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O que será de Pernambuco após a vitória de Bolsonaro?

LUCAS ROCHA


É notório que pela escolha do governador Paulo Câmara (PSB) em declarar apoio ao projeto petista foi benéfico para pavimentar a sua reeleição, com a articulação para a retirada da candidatura da petista Marília Arraes (PT), que assombrava o Palácio do Campo das Princesas. Entretanto, o preço a ser pago por esse apoio pode colocar Pernambuco numa posição desconfortável perante o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Qual o saldo que fica para o estado com tudo isso?


Paulo Câmara afirmou várias vezes durante sua campanha, nesse pleito, que conseguiu manter o Estado no caminho do desenvolvimento, mesmo sem contar efetivamente com o apoio do governo federal. O governador acusava o Governo Federal de “perseguição”, com a falta de repasses de verbas ao estado. Durante entrevista à Rádio Jornal em setembro, o presidente Michel Temer (PMDB) chegou a desmenti-lo, afirmando que Câmara chegou até a ajudá-lo durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), algo que é fato.


Acontece que, além do apoio a Fernando Haddad (PT) durante o pleito 2018, o governador ainda tem em seu desfavor a provável aproximação de Bolsonaro com alguns nomes da política pernambucana, que fizeram oposição a Paulo, e declararam apoio ao então candidato do PSL; Mendonça Filho (DEM) foi um destes e chega a ser cotado para ocupar vaga na Esplanada dos Ministérios a partir de janeiro.


Das duas, uma! Ou o presidente releva o apoio contrário do governador e atua de maneira efetiva no Estado, como deve ser, valorizando o princípio da federalização, ou deixa o socialista governar sozinho, pavimentando quem sabe, a eleição de um aliado na disputa pelo governo estadual em 2022.


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