( Imagem: Reprodução / Redes Sociais )

PT: Perdido no Tempo

JOSÉ MATHEUS SANTOS A decisão da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) de retirar, na última quarta-feira (1º), a candidatura de vereadora Marília Arraes ao Governo de Pernambuco mostra, claramente, quem é o grande adversário da sigla petista. O PT aceitou a posição de neutralidade do PSB nas eleições presidenciais, logo, não o que havia sido pedido antes pelos petistas, visto que apenas aceitaria uma aliança para fortalecer o “palanque de Lula” (que não vai ser candidato, pois está enquadrado na Lei da Ficha Limpa) na disputa presidencial. Porém, o PT, fanático e com desejo constante pelo poder, sabia da necessidade de impedir que o PSB apoiasse Ciro Gomes porque, se tal aliança socialista com o PDT acontecesse, Ciro herdaria, certamente, a hegemonia no cenário da esquerda brasileira, o que o PT parece querer para a eternidade.

O que acontece? O PT tira a candidatura de Marília, abre uma forte crise no Estado e se afasta da militância, um de seus poucos patrimônios fortes na atualidade. Tudo pelo poder, este parece ser o lema do PT. Sigla que já foi a esperança de muitos brasileiros e, hoje, é arrogante e com sede de poder. Agora, não se sabe o que acontecerá com a aliança entre Paulo e o PT, afinal, apesar de o tempo de propaganda no rádio e na TV do PT (o maior entre todos os partidos - 1m35s) ir para a chapa do atual governador, certamente os militantes petistas não votarão no PSB, que foi o principal responsável pelo impeachment da Dilma Rousseff, visto que tinha 32 deputados em 2016 e apenas 3 foram contra a destituição da ex-presidente.

Paulo Câmara, inclusive, liberou 4 secretários para votarem contra Dilma e criticava, fervorosamente, junto com o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, a saída dela do Palácio do Planalto e o seu governo que, convenhamos, não era bom, realmente. Porém, onde fica a coerência do atual governador? Em 2 anos, o que mudou? Será que age por mero cálculo eleitoral? O grupo do governador, chamado de Frente Popular, já apelidou o palanque de Armando Monteiro (PTB), de “Turma de Temer”, querendo reduzir o debate local, ao invés de debater propostas e o que foi ou não feito para a vida dos milhões de pernambucanos no atual mandato. Os socialistas também parecem sem direcionamento neste aquecimento para a campanha eleitoral.

Mas o grande derrotado e incoerente desta eleição é o senador Humberto Costa. Já subiu à tribuna do Senado detonando a atuação do PSB de Pernambuco, criticou quando eles votaram a favor do que chama de ‘golpe’ e, agora, por conveniência e alegando “fortalecer o palanque de Lula” que é preciso coligação com os socialistas. Passou quase todo o mandato fazendo oposição ao atual governo e, do nada, as coisas mudam. Inclusive, Humberto não deverá ser votado pela própria militância petista. A figura de Humberto reflete, diretamente, a realidade do PT: um partido apenas com projeto de poder, que quer jogar o Brasil no abismo, sem rumo e incoerente. Tudo o contrário do que deveria ser, afinal, não foi fundado com tais contrariedades.

E AGORA? => Diante das articulações do PSB para na sigla não apoiar o PSB nacionalmente, o presidente nacional pedetista, Carlos Lupi, anunciou o desembarque do partido da base aliada do governador Paulo Câmara. Agora, o PDT pode lançar Túlio Gadelha, ativista político e namorado da global Fátima Bernardes, José Queiroz, ex-prefeito de Caruaru ou se aliar ao Avante (comandado pelo deputado Silvio Costa), PROS (liderado pelo deputado João Fernando Coutinho) e Rede, que tem como candidato Júlio Lóssio, ex-prefeito de Petrolina e postulante ao Palácio do Campo das Princesas.

ESCOLHA COERENTE => Na quinta (2), foi confirmado que Eduardo Jorge (PV) seria o vice na chapa presidencial de Marina Silva (Rede). Foi uma boa escolha feita pela ex-ministra do Meio Ambiente, com afinidade programática e com propostas coerentes entre ambos.

A + A => A vice de Alckmin será a senadora gaúcha Ana Amélia Lemos (PP). São três estratégias em uma pedida só: atrair votos do eleitorado feminino, trazer para o palanque uma vice que tem ficha limpa e sem envolvimentos em casos de corrupção e, talvez o principal para o PSDB, enfraquecer a campanha de Jair Bolsonaro, visto que Ana Amélia seria candidata à reeleição na chapa de Luiz Carlos Heinze (PP) no Rio Grande do Sul. Heinze faria palanque para Bolsonaro, mas, com a ida de Ana Amélia para a chapa tucana, ele deve desistir da disputa, fragilizando a campanha de Bolsonaro (PSL), concorrente do mesmo espectro do PSDB.

PERGUNTO => Como será o nível de acirramento dos candidatos no primeiro debate da disputa presidencial, já na quinta-feira, na Band?
Topo