LUCAS ROCHA
“Pernambuco na Frente” ou “Pernambuco quer mudar”, slogans que aparentam representar novidades. Na verdade, isso não passa de mais do mesmo. Pelo menos é o que podemos evidenciar se analisarmos os números divulgados nas pesquisas divulgadas recentemente pelos institutos DataFolha e Ibope. O governador Paulo Câmara - candidato a reeleição - e o senador e candidato Armando Monteiro figuram nas primeiras colocações no pleito 2018, segundo os levantamentos. Situação de disputa não muito diferente da eleição de 2014, na qual o atual governador venceu com um percentual de 69,08 contra 31,07% de Armando.
As eleições deste ano apresentam o ex-prefeito de Petrolina Julio Lossio e o ex-deputado Maurício Rands como quadros inéditos na disputa pelo Palácio. De certa forma, ambos representam opções coerentes para quem não quer proferir o voto na disputa direta “Câmara – Monteiro”.
Impulsionados pela máquina e a força das alianças, os dois principais adversários das eleições estaduais despontam nas pesquisas praticamente repetindo o cenário de 2014. Estamos vendo Paulo Câmara associando em vários momentos seu opositor ao questionável governo Temer, Armando, por sua vez, explora as fragilidades apresentadas pela gestão do socialista, como a questão da segurança pública no estado.
Pernambuco tem, de acordo com Tribunal Regional Eleitoral, 6.570.072 eleitores. No último o pleito, os candidatos do PSB e PTB obtiveram juntos 4.382.324 votos, enquanto o terceiro colocado, José Gomes (PSOL), teve apenas 27.895, correspondente apenas a 0,63% das intenções. Estamos em tempos que se fala muito em renovação política; mas de qual renovação estamos falando? A renovação de nomes, de alianças, de ideias, de discursos? Enfim, o eleitorado pernambucano deve atentar ao que, de fato, será importante para o futuro, e, para isso, deve-se questionar o que Pernambuco realmente quer.