analisa os votos válidos, Paulo tem 50,88%, ou seja, venceria no primeiro turno com uma margem apertada segundo a pesquisa. Na verdade, se Armando quiser vencer, vai ter que trabalhar para encostar ainda mais em Paulo por conta da falta de competitividade dos outros candidatos. Juntas, as candidaturas de PSOL, PSTU e PCO têm 3% no Ibope, mas não devem passar de 2%. Logo, para Armando chegar ao 2º turno ou vai ter que dar uma cambalhota nessa reta final ou terá que torcer para Rands e Lóssio melhoraram seus posicionamentos em cima dos brancos, nulos e indecisos (35%), com um número ainda alto.
O fator favorável a Armando, ainda que não seja decisivo neste momento, é o apoio de prefeitos de grandes cidades como Petrolina, Caruaru, Garanhuns e Jaboatão. Por isso, a campanha deve intensificar agenda nessas cidades e na Região Metropolitana do Recife, carro-chefe de votos na disputa eleitoral. O perfil do senador Armando Monteiro também terá que ser mais versátil, visto que ele é considerado “frio” até mesmo por aliados.
No outro lado, no palanque do governador Paulo Câmara (PSB) a estabilidade de 33% não preocupa o estafe da campanha, que deve seguir colocando o socialista como “candidato de Lula” a fim de angariar ainda mais eleitores simpáticos ao petista. Essa situação, inclusive, diminuiu a rejeição de Paulo Câmara. Era 43% em 20 de agosto e agora está em 30%, o que ajuda bastante a campanha do PSB, reduzindo o nicho de adversidade na população.
O único receio do grupo político do PSB é que a eleição vá para um segundo turno. Não se sabe se em um segundo pleito Armando venceria (hoje, está 41% para Paulo e 37% para Armando), mas há chances de Paulo se complicar sim. Por isso, a ordem principal é fazer de tudo para resolver a disputa no dia 7 de outubro.