Numerologia mostra detalhes das disputas pelos governos no Nordeste

Pernambuco
Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição está na tentativa de vencer já no
primeiro turno, pois está com 51% dos votos válidos, um a mais que o necessário.
Ele pode aparecer com 48% também, e ficar dentro da margem de erro, indo para o
segundo turno. Segundo o Ibope, com 37%, Armando Monteiro (PTB) fica na torcida
para que as candidaturas de Júlio Lóssio (Rede), Dani Portela (PSOL) e Maurício
Rands (PROS) ajudem a impulsionar a disputa para um novo pleito.

IBOPE
Paulo 51%
Armando 37%
Lóssio 4%
Dani e Rands 3% cada

DATAFOLHA
Paulo 52%
Armando 35%
Dani 4%
Rands e Lóssio 3% cada

Bahia

Rui Costa PT 77%

Zé Ronaldo DEM 17%

O governador petista, com ampla base política, deixará o partido 16 anos no poder
na Bahia. Zé Ronaldo cresceu nos últimos dias após declarar apoio a Jair
Bolsonaro, mas não será suficiente para derrotar a força da reeleição de Rui.

Ceará

Camilo Santana PT 86%
General Theophilo PSDB 9%

Com um governo aprovado por mais de 70% dos cearenses, o governador Camilo
será reeleito. Ele é apoiado pelos presidenciáveis mais votados no estado: Ciro
Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT). Ter o apoio de Ciro ajuda candidatos no
Ceará. Quem foi apoiado por ele não perdeu uma eleição desde o fim da década de
80. General Theophilo foi “arrumado” de última hora pelo senador Tasso Jereissatti
(PSDB) para preencher a vaga da oposição.

Alagoas

Renan Filho MDB 83%
Pinto de Luna PROS 8%

O governador alagoano tinha mais dificuldades se Fernando Collor fosse candidato.
Como o senador retirou a candidatura, facilitou ainda mais para o emedebista.
Renan Filho, junto com seu pai Renan Calheiros, senador, colou em Lula e
Fernando Haddad, fazendo oposição ao governo Temer, e surfam na popularidade
petista na região.

Paraíba

João Azevedo PSB 49%
Zé Maranhão MDB 31%
Lucélio Cartaxo PV 18%

O candidato do atual governador Ricardo Coutinho (PSB), João Azevedo, está
próximo de uma vitória no primeiro turno, mas não é possível cravar a vitória.
Azevedo tem apoio de Lula e surfa com os petistas no estado. Zé Maranhão deve
ser o oponente do PSB no segundo turno, caso haja. Maranhão tem como
dificuldade a alta taxa de aprovação do governo Ricardo, com mais de 60% de
bom/ótimo. Eleição na Paraíba terá emoção.

Rio Grande do Norte

Fátima Bezerra PT 45%
Carlos Eduardo PDT 32%
Robinson Faria PSD 15%

Deve haver segundo turno no estado potiguar, com ameaça para a candidata
petista, que está estagnada nas últimas semanas. Carlos Eduardo começou com
15% e já dobrou suas intenções de voto. O ex-prefeito de Natal tem força na Grande
Natal e Fátima no interior. O atual governador Robinson Faria é o mais rejeitado,
com 49%, e não deve passar ao segundo turno. Seu governo foi marcado por
atrasos de pagamentos de servidores e escalada da violência.

Maranhão

Flávio Dino PCdoB 59%
Roseana Sarney MDB 32%

O clã Sarney deve passar mais quatro anos fora do poder. O governador Flávio
Dino, com ampla coligação, que vai do PT ao PPS e PSDB, deve liquidar a fatura já
neste primeiro turno. Dino tem um governo aprovado por mais da metade da
população e conta com a força do lulismo no estado maranhense. Apesar disso, é
de se reconhecer que o grupo Sarney não está acabado no estado. Mesmo com
desgaste, ainda tem um terço dos votos do estado mais pobre do Nordeste.

Piauí

Wellington Dias PT 53%
Dr. Pessoa SDD 22%
Luciano PSDB 15%

Com força do lulismo e do PT no estado, Wellington Dia sserá reeleito. Ele foi
governador de 2002 a 2010 e agora de 2018 a, provavelmente, 2022. Portanto, em
20 anos, ele terá governado o Piauí por 16. O PT é muito forte no estado por conta
das políticas de inclusão social.

Sergipe

Valadares Filho PSB 34%
Belivaldo PSC 33%
Eduardo Amorim PSDB 20%

Sergipe terá segundo turno. Valadares Filho tem a força de seu pai, senador
Antônio Carlos Valadares, tradicional quadro sergipano. Belivaldo, que assumiu o
governo em abril, após renúncia de Jackson Barreto (MDB) para se candidatar ao
Senado, tem apoio do PT e a força de Lula pode empurrá-lo para a vitória na “nova
eleição” do segundo turno. O apoio do senador Eduardo Amorim (PSDB), candidato
ao Governo, será decisivo.
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