Apesar da mudança na legislação que obriga os partidos políticos a destinarem pelo menos 30% do Fundo Especial de Financiamento de R$ 1,76 bilhão – dinheiro do orçamento da União –, para campanhas de mulheres, o atual cenário de participação feminina pode permanecer inalterado. A avaliação é do analista político e diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz.
Na avaliação de Queiroz, a nova exigência pode até ajudar na ampliação da participação feminina na vida pública, mas não será suficiente para eliminar o desequilíbrio entre homens e mulheres no Parlamento brasileiro.
Levantamento preliminar do Diap aponta que a tendência das próximas eleições é de uma baixa renovação em relação às anteriores, o que pode impactar no número de mulheres eleitas.
“Só com a possibilidade de um sistema eleitoral com lista fechada e alternância de gênero é que poderia resolver isso definitivamente”, defendeu. Ele lembrou que hoje o Congresso é majoritariamente masculino, com 10% de mulheres.
A exigência de que os partidos destinem pelo menos 30% ao financiamento de campanhas de mulheres foi determinada, por unanimidade, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em resposta a uma consulta apresentada pelas senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) e outras parlamentares. Pelo entendimento da corte eleitoral, o tempo de propaganda no rádio e TV também deverá ter a mesma divisão.
Segundo o TSE, a aplicação de cerca de R$ 533 milhões do Fundo Especial em candidaturas femininas é condição obrigatória para a liberação dos recursos. No entanto, o critério para a distribuição do fundo será definido pela Comissão Executiva Nacional do partido, que poderá destinar essa cota de gênero para qualquer tipo de eleição, majoritária ou proporcional.
O Congresso brasileiro tem atualmente 54 mulheres entre 513 deputados federais e 12 entre 81 senadores. Segundo o ranking Mulheres na Política 2017 da União Interparlamentar (IPU, na sigla em inglês) e da ONU Mulheres, o país ocupa a 32ª posição em um ranking de 33 países latino-americanos e caribenhos sobre participação das mulheres nos parlamentos nacionais. Com 9,9% de parlamentares eleitas, o país só fica à frente de Belize, cujo índice é de 3,1%. O primeiro colocado é a Bolívia, com 53,1% de participação de mulheres no Parlamento.
Na América Latina e Caribe, o índice médio de participação de mulheres no Parlamento é de 28,8%. O Brasil também ocupa as últimas posições no rankingmundial de 172 países, ficando em 154º lugar, considerando o índice de participação de mulheres de 10,5% na Câmara e de 14,8% no Senado.
Dados atualizados da Justiça Eleitoral mostram que as mulheres são maioria do eleitorado brasileiro, com 52,5% dos eleitores. No entanto, nas últimas eleições majoritárias, em 2014, elas representaram 31,4% das candidaturas, das quais apenas 15% foram eleitas.
Já nas eleições municipais, em 2016, apenas 31,89% dos candidatos eram mulheres. A primeira vez que as candidaturas femininas alcançaram 30% do total de candidaturas de um pleito no país foi nas eleições de 2012. Entretanto, desde 2009, a Lei das Eleições prevê que cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo.
Com a obrigatoriedade de pelo menos 30% de candidatas mulheres, também apareceram as chamadas “candidatas laranja”. Segundo o TSE, em 2016 mais de 16 mil candidatos terminaram a eleição sem ter recebido sequer um voto. Naquele ano, em 1.286 dos 5.568 municípios, não houve nenhuma mulher eleita para o cargo de vereador. Além disso, apenas em 24 municípios as mulheres representam a maioria dos eleitos para o Legislativo municipal.
Na avaliação da assessora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Jolúzia Batista, os partidos políticos estão mais cautelosos no cumprimento da lei, já que nas últimas eleições foram multados pelo TSE. “Então, acreditamos que pode ter um avanço significativo do ponto de vista de ter mais candidaturas de mulheres. Esse recurso [de candidatas laranjas] não vai deixar de existir, mas vai ficar um pouco mais camuflado”, afirmou.
Para a assessora do Cfemea Jolúzia Batista, as mulheres já têm atuado de forma mais expressiva, sobretudo nos partidos de esquerda. “Nos partidos em que já havia uma batalha interna, intensa, por exigência de lugar e visibilidade, a pode ser que isso venha a reverberar de forma um pouco mais consistente. Mas ainda é um desafio, é uma incógnita que só vamos descobrir na apuração”, disse.
Para o Cfemea, as pautas ligadas à mulher no Parlamento brasileiro tendem a ser dominadas pela atuação masculina. "Os debates sobre direitos reprodutivos, aborto, atendimento às mulheres vítimas de violência no SUS [Sistema Único de Saúde] são completamente mediados pela presença do pensamento moral conservador e dos homens”, afirma. “Eles dominam o debate sobre leis que atingem diretamente a vida das mulheres e de uma experiência que, inclusive, não está neles, mas se legitima por força dessa cultura machista patriarcal”, completa.
Segundo Jolúzia, o sistema político funciona para não permitir que candidaturas femininas sejam visíveis, além de oprimir e apagar trajetórias que propõem pautas diferentes das já estabelecidas. “As candidaturas femininas em si já trazem uma agenda que é rechaçada, que não é valorizada pelo sistema político”, afirmou.
Entretanto, as novas regras, a sensível predominância das mulheres no eleitorado e o cenário indefinido das eleições majoritárias deste ano têm pressionado os partidos políticos a valorizar a participação feminina na corrida presidencial.
Com a realização das convenções partidárias, das 13 chapas oficializadas, sete são integradas por mulheres. As siglas têm até o dia 15 de agosto para registrar os pedidos de candidatura no TSE. Essas solicitações devem ser homologadas pela corte até o dia 17 de setembro.
A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice na chapa de Geraldo Alckmin pelo PSDB. A também senadora Kátia Abreu (PDT-TO) disputará como vice na chapa do partido junto a Ciro Gomes. Pelo PSOL, a líder indígena Sônia Guajajara disputará como vice ao lado de Guilherme Boulos. A professora Suelene Balduino Nascimento é a vice de Cabo Daciolo, pelo Patriota. Já Marina Silva (Rede) e a Vera Lúcia (PSTU) encabeçam as chapas de seus partidos como candidatas a presidente.
Oficialmente, o PT destinou o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, para ocupar o posto de vice na chapa do partido encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva, atualmente preso em Curitiba. No entanto, diante do risco de o ex-presidente ser declarado inelegível pela Lei da Ficha Limpa, a cúpula do partido trabalha com a possibilidade de Manuela d'Ávila (PCdoB) vir a ser vice de Haddad, que assumiria, neste caso, a cabeça da chapa. Com informações da Agência Brasil
JOSÉ MATHEUS SANTOS
Em entrevista à Rádio Jornal na manhã desta quinta-feira (09), o candidato a governador Armando Monteiro (PTB), atual senador, reafirmou voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso ele consiga ser efetivamente postulante à Presidência no pleito de outubro. O petebista também foi categórico ao dizer, no entanto, que não tem compromisso com qualquer outro candidato do PT. Armando também disse que as acusações feitas contra Lula precisam ter “materialidade comprovada” e afirmou que é preciso respeitar o princípio da presunção de inocência até que os graus de jurisdição sejam esgotados.
"Lula é um símbolo do povo brasileiro. Veio de Pernambuco, foi para o sul e construiu uma liderança indiscutível. Vamos dizer que os fatos que são apontados para ele, precisam ter materialidade comprovada. Existe o princípio da presunção da inocência, respeito esse princípio", disse o senador. Para ele, “não há um grande projeto em Pernambuco que não tenha passado por Lula”. O parlamentar citou o Bolsa Família, ProUni, acesso à universidade para os mais pobres e a instalação da Fiat como alguns exemplos.
Questionado pelos jornalistas sobre a atuação do deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), candidato a presidente, Monteiro foi duro: “O que Bolsonaro foi, foi um parlamentar bisonho. Produção dele é bisonha, seja do ponto de vista de proposta, de comissões técnicas, uma pálida atuação no congresso. Foi um deputado fraco".
PROPOSTAS
O candidato do Grupo ‘Pernambuco Quer Mudar’ enfatizou o que já tem sido dito em seus discursos: a mau gerência do Pacto pela Vida por parte do atual governo. O senador prometeu que, caso eleito governador, haverá necessidade de criar Polícias Comunitárias Rurais e Conselhos Comunitários de Segurança. Para ele, “qualquer ação tem que ser feita em integração com os municípios”. Segundo Armando, também é preciso investir em inteligência, não apenas em policiamento ostensivo.
No aspecto das rodovias, o candidato prometeu, com investimentos federais ou via empréstimos, uma imediata manutenção e requalificação da BR-232, que está em situações precárias. Questionado sobre a Arena de Pernambuco, o candidato afirmou rapidamente, no fim do programa, que é “um elefante branco” e um “grande problema” para o Estado resolver.
O saneamento básico precisa de investimentos em articulações com empresas privadas, de acordo com Armando Monteiro Neto (PTB), já que, na visão dele, as parcerias já feitas fracassaram porque foram mal selecionadas pelo atual governo, comandado por Paulo Câmara (PSB).
QUESTÕES POLÍTICAS
*VOTO A FAVOR DA REFORMA TRABALHISTA: “Se não der certo, direi que estou arrependido. Mas é preciso observar como funciona o novo modelo”.
*CANDIDATURA DE MAURÍCIO RANDS (PROS) AO GOVERNO DE PERNAMBUCO: “É muito bem-vinda [a candidatura] para qualificar o debate”
*SOBRE AÇÕES FEITAS PELOS ADVERSÁRIOS DO PSB: "Quando você é bem avaliado, você não precisa eliminar concorrente. Esse governo do PSB precisa eliminar concorrente, por isso se apoiou em Lula e tirou Marília. Quando você é mal avaliado, você precisa eliminar concorrente"
*SEUS CANDIDATOS AO SENADO PENSAM DIFERENTE EM QUESTÕES DIVERSAS, INCLUSIVE SOBRE O GOVERNO LULA: “Posso me juntar a pessoas diferentes, mas o que nos une é pensar em Pernambuco”
*GOVERNADOR INDICA QUE HÁ PERSEGUIÇÃO DE TEMER COM O ESTADO: “Há uma tentativa de se escorar no Governo Federal. Os estados que mais investem no Nordeste são Pernambuco e Bahia. E são dois estados governados pelo PT. Então, se tivesse que haver perseguição seria com esses governos”
Por determinação do juiz federal da 1ª Vara da Federal de Roraima Helder Girão Barreto, está suspenso o ingresso de venezuelanos no Brasil pela fronteira com Roraima. A decisão foi tomada após a Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério dos Direitos Humanos e o Ministério Público Federal terem se manifestado contrários ao Decreto Estadual 25.681, que determina maior rigor da segurança pública e das forças policiais na fronteira. A AGU informou que vai recorrer da medida.
Segundo a AGU, o decreto assinado pelo governo do estado prejudica os venezuelanos que vieram ao Brasil, além de interferir em algo que seria de competência federal. Na petição, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, diz que o decreto assinado pela governadora Suely Campos estabelece discriminação e contraria princípios humanitários que o Brasil adota.
O decreto estadual foi criticado também pelo Ministério dos Direitos Humanos que informou, em nota, que vai recorrer ao Ministério Público, uma vez que o Brasil é signatário de uma série de tratados internacionais que estabelecem direitos, deveres e regras que asseguram direitos a estrangeiros sob proteção do Estado.
Na decisão que suspende a entrada de venezuelanos no país, o juiz Hélder Barreto diz que “é imperioso rechaçar a ideia de que, em matéria da imigração, a União tudo pode, e os estados e municípios tudo devem suportar”. Ele acrescenta que o Estado brasileiro pode adotar a política de imigração que entender, desde que não viole a Constituição Federal e a autonomia dos estados, dos municípios e do Distrito Federal.
“O ônus dessa política deve ser repartido por todos e não suportado por apenas um”, acrescentou o magistrado, ao afirmar que o Brasil acolhe os imigrantes venezuelanos “desde que eles fiquem em Roraima”.
Na avaliação de Barreto, é necessária uma parada na imigração que ocorre em Roraima, para que se possa fazer “um balanço das medidas adotadas até então e a implementação de outras mais efetivas que garantam o acolhimento humanitário dos imigrantes venezuelanos, mas também assegurem a fruição dos direitos a garantias dos brasileiros e acelerem o chamado processo de Interiorização”.
Em sua decisão, o magistrado determina também que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cumpra as exigências relativas à vacinação compulsória dos imigrantes venezuelanos que já foram admitidos.
Restrições
O decreto assinado pela governadora de Roraima, Suely Campos, permite que autoridades estaduais controlem a entrada nas fronteiras, como na cidade de Paracaima. Em entrevista, a governadora afirmou que vai limitar o acesso a serviços de saúde, como hospitais.
Suely Campos justificou a medida, alegando que as ações de órgãos federais têm sido ineficientes. O grande fluxo de venezuelanos, acrescentou a governadora, estaria trazendo impactos na área de segurança em cidades do estado. Com informações da Agência Brasil
O PCdoB desistiu da candidatura própria à Presidência da República, com a deputada estadual do Rio Grande do Sul,Manuela D’Ávila, para se coligar ao PT nas eleições deste ano.
Na última quarta-feira (1º), a deputada chegou a ser confirmada pelo partido como candidata à Presidência da República. No final da convenção, entretanto, ela já havia adiantado que abriria mão de disputar o carto caso houvesse unidade de outros partidos da esquerda que pretendessem concorrer ao pleito.
Nas negociações feitas neste domingo (5) com o PT, ficou acordado que Manuela irá viajar o país junto com o candidato Fernando Haddad, escolhido para vice na chapa petista, para fazer campanha em nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aclamado no sábado como candidato.
Segundo a presidente do PCdoB, deputada federal Luciana Santos (PE), a decisão do partido foi tomada em nome da unidade. “Manuela disse que nunca foi óbice a qualquer tipo de unidade política. Nós estamos construindo a unidade política que foi possível construir no primeiro turno, com a participação e liderança de Lula. Isso por uma circunstância objetiva, até que se definam as pendências legais”, destacou Luciana.
A presidente do PT, Gleisi Hoffman, disse que a decisão de escolher um candidato a vice-presidente do próprio partido foi para garantir que a representação de Lula seja feita por um de seus membros. “[Isso foi decidido] na avaliação que fizemos para assegurar a manifestação do presidente Lula. E vamos com a candidatura de Lula até as últimas consequências: a vocalização de sua campanha será feita com um companheiro do PT”, afirmou. Com informações da Agência Brasil
JOSÉ MATHEUS SANTOS
Sem nenhum tipo de surpresa, a Frente Popular confirmou o que já antecipamos durante a semana: a chapa majoritária de reeleição do governador Paulo Câmara (PSB). Ele terá Luciana Santos na vice (PCdoB) e os candidatos ao Senado serão Jarbas Vasconcelos (MDB) e Humberto Costa (PT). Agora, Paulo e o PSB fazem defesa da liberdade do ex-presidente Lula e criticam, fortemente, o grupo de oposição alegando que eles formam o palanque de Temer. Porém, o governador e seu partido apoiaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, colocando Temer como comandante do Palácio do Planalto. Outra contradição na chapa socialista é a união de Jarbas e Humberto, pois ambos eram adversários históricos, visto que o emedebista é um dos maiores críticos ao PT e aos governos Lula e Dilma. Na convenção deste domingo (5), realizada no Clube Internacional do Recife, Humberto e Jarbas alegaram que a união era em prol do Brasil e de Pernambuco.
Do outro lado, na Frente ‘Pernambuco Quer Mudar’, que terá como candidato Armando Monteiro (PTB), também há problemas. O vice escolhido foi Fred Ferreira (PSC), vereador do Recife, pertencente ao clã dos ‘Ferreira’ e com forte influência do setor evangélico. Por ele ser da família do prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, o grupo do PSDB ligado ao ex-prefeito da cidade Elias Gomes ameaça fazer ‘corpo mole’ na campanha oposicionista. Os tucanos têm Bruno Araújo como representante na chapa, candidato ao Senado. O outro nome é o do ex-ministro Mendonça Filho (DEM).
TERCEIRA VIA => Avante, PROS e PDT articulam a formação de uma nova frente como alternativa às duas vigentes visando forçar um segundo turno na disputa estadual. Os dois primeiros partidos ficaram órfãos após a vereadora Marília Arraes (PT) ser rifada da disputa. Já o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, ficou bastante chateado com o trabalho feito por Paulo Câmara, junto ao PT, para que o PSB não declarasse apoio a Ciro Gomes na disputa presidencial, porque isso fortaleceria o palanque de Ciro e enfraqueceria o do PT.
OS NOMES => Maurício Rands (PROS) deve ser candidato ao governo e Silvio Costa, ao Senado. O PDT deve preencher a vaga de vice ou a outra ao Senado com ex-prefeito de Caruaru José Queiroz. Sem a sigla pedetista, o palanque do governador Paulo se fragilizaria no Agreste, já que a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), apoia Armando e o ex-prefeito José Queiroz (PDT) apoiaria essa nova frente política com o seu filho, deputado federal Wolney Queiroz.
PSOL => Daniele Portela, advogada, será candidata ao governo estadual e terá Gerlane Simões (PCB) como vice. A chapa, completamente preenchida por mulheres, terá, ainda, Albanise Pires, servidora pública e engenheira eletrônica, e Eugênia Lima, advogada, ambas do PSOL, como candidatas do Senado Federal.
ELA DE NOVO => Dilma Rousseff foi confirmada como candidata ao Senado por Minas Gerais na chapa do atual governador Fernando Pimentel, candidato à reeleição. Será a terceira eleição consecutiva disputa pela ex-presidente, sendo a primeira visando ao Legislativo. Ela lidera as pesquisas para a Casa Alta do Poder Legislativo. O fato novo é que não vai enfrentar Aécio Neves (PSB), atual senador, que desistiu de ir para reeleição e vai se candidatar a deputado federal. Ele está desgastado pela Operação Lava-Jato. Já Dilma tem 'ajuda preciosa' de Temer, seu sucesso no Planalto: a alta rejeição dele ajuda a petista a se vitimizar.
CARUARU DE FORA => Caruaru e Petrolina não terão representantes nas duas principais chapas majoritárias de Pernambuco, diferentemente de eleições passadas. Vários vices ou candidatos a tal foram de Caruaru, como João Lyra Neto (Eduardo Campos), Jorge Gomes (Miguel Arraes) e a candidata Miriam Lacerda, na chapa de Jarbas em 2010.
VICES => O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) já tem o vice definido: General Hamilton Mourão foi o escolhido após a recusa da jurista Janaína Paschoal, uma das autoras do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ela alegou que não aceitaria o pleito por questões familiares. Ciro Gomes formará uma chapa ‘puro sangue’ com a também pedetista Kátia Abreu, atual senadora pelo Tocantins e uma das fortes defensoras de Dilma Rousseff durante o processo de impedimento. Já Germano Rigotto (MDB), ex-governador do Rio Grande do Sul será o vice de Henrique Meirelles.
DEBATE => Acontecerá, na próxima quinta-feira (09) o primeiro debate entre os candidatos à Presidência a partir das 22h30 na Band. Devem participar os candidatos Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Alvaro Dias (Podemos), Manuela D'Ávila (PCdoB), Guilherme Boulos (PSol) e Henrique Meirelles (MDB). Lula está preso e, até agora, não se sabe se o PT mandará o vice, ainda indefinido, ou deixará o partido sem representação na Bandeirantes.
CURIOSIDADE => O Rio Grande do Sul nunca reelegeu um governador. Germano Rigotto (PMDB), Yeda Crusius (PSDB) e Tarso Genro (PT) foram alguns que tentaram. Agora, será a vez da tentativa do atual comandante do Palácio do Piratini, José Ivo Sartori (MDB). Ele tem alta rejeição e dificuldades em governar por conta da crise financeira nos cofres públicos gaúchos. Deve ser mais uma ‘vítima’ do tabu?
O prazo para realização de convenções partidárias termina neste domingo (5). Segundo a legislação eleitoral, as chapas completas com os candidatos, vices, alianças ou coligações têm de ser oficializadas até a próxima segunda-feira (6). Neste sábado (4), Patriota, Podemos, Partido Novo, PT, PSDB e Rede confirmaram seus candidatos à Presidência da República nas eleições de 2018.
Veja os candidatos confirmados até agora:
Álvaro Dias (Podemos)
O senador Álvaro Dias foi escolhido pelos convencionais do Podemos para ser candidato à Presidência da República. A candidatura do parlamentar pelo Paraná foi oficializada em Curitiba, durante convenção nacional do partido. Na primeira fala como candidato, Álvaro Dias anunciou que, se eleito, vai convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser ministro da Justiça, e repetiu a promessa de “refundar a República”.
Ele vai compor chapa com o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, cujo partido, o PSC, havia decidido lançar candidatura própria à Presidência, mas desistiu em favor de uma aliança com o Podemos. Além do PSC, fazem parte da coligação até agora os partidos PTC e PRP.
Podemos confirma Álvaro Dias (de camisa azul) como candidato a presidente da República, nas eleições de 2018 - Podemos/Direitos reservados
Cabo Daciolo (Patriota)
A convenção nacional do Patriota oficializou a candidatura do deputado federal Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, o Cabo Daciolo. O evento ocorreu no município de Barrinha, no interior de São Paulo. O candidato foi escolhido por unanimidade. A candidata a vice escolhida foi Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido. Ela é pedagoga com 23 anos de experiência e atua na rede pública de ensino do Distrito Federal.
Daciolo defende mais investimentos em educação e segurança por considerar áreas essenciais para o crescimento do país. Em discurso durante a convenção, Daciolo se posicionou contrário à legalização do aborto e à ideologia de gênero.
Cabo Daciolo é confirmado como candidato do Patriota nas eleições 2018 - Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Ciro Gomes (PDT)
O PDT confirmou no dia 20 de julho a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido.
O partido ainda não definiu o candidato a vice-presidente. Esta é a terceira vez que Ciro Gomes será candidato à Presidência da República: em 1998 e 2002, ele concorreu pelo PPS. Natural de Pindamonhangaba (SP), construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador do estado, eleito em 1990. Renunciou ao cargo de governador, em 1994, para assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época. Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo do ex-presidente Lula. Tem 60 anos e quatro filhos.
PDT confirma Ciro Gomes como candidato à Presidência da República em convenção nacional - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Geraldo Alckmin (PSDB)
Em convenção nacional realizada na capital federal, o PSDB confirmou a candidatura do presidente do partido e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República nas eleições de outubro. Dos 290 votantes, 288 aprovaram a candidatura de Alckmin. Houve um voto contra e uma abstenção. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice na chapa.
No primeiro discurso como candidato, Alckmin disse que quer ser presidente para unir o país e recuperar a "dignidade roubada" dos brasileiros. Ele defendeu a reforma política, a diminuição do tamanho do Estado e a simplificação tributária para destravar a economia.
Convenção Nacional do PSDB, em Brasília, lança Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República - José Cruz/Agência Brasil
Guilherme Boulos (PSOL)
O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores SemTeto (MTST), Guilherme Boulos, foi lançado no dia 21 de julho como candidato à Presidência da República pelo PSOL, na convenção nacional em São Paulo. Também foi homologado o nome de Sônia Guajajara, representante do povo indígena, para vice-presidente.
Boulos destacou que irá defender temas que pertencem aos princípios do partido, como o direito ao aborto e à desmilitarização da polícia.
O PSOL confirmou a candidatura de Guilherme Boulos à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido - Rovena Rosa/Agência Brasil
Henrique Meirelles (MDB)
O MDB confirmou no dia 2 de agosto o nome do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como candidato à Presidência da República. Hoje, o partido informou que Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, será o vice na chapa.
Henrique Meirelles destacou como prioridades investimentos em infraestrutura, para diminuir as distâncias no país, além de saúde e segurança pública. O presidenciável também prometeu reforçar o Bolsa Família. Para gerar empregos, Meirelles disse que pretende resgatar a política econômica, atrair investimentos e fazer as reformas para que o país cresça 4% ao ano.
Convenção Nacional do MDB confirmou candidatura de Henrique Meirelles - Antonio Cruz/Agência Brasil
Jair Bolsonaro (PSL)
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63 anos, foi confirmado no dia 22 de julho como o candidato à Presidência da República nas eleições deste ano pelo PSL. A chapa ainda não tem vice.
Na convenção, Bolsonaro adiantou que, se eleito, quer excluir o ministério das Cidades e fundir pastas como Fazenda e Planejamento, assim como Agricultura e Meio Ambiente.
O candidato prometeu ainda privatizar estatais.
PSL lança candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República - Fernando Frazão/Agência Brasil
João Amoêdo (Partido Novo)
João Dionisio Amoêdo foi oficializado candidato à Presidência da República pelo Partido Novo durante convenção na capital paulista. O cientista político Christian Lohbauer foi escolhido como candidato à vice-presidente. Entre as principais propostas de Amoêdo estão equilibrar as contas públicas, acabar com privilégios de determinadas categorias profissionais, melhorar a educação básica e atuar fortemente na segurança. O presidenciável também é favorável à revisão do Estatuto do Desarmamento.
João Amoêdo disse que quer levar renovação à política e mudar o Brasil. O presidenciável defendeu a privatização de empresas estatais.
Partido Novo confirma João Amoêdo como candidato a presidente - Rovena Rosa/Agência Brasil
José Maria Eymael (DC)
O partido Democracia Cristã (DC) confirmou no dia 28 de julho, durante convenção na capital paulista, a candidatura de José Maria Eymael à Presidência da República, nas eleições de outubro, e do pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa como vice-presidente.
Na área econômica, as diretrizes gerais de governo do DC incluem política macroeconômica orientada para diminuição do custo do crédito ao setor produtivo, apoio e incentivo ao turismo e a valorização do agronegócio com ações de governo específicas, que ainda não foram divulgadas, e apoio aos pequenos e médios produtores rurais.
Convenção Nacionald do DC lançou Eymael como seu nome para a disputa pela Presidência da República - Bruno Murashima/DC/Direitos Reservados
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
A convenção nacional do PT escolheu, por aclamação, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para ser o candidato à Presidência da República. Não foi definido quem será o vice-presidente na chapa de Lula. O encontro também homologou o apoio do PCO e do PROS à candidatura do PT.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso em Curitiba, desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância no caso do triplex de Guarujá. O ator Sérgio Mamberti leu uma carta escrita por Lula, onde ele afirmou que "querem fazer uma eleição presidencial de cartas marcadas, excluindo o nome que está à frente na preferência popular em todas as pesquisas".
Convenção nacional do PT escolheu Lula para candidato a presidente - Rovena Rosa/Agência Brasil
Manuela D' Ávila (PCdoB)
A deputada estadual Manuela D'Ávila foi confirmada pelo PCdoB no dia 1º de agosto como candidata do partido à Presidência da República.
Depois de ter a candidatura lançada com apoio unânime dos delegados do partido, Manuela D'Ávila apresentou bandeiras como a da reforma da segurança pública, a justiça tributária, o combate às grandes corporações e a revogação da reforma trabalhista e da emenda constitucional que estabeleceu um teto para os gastos públicos por 20 anos. Ela criticou o “desemprego recorde”, a queda da massa salarial e a evasão de jovens de universidades e escolas técnicas.
Manuela D'Ávila é a candidata pelo PCdoB - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marina Silva (Rede)
A primeira convenção nacional da Rede Sustentabilidade confirmou, por aclamação, o nome Marina Silva como candidata da sigla à Presidência da República. O candidato à vice na chapa, o médico sanitarista, Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV), também foi apresentado oficialmente no encontro.
A presidenciável prometeu uma campanha limpa, sem notícias falsas e sem destruir biografias. Se comprometeu com as reformas da Previdência, tributária e política, que acabe com a reeleição e incentive candidaturas independentes. Se eleita, Marina também disse que pretende fazer uma revisão dos “pontos draconianos” da reforma trabalhista que, segundo ela, seriam feitas a partir de um diálogo com o Congresso.
Marina Silva é confirmada candidata a presidente pela Rede - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Vera Lúcia (PSTU)
Em convenção nacional, o PSTU oficializou no dia 20 de julho a candidatura de Vera Lúcia à Presidência da República e de Hertz Dias como vice na chapa. A escolha foi feita por aclamação pelos filiados ao partido presentes na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na zona leste da capital paulista.
De acordo com Vera Lúcia, o plano de governo prevê reforma agrária, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e um plano de obras públicas para atender as necessidades da classe trabalhadora.
O PSTU decidiu que não fará nenhuma coligação para a disputa presidencial, nem alianças nas eleições estaduais.
Vera Lúcia é a candidata do PSTU - Romerito Pontes/Direitos Reservados Com informações da Agência Brasil
A Petrobras fechou o segundo trimestre do ano com um lucro líquido de R$ 10,07 bilhões, alta de 45% em relação ao primeiro trimestre, quando o lucro foi de R$ 6,96 bilhões. É o melhor resultado desde 2011. No segundo trimestre do ano passado atingiu R$ 316 milhões.
Com o resultado, a Petrobras fechou o primeiro semestre do ano com um lucro líquido de R$ 17 bilhões. Segundo a empresa, o “resultado positivo foi influenciado principalmente pelo aumento das cotações internacionais do petróleo, associado à depreciação do real em relação ao dólar”.
No mesmo período, o endividamento líquido caiu 13% em relação a dezembro de 2017, indo para US$ 73,66 bilhões, o menor desde 2012.
A geração operacional e a entrada de caixa de US$ 5 bilhões com os desinvestimentos no semestre foram os principais fatores para a redução da dívida líquida, cujo total passou a corresponder a 3,23 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda ajustado), comparado a 3,67 no fim de 2017.
O desempenho das operações da empresa manteve tendência positiva que já vinha sendo registrada em trimestres anteriores, com um lucro operacional 18% maior que o do primeiro semestre de 2017, totalizando R$ 34,5 bilhões, com menores despesas gerais e administrativas e menores gastos com ociosidade de equipamentos.
A produção total de óleo e gás foi de 2,7 milhões barris de óleo equivalente por dia (boed) no semestre.
Com informações da Agência Brasil
JOSÉ MATHEUS SANTOS
A decisão da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) de retirar, na última quarta-feira (1º), a candidatura de vereadora Marília Arraes ao Governo de Pernambuco mostra, claramente, quem é o grande adversário da sigla petista. O PT aceitou a posição de neutralidade do PSB nas eleições presidenciais, logo, não o que havia sido pedido antes pelos petistas, visto que apenas aceitaria uma aliança para fortalecer o “palanque de Lula” (que não vai ser candidato, pois está enquadrado na Lei da Ficha Limpa) na disputa presidencial. Porém, o PT, fanático e com desejo constante pelo poder, sabia da necessidade de impedir que o PSB apoiasse Ciro Gomes porque, se tal aliança socialista com o PDT acontecesse, Ciro herdaria, certamente, a hegemonia no cenário da esquerda brasileira, o que o PT parece querer para a eternidade.
O que acontece? O PT tira a candidatura de Marília, abre uma forte crise no Estado e se afasta da militância, um de seus poucos patrimônios fortes na atualidade. Tudo pelo poder, este parece ser o lema do PT. Sigla que já foi a esperança de muitos brasileiros e, hoje, é arrogante e com sede de poder. Agora, não se sabe o que acontecerá com a aliança entre Paulo e o PT, afinal, apesar de o tempo de propaganda no rádio e na TV do PT (o maior entre todos os partidos - 1m35s) ir para a chapa do atual governador, certamente os militantes petistas não votarão no PSB, que foi o principal responsável pelo impeachment da Dilma Rousseff, visto que tinha 32 deputados em 2016 e apenas 3 foram contra a destituição da ex-presidente.
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prorrogação por mais 60 dias da investigação sobre um suposto favorecimento da empresa Odebrecht ao presidente Michel Temer e aos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).
A prorrogação fora pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em junho, após a mesma solicitação ter sido feita pela Polícia Federal (PF), que já colheu alguns depoimentos no caso, incluindo o do advogado José Yunes, amigo de Temer e suspeito de ter recebido quantias em dinheiro em nome do presidente.
Ante a diversificação de frentes investigativas, após as providências iniciais tomadas pela PF, Fachin autorizou a prorrogação. Os delegados querem colher novos depoimentos no processo, incluindo o de Marcelo Odebrecht, ex-presidente-executivo da empreiteira.
O caso envolve o suposto favorecimento à Odebrecht durante o período em que Padilha e Moreira Franco foram ministros da Secretaria da Aviação Civil, entre os anos de 2013 e 2015. Em março, Temer foi incluído por Fachin como alvo do inquérito.
De acordo com depoimento de delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Claudio Melo Filho, Temer participou de um jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, quando era vice-presidente, para tratativas de um repasse de R$ 10 milhões como forma de ajuda de campanha para o MDB, como contrapartida do favorecimento à empresa.
O Palácio do Planalto já confirmou, no ano passado, que o jantar de fato ocorreu e que foram tratados temas relativos à campanha presidencial, mas negou que na conversa tenham sido discutidos valores.
Para embasar o pedido de prorrogação de prazo, a PF argumentou também que precisa de mais tempo para analisar celulares entregues pelos ex-executivos da Odebrecht Claudio Melo Filho e José de Carvalho Filho.
Este é um dos quatro inquéritos em que o presidente Michel Temer é alvo no Supremo. Dois deles tiveram denúncia apresentada, mas foram suspensos após não terem a continuidade da investigação aprovada pela Câmara dos Deputados. Um quarto processo diz respeito a supostas irregularidades na edição do chamado Decreto dos Portos.
O Palácio do Planalto informou que não vai se manifestar sobre a decisão.
Debaixo das atenções femininas e com a expectativa de polêmicas fervorosas, o aborto volta a ser debatido no Supremo Tribunal Federal (STF) amanhã (3), ainda sob o comando da presidente da Corte, Cármen Lúcia. O tema será relatado por Rosa Weber que decidiu ouvir especialistas antes de emitir um parecer.
O STF tem nas mãos uma ação encaminhada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), em março de 2017, pedindo que a interrupção da gravidez feita por decisão da mulher nas 12 primeiras semanas não seja mais considerada um crime. Mais de 40 pessoas ligadas às áreas de saúde, ciências, direitos humanos e religião foram escolhidas para participar dos debates.
A primeira audiência pública está marcada para esta sexta-feira (3) e deve contar com mais de 20 especialistas. Cada um terá 20 minutos para apresentar argumentos e posicionamentos sobre o tema. Uma nova rodada está marcada para 6 de agosto.
Depois dessas audiências, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que já antecipou que não se manifestará antes do fim do processo, terá que emitir um parecer. Pela rotina do STF, a manifestação da PGR costuma ser apresentada em até dez dias, mas não há um prazo pré-definido. Apenas com esse relatório em mãos, Rosa Weber concluirá seu posicionamento sobre o tema e submeterá a decisão ao plenário do STF – onde os 11 ministros deverão apresentar seu voto.
Como se trata de uma questão complexa, assessores da Corte acreditam que dificilmente a atual presidente do Supremo tenha tempo hábil para colocar em pauta. A partir de setembro, Dias Toffoli passa a comandar o tribunal.
Em cada turno dos dois dias de debate estão garantidas falas contrárias e favoráveis à descriminalização. Informações da Agência Brasil