A partir desta quinta-feira (16) começa oficialmente a propaganda eleitoral. Pela legislação, as regras são rígidas e claras - exigem menos barulho e obediência a horários e normas. A propaganda eleitoral na internet é permitida desde que não seja paga. Os diretórios partidários deverão instalar nas sedes serviços telefônicos para atender aos eleitores.
Os partidos e as coligações só poderão utilizar alto-falantes ou amplificadores de som, nas suas sedes ou em veículos, das 8h às 22 horas. O horário para o uso de aparelhagem de sonorização fixa é mais flexível das 8h à meia-noite, podendo ser prorrogado por mais duas horas quando se tratar de comício de encerramento de campanha.
Até 6 de outubro, os partidos e coligações poderão distribuir material gráfico, promover caminhada, carreata, passeata ou utilizar carro de som pelas ruas para divulgar jingles e mensagens de candidatos.
Um dia antes, em 5 de outubro, será permitida a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução, na internet, do jornal impresso, de até dez anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidato, no espaço máximo, por edição, de 1/8 (um oitavo) de página de jornal padrão e de 1/4 (um quarto) de página de revista ou tabloide. Informações da Agência Brasil
Encerrado o prazo para registro das candidaturas, os partidos políticos apresentaram 13 nomes para disputar o Palácio do Planalto, sem surpresas em relação às decisões das convenções nacionais.
Segundo dados disponíveis no Sistema de Divulgação de Candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o patrimônio declarado dos presidenciáveis chega a R$ 834 milhões.
Pelas relações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral, os candidatos têm patrimônio que varia de zero a R$ 425 milhões. O candidato com maior patrimônio é João Amoêdo (Novo), que construiu sua carreira do mercado financeiro. O candidato do Patri, Cabo Daciolo, conforme o portal do TSE, não apresentou declaração de bens.
Já Amoêdo declarou casas, apartamentos, carros, joias, quadros, objetos de arte, título de clube, aplicações, embarcação, salas comerciais e depósito em conta corrente.
Henrique Meirelles (MDB) declarou R$ 377,5 milhões, incluindo depósito em conta no exterior, cotas de capital, título de clube, aplicações, apartamento e carros. Engenheiro de formação, Meirelles construiu a carreira no mercado financeiro, tendo sido presidente do BankBoston.
O terceiro candidato com maior patrimônio é João Vicente Goulart (PPL), totalizando R$ 8,6 milhões declarados. A relação de bens apresentada ao TSE inclui cotas de capital e imóveis. Na sequência, vêm o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou patrimônio de R$ 8 milhões; e José Maria Eymael (DC), com R$ 6,1 milhões declarados.
Pelo calendário eleitoral, o TSE tem até o dia 17 de setembro para julgar os pedidos de registro de candidaturas. Esse também é o prazo final para que os partidos substituam nomes nas chapas, exceto em caso de morte de candidato.
A seguir candidatos que pediram registro e o respectivo patrimônio:
. João Amoêdo (Novo) - R$ 425 milhões
. Henrique Meirelles (MDB) - R$ 377,5 milhões
. João Goulart Filho (PPL) - R$ 8,6 milhões
. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – R$ 8 milhões
. José Maria Eymael (DC) – R$ 6,1 milhões
. Álvaro Dias (Pode) – R$ 2,9 milhões
. Jair Bolsonaro (PSL) – R$ 2,3 milhões
. Ciro Gomes (PDT) – R$ 1,7 milhão
. Geraldo Alckmin (PSDB) - R$ 1,4 milhão
. Marina Silva (Rede) – R$ 118,8 mil
. Vera Lúcia (PSTU) – R$ 20 mil
. Guilherme Boulos (PSOL) – R$ 15,4 mil
. Cabo Daciolo (Patri) – sem patrimônio INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASIL
Folha de Pernambuco
Na pesquisa eleitoral divulgada hoje, realizada pelo Ipespe em parceria com a Folha de Pernambuco, em um cenário apertado na disputa por vagas no Senado, o deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) está na frente com 23% das intenções de votos, seguido pelo também deputado federal Mendonça Filho (DEM), que aparece com 17%. Na sequência, o senador Humberto Costa registra 15% das menções, enquanto o deputado federal Sílvio Costa (Avante) aparece com 6% e o deputado federal Bruno Araújo (PSDB) com 5%.
Os entrevistados que declararam que votariam em branco ou nulo somam 22%, o que configura um empate técnico com o primeiro colocado, Jarbas Vasconcelos, considerando a margem de erro de 3,5 pontos percentuais. Os que não sabem ou não responderam correspondem a 6% das intenções de voto. Já os postulantes Adriana Rocha (Rede), Lídia Brunes (PROS), Jairinho Silva (Rede), Hélio Cabral (PSTU), Albanise Pires (PSOL) e Eugênia Lima (PSOL), registraram 1% das intenções de voto, cada.
Nas opiniões manifestadas na pesquisa na Capital pernambucana e na periferia, Jarbas Vasconcelos tem o melhor desempenho, com 24% e 26% das menções, respectivamente. Um dado curioso é observado nas intenções registradas no Interior do Estado, em que o maior percentual é de votos brancos e nulos, 26%.
Idade e sexo
No recorte de idade, Mendonça Filho possui o maior percentual entre os eleitores com 16 e 24 anos, com 24% das menções. Já entre os participantes com idade entre 25 e 44 anos, Jarbas fica à frente, com 24%, seguido por 22% de brancos e nulos. O emedebista, inclusive, mantém o mesmo desempenho em quase todos os quesitos.
Entre 45 e 59 anos, os votos nulos e brancos são maioria, 27%. Por fim, entre os entrevistados com mais de 60 anos, Jarbas Vasconcelos com 24% e Mendonça Filho com 20% lideram as intenções. Nos votos do recorte por sexo, as menções estão muito próximas dos índices totais de cada candidato. Porém, o eleitorado feminino registra mais votos nulos ou brancos, 25%.
Renda
Enquanto entre os eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos, Jarbas Vasconcelos apresenta o seu melhor desempenho, com 27% das menções, Mendonça Filho se destaca entre os que recebem até dois salários mínimos, 19%. O melhor percentual entre os que recebem dois e cinco salários mínimos é também o de Jarbas Vasconcelos. Nesse mesmo quesito, Humberto Costa, 17%, pontua melhor do que o candidato democrata, que teve 15%.
Folha de Pernambuco
Na primeira pesquisa de intenção de votos realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), divulgada em parceria com a Folha de Pernambuco, hoje, o governador Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição, está na frente com 30%, liderando nominalmente a disputa. O senador Armando Monteiro Neto (PTB) surge em segundo lugar, com 24%, no limite da margem de erro, que é 3,5 pontos percentuais. Os demais nomes aparecem com percentuais distantes.
A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 13 de agosto, por telefone, ouvindo 800 pessoas, definindo cotas de sexo, idade, localidade, instrução e renda. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,45%. Como manda a lei, o levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números de protocolo BR-06973/2018 e PE-07336/2018 e fez a seguinte pergunta: "Se a eleição para Governador de Pernambuco fosse hoje e os candidatos fossem esses que vou ler, em quem o(a) Sr(a) votaria para Governador?".
O ex-deputado federal Maurício Rands (PROS), que apresentou sua candidatura no final do prazo das convenções partidárias, apareceu na pesquisa estimulada com 4% das intenções de voto. Já a advogada Danielle Portela (PSOL) e o ex-prefeito de Petrolina Júlio Lóssio (Rede) pontuaram 3% cada. Simone Fontana, do PSTU, teve 2% das menções. Brancos, nulos ou “nenhum” representam 27% dos entrevistados. Já os indecisos ou os que não responderam aparecem com 8%.
Raio-X
No quesito da idade, Paulo Câmara é o mais votado na faixa entre 16 e 24 anos, chegando a 42% das intenções de voto. O candidato Armando Monteiro Neto tem o seu melhor desempenho na faixa dos 45 a 59 anos. Nesse segmento, o senador pontua 30% e chega a ultrapassar o governador, que tem 28%. Brancos e nulos alcançam 32% das menções, na faixa entre 25 e 44 anos.
No recorte por instrução, chama atenção o candidato Maurício Rands, que, em terceiro lugar, chega a 15% entre os entrevistados com curso superior. Com 28%, o petebista também ultrapassa nominalmente Paulo Câmara, com 27%, entre os eleitores com ensino médio. Nas cotas de sexo, os candidatos aparecem com uma margem muito semelhante do resultado total.
Já no aspecto da renda, Rands também pontua com dois dígitos, 14%, entre os entrevistados que ganham acima de cinco salários mínimos. Paulo Câmara, por sua vez, chega a 31% dos entrevistados que ganham até dois salários mínimos. Armando pontua melhor, 28%, na faixa dos que ganham entre dois e cinco salários mínimos. No recorte pela condição do município, os candidatos Paulo Câmara, 37%, e Armando Monteiro, 27%, têm o seu melhor desempenho na periferia. Maurício Rands, 10%, e Danielle Portela, 6%, têm suas melhores performances na "capital".
Rejeição
Com 47% do eleitorado sinalizando que "não votaria de jeito nenhum", o governador Paulo Câmara é o candidato ao Governo com maior rejeição. O senador Armando Monteiro é o segundo mais rejeitado, com 38%, seguido de Maurício Rands, com 35%. Júlio Lóssio e Simone Fontana têm 30%, cada. A candidata do PSOL, Danielle Portela, é a menos rejeitada, com 29%.
Espontânea
Na pesquisa espontânea para governador – quando o entrevistador não sugere nomes para o eleitor - Paulo Câmara aparece em 13% das menções, seguido por Armando Monteiro, com 7%.
Nesse caso, na abordagem espontânea, nomes que não estão concorrendo ao cargo de chefe do Executivo, como a vereadora Marília Arraes (PT) e o prefeito Geraldo Julio (PSB), chegaram a ser mencionados. Também foi citado pelos eleitores o deputado Jarbas Vasconcelos, que concorre a uma vaga ao Senado.
JOSÉ MATHEUS SANTOS
Em entrevista à Rádio Jornal, o candidato Júlio Lóssio (Rede) discutiu medidas possíveis para melhorar a situação de Pernambuco nos próximos 4 anos. Lóssio faz palanque no estado para a candidata à Presidência Marina Silva, que disputa pela terceira vez o Palácio do Planalto.
Logo no início da sabatina, o ex-prefeito de Petrolina (2009-2016) condenou o que chamou de “terceirização” do voto. "A partir do dia 1º de janeiro, quem estará no Palácio das Princesas não será Lula, Miguel Arraes ou Eduardo Campos. Será o governador eleito pelo povo. Eu sempre disputei eleições contra andores. Não estou preocupado com o apoio de Lula, Arraes ou Eduardo Campos, estou preocupado em falar com as pessoas. Escolha alguém que você possa conhecer as propostas. Estou aqui oferecendo aquilo que aprendi a construir quando era prefeito de Petrolina. Sou o único que tenho uma experiência no executivo, com exceção de Paulo Câmara", afirmou o candidato.
HABITAÇÃO
O candidato do partido de Marina Silva prometeu fazer 100.000 casas populares em um eventual governo. Ele enalteceu o fato de ter feito 15 mil casas quando foi prefeito de Petrolina, entre 2009 e 2016.
EDUCAÇÃO
Lóssio também afirmou que haverá forte investindo na construção de creches, criando o programa ‘Nova Semente Pernambuco’, em parceria com os municípios. A partir daí, ele afirmou que haverá foco nos anos iniciais da formação educacional: “a primeira infância é o momento mais importante do processo educacional, e isso foi deixado de lado pelo Governo Federal, tanto por Fernando Henrique, que investiu no Fundamental II, como por Lula, que focou no Ensino Superior”.
FINANÇAS
Júlio Lóssio disse que, no início do governo, já reduzirá o número de secretarias para 10. Ele disse que as dificuldades, na Prefeitura de Petrolina, reduziram com o corte de gastos nas secretarias. Para ele, a primeira medida para começar a reduzir o déficit fiscal do Estado é o corte de gastos pessoais e de cargos. Ele criticou o governador Paulo Câmara indiretamente ao afirmar que “o governante que não anda em Brasília não governa”. Para embasar a crítica, ele reforçou o fato de 70% do pacto federativo (liberação de verbas) se dá em Brasília!
EXPERIÊNCIA
“Sou o único, fora o governador, com experiência no Executivo”, afirmou. Em Petrolina, ele disse que “prometeu 1.000 casas e fez 10 mil”, “prometeu 10 unidades de saúde e fez 20” e, no plano de governo, “prometeu 20 creches e (fez) 190”
SERVIÇO PÚBLICO
Em construções, ele disse que haverá parceria público-privada na construção de obras públicas. “Prédio público não é bom para pobres no Brasil. MP, Fóruns são bons porque só anda rico”. Ele disse que, em alguns casos, o privado vai fazer a obra, o estado paga a locação e coloca os funcionários públicos para trabalharem, principalmente em escolas.
RODOVIAS
Lóssio disse, recentemente, que pretende duplicar a BR-232 até Salgueiro, no Sertão. Ele afirmou que irá com “o pires na mão para Brasília”. E que o governador tem que ter iniciativa.
PRESÍDIOS
Ele criará 3 presídios (um no Sertão, um na Região Metropolitana e um no Agreste). Os presidiários ajudarão na agricultura, polo de confecções e obras em praças públicas como mecanismo de ressocialização.
SAÚDE
O candidato falou que é preciso diagnóstico preventivo em relação a altos índices de problemas de saúde. Ele citou também a necessidade de prevenção a acidentes de motos, alegando que “o Estado gasta 600 milhões de reais por ano com acidentes de motos”, sendo que metade acontece no fim de semana, de maneira que “é preciso prevenir”. Ele disse, ainda, que cerca de 25% dos que sofrem esses acidentes não têm habilitação.
PROFESSORES DA REDE ESTADUAL
“É preciso capacitar os professores nas áreas em que os alunos estão mais deficientes, como fizemos em Petrolina”. Ele também falou em ampliar o programa “Ganhe o Mundo”, que leva estudantes da rede estadual para intercâmbios.
SEGURANÇA
Para ele, duas medidas emergenciais precisam ser tomadas: a primeira é a integração policialesca e articulação de ações com os municípios e a segunda é o investimento em polícia científica que, de acordo com Lóssio, “inexiste em Pernambuco atualmente”. Para ele, o setor de inteligência precisa ser reforçado.
A ministra Rosa Weber toma posse hoje (14), às 20h, no cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em sessão solene no plenário da Corte. A solenidade será transmitida ao vivo pela TV Justiça e pelo canal do TSE no YouTube.
Rosa Weber será a segunda mulher a presidir o TSE em mais de 70 anos de criação do tribunal. A primeira foi Cármen Lúcia, em 2012. O primeiro desafio da ministra será a organização das eleições de outubro, que serão realizadas no dia 7.
Rosa Weber, que é ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), já ocupa a vice-presidência do tribunal e vai suceder a Luiz Fux, que concluiu período máximo de dois anos no cargo. O mandato irá até agosto de 2020.
Na mesma sessão, serão empossados os ministros Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça. Barroso assume como vice-presidente do TSE e Mussi será corregedor-geral da Justiça Eleitoral.
O TSE é formado por sete ministros, dos quais três são do STF, sendo um o presidente da Corte. Dois ministros são do STJ, um dos quais é o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, e dois juristas que representam os advogados e são nomeados pelo presidente da República.
Nas eleições de outubro, caberá ao tribunal, além de organizar o pleito, deferir os registros de candidatura de candidatos à Presidência da República e todos os recursos que os envolvem.
Histórico
A ministra nasceu em Porto Alegre e fez carreira como magistrada da Justiça do Trabalho no Rio Grande do Sul. Antes de ser nomeada para o STF em 2011, Rosa ocupava o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi juíza do Trabalho no período de 1981 a 1991, integrou o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) de 1991 a 2006. Rosa Weber assumiu a presidência do TRT da 4ª Região de 2001 a 2003.
*Com informações do TSE e da Agência Brasil
Os últimos 4 anos foram muito turbulentos na jovem e frágil democracia brasileira: tivemos dois presidentes e, por pouco, não tínhamos um terceiro. Dilma Rousseff, cabeça de chapa vencedora nas eleições presidenciais de 2014, sofreu um processo de impeachment em 2016. A alegação da acusação era de pedalada fiscal. O vice dela, Michel Temer, assumiu o Planalto e teve seu governo abalado pela crise da delação da JBS, na qual o empresário Joesley Batista gravou conversas com o presidente no Palácio do Jaburu, em 2017. Por pouco, ele não renunciou ao cargo e passou por dois testes em votações na Câmara dos Deputados, conseguiu se salvar. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, era o primeiro na linha de sucessão. Por tudo isso, inclusive, eleger um presidente da República não é fácil tarefa para os brasileiros. É preciso muita cautela na hora do voto.
Diante desse panorama, o PORTAL RCF buscou alguns posicionamentos dos candidatos ao Planalto acerca de projetos no vigente Parlamento. São 13 postulantes ao cargo de chefe do Poder Executivo. No impeachment da ex-presidente Dilma, 7 foram favoráveis ao afastamento. O número sobe em um dígito em relação aos favoráveis à investigação contra o Temer. Apenas 4 (Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles, Jair Bolsonaro e João Amoedo) concordaram com o projeto de Reforma Trabalhista proposto pelo Governo Temer e aprovado pelo Congresso.
A reportagem não conseguiu encontrar os posicionamentos do candidato José Maria Eymael (Democrata Cristão) sobre os 4 temas. O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) não se posicionou, pelo menos publicamente, assim como Henrique Meirelles, sobre as investigações possíveis contra o presidente Temer no episódio envolvendo o empresário Joesley Batista.
Confira abaixo a lista de candidatos e os respectivos posicionamentos dos presidenciáveis sobre temáticas importantes no caminho do país nos últimos 4 anos:
ÁLVARO DIAS (Podemos)
Impeachment de Dilma Rousseff: A FAVOR
Cassação de Eduardo Cunha: A FAVOR
Investigação sobre Michel Temer: A FAVOR
Projeto de Reforma Trabalhista de Temer: CONTRA
CABO DACIOLO (Patriota)
Impeachment de Dilma Rousseff: A FAVOR
Cassação de Eduardo Cunha: A FAVOR
Investigação sobre Michel Temer: A FAVOR
Projeto de Reforma Trabalhista de Temer: CONTRA
CIRO GOMES (PDT)
Impeachment de Dilma Rousseff: CONTRA
Cassação de Eduardo Cunha: A FAVOR
Investigação sobre Michel Temer: A FAVOR
Projeto de Reforma Trabalhista de Temer: CONTRA
GERALDO ALCKMIN (PSDB)
Impeachment de Dilma Rousseff: A FAVOR
Cassação de Eduardo Cunha: NÃO SE POSICIONOU
Investigação sobre Michel Temer: NÃO SE POSICIONOU
Projeto de Reforma Trabalhista de Temer: A FAVOR
GUILHERME BOULOS (PSOL)
Impeachment de Dilma Rousseff: CONTRA
Cassação de Eduardo Cunha: A FAVOR
Investigação sobre Michel Temer: A FAVOR
Projeto de Reforma Trabalhista de Temer: CONTRA
HENRIQUE MEIRELLES (MDB)
Impeachment de Dilma Rousseff: a reportagem não encontrou posicionamento
Cassação de Eduardo Cunha: a reportagem não encontrou posicionamento
Investigação sobre Michel Temer: a reportagem não encontrou posicionamento
Projeto de Reforma Trabalhista de Temer: A FAVOR
JAIR BOLSONARO (PSL)
Impeachment de Dilma Rousseff: A FAVOR
Cassação de Eduardo Cunha: A FAVOR
Investigação sobre Michel Temer: A FAVOR
Projeto de Reforma Trabalhista de Temer: A FAVOR
JOÃO AMÔEDO (Novo)
Impeachment de Dilma Rousseff: A FAVOR
Cassação de Eduardo Cunha: A FAVOR
Investigação sobre Michel Temer: A FAVOR
Projeto de Reforma Trabalhista de Temer: A FAVOR
JOÃO GOULART FILHO (PPL)
Impeachment de Dilma Rousseff: CONTRA
Cassação de Eduardo Cunha: a reportagem não encontrou posicionamento
Investigação sobre Michel Temer: a reportagem não encontrou posicionamento
Projeto de Reforma Trabalhista de Temer: a reportagem não encontrou posicionamento
JOSÉ MARIA EYMAEL (DC)
A reportagem não encontrou algum posicionamento do candidato
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT)
Impeachment de Dilma Rousseff: CONTRA
Cassação de Eduardo Cunha: A FAVOR
Investigação sobre Michel Temer: A FAVOR
Projeto de Reforma Trabalhista de Temer: CONTRA
MARINA SILVA (REDE)
Impeachment de Dilma Rousseff: A FAVOR
Cassação de Eduardo Cunha: A FAVOR
Investigação sobre Michel Temer: A FAVOR
Projeto de Reforma Trabalhista de Temer: CONTRA
VERA LÚCIA (PSTU)
Impeachment de Dilma Rousseff: CONTRA
Cassação de Eduardo Cunha: A FAVOR
Investigação sobre Michel Temer: A FAVOR
Projeto de Reforma Trabalhista de Temer: CONTRA
KATARINA MORAES
No último século, os movimentos sociais eclodiram e, com eles, a afirmação das identidades e ideologias de grupo. Não há dúvidas da necessidade de representação das minorias nas bancadas, porém, observando um comportamento que não advém apenas da esquerda, a pergunta que deve ser feita é: até que ponto a ideologia do grupo social a que você se diz pertencer pode influenciar seu voto? Será que as propostas do candidato condizem à postura que ele toma frente aos palanques e plenários?
Chega em um momento político instável, a lacração. Onde o candidato com mais jogo de cintura, respostas na ponta da língua e uma apropriação do discurso do público que ele busca atingir ganha seu voto.
Explora-se o que não mais pode ser negado: o discurso das minorias vende. As multinacionais começaram a perceber isso e incluir essa “luta” às marcas, quando, na verdade, não passam de estratégias de venda e consumo. O que leva essa relação à política é que tais manifestações vendem não só produtos, mas audiência e ideias.
Apesar de vermos essa associação de modo mais forte na esquerda, pelas diversas vozes – antes silenciadas - que a compõe terem ganhado mais espaço nos últimos tempos, trata-se de um espectro direita-esquerda. Em ambos os lados, o eleitor, atualmente, busca entre os candidatos o que mais se parece com quem ele é, ou quer ser. O que se vê são campanhas políticas que controlam as multidões e falsos intelectuais que se apropriam de um lado para assemelhar-se, no qual a busca pela verdade não existe, mas sim, a procura por discursos que sustentem as suas pós-verdades, grande aliada das fake news, que em uma explicação simplificada foi definida pela Oxford como “a hegemonia das crenças pessoais frente aos fatos objetivos”.
O eleitor de Alckmin buscou saber sua atuação como governador de São Paulo, ou escolheu o destino do seu voto por ele ser do centro? Por não ser, como muitos afirmam, nem um, nem outro? O eleitor de Manuela D’Ávila sabe quais são seus posicionamentos frente à saúde pública do país? Ou baseia seu voto apenas pelas suas camisetas de “lute como uma garota”? O eleitor de Lula buscou saber quais serão as propostas para um terceiro mandato? Ou vota pela ideia de quem Lula é, ou de quem foi? O eleitor de Bolsonaro buscou saber como ele atuará na educação do país ou o segue pelo perfil firme de um militar de direita?
Como resultado, vê-se debates saturados de acusações, noticiários que, ao invés de esclarecer e tornar o entendimento mais fácil à uma população descrente e desinteressada na classe política, enchem a programação de pesquisas de intenções de voto, opiniões mal embasadas, notícias não apuradas e boatos que tornam o maior instrumento da organização do Estado e o exercício da democracia em um reality show.
Vivemos em um momento hostil em nosso país, mas nada irá mudar se continuarmos reproduzindo os discursos que ouvimos de outrem. É necessário cobrar da mídia uma cobertura humana e democrática, que ela cumpra seu objetivo de informar.
É hora de repensar as frases prontas, o “nenhum político presta” que mais se parece com uma desculpa para a fuga do seu dever como cidadão de se inteirar e decidir o futuro do Brasil. Política não se restringe aos intelectuais, às universidades e ao patronato. Política se discute sim e se cobra também.
Política não é só sobre quem ganha ou quem perde, trata-se da estrutura de governo que afeta diretamente a vida das pessoas. Não é ficção, não existe mocinho e vilão. Não há espaço para a demonização dos políticos, para a ignorância e estigmas preconceituosos. É necessário ouvir, pesquisar, e não rotular o desconhecido.
No momento em que as propostas de governo param de ser discutidas e as polêmicas envolvendo a vida pessoal, declarações de tempos atrás dos candidatos e as fake news ganham espaço, criando um clima tensionado entre os eleitores - que fazem da política um ringue - todos perdem: a democracia, o país e os cidadãos.
O Twitter divulgou nesta semana um comunicado com as medidas para as eleições deste ano. A plataforma, assim como Facebook, Google, Instagram e Whatsapp, vem buscando respostas em razão de preocupações com possíveis problemas e influências negativas no debate público, como a disseminação das chamadas notícias falsas ou de mensagens de ódio.
Na nota, a empresa afirmou que tem como objetivo “promover um ambiente cada vez mais saudável na plataforma”. Um dos focos será a verificação de contas de candidatos e partidos, de modo a coibir perfis falsos que possam divulgar informações e causar confusão nos eleitores.
Além dessa verificação, a própria rede social irá organizar sessões de perguntas e respostas com os candidatos, com o intuito de “facilitar o contato direto entre os candidatos e seus eleitores”. A companhia anunciou que firmou parceria com alguns veículos de mídia – como Band, RedeTV, Estadão, Rádio Jovem Pan, Revista Istoé e Catraca Livre – para a transmissão pela plataforma dos debates com os concorrentes à Presidência da República e aos governos de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Uma das medidas destacadas pela empresa é o combate ao que a empresa chama de “contas automatizadas mal-intencionadas e/ou que disseminam spam”, perfis falsos ou os chamados robôs (ou bots, no termo em inglês popularizado). Os robôs são vistos como um dos meios de disseminação de notícias falsas e um dos problemas na rede social, embora estudo recente do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) tenha apontado o grau de difusão de fake news por essas contas semelhante ao de humanos
Segundo a assessoria de empresa, também foram realizadas ações como o aprimoramento do processo de abertura de contas, auditorias em contas já existentes e a expansão de detecção de “comportamento mal-intencionado”. O número de contas contestadas mensalmente subiu de 2,5 milhões em setembro de 2017 para 10 milhões em maio de 2018. A média de denúncias de spam recebidas pela plataforma diminuiu de aproximadamente 25 mil por dia em março para cerca de 17 mil por dia em maio.
Segundo levantamento realizado pela empresa com seus usuários, 70% dos mais de dois mil entrevistados disseram usar a plataforma para se informar sobre política nessas eleições. Deste universo, 47% afirmaram fazê-lo frequentemente e 22% de vez em quando.
Mais de 60% avaliaram que a divulgação de mensagens pelos candidatos em seus perfis será importante para a decisão do voto. Entre os indecisos, 79% comentaram que vão conhecer as ideias dos concorrentes por suas contas para definir sua escolha.
Diferentemente do Facebook e do Google, o Twitter não irá veicular anúncio eleitoral. Este será o primeiro ano em que este tipo de propaganda eleitoral será permitida. A empresa anunciou a decisão em maio e justificou-a pelo fato de não ter os meios tecnológicos para atender às exigências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em sua resolução sobre as eleições, o TSE estabeleceu que os anúncios só podem ser veiculados por candidatos ou partidos e que devem trazer a identificação de seus patrocinadores, bem como o CPF (no caso do concorrente) ou CNPJ (no caso da legenda). Com informações da Agência Brasil
JOSÉ MATHEUS SANTOS
O primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República, na TV Bandeirantes, mostrou, a dificuldade de boa parte dos candidatos em expressar com objetividades as propostas para os diversos assuntos, bem como a pouca profundidade nos temas, diante do alto número de candidatos e do pouco tempo para falar. Diante disso, é possível que já no segundo confronto, na próxima sexta (17) na RedeTV, às 22h, os postulantes sejam mais precisos.
O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) se saiu bem após o debate de ontem, de maneira que esteve presente em boa parte do programa, questionado diversas vezes em todos os blocos. Enfatizou a necessidade de cortar gastos, de não vincular nomeações em estatais a indicações políticas e fez acenos necessários ao eleitorado nordestino, ao dizer que ajudou na Transposição do Rio São Francisco, e realmente é verdade. Quando era governador de São Paulo, ele emprestou bombas para auxiliar mais rapidamente nas estações de distribuição de água no semiárido nordestino.
Outro que se saiu bem no debate foi o candidato Ciro Gomes (PDT), mostrando rápido e bom raciocínio imediato nos confrontos. Foi prejudicado no início do debate, já que os candidatos evitavam falar com Ciro. Entre a segunda e terceira aparições dele o tempo foi de 1h15m. Os adversários também sabem do potencial do ex-governador do Ceará e em clara estratégia tentaram evitá-lo. Ciro conseguiu controlar um problema histórico dele: a língua solta e grande. Em campanhas anteriores, a própria língua o derrotava ao falar o que não deveria. O pedestista reforçou o discurso de que ajudará 63 milhões de brasileiros a saírem do SPC.
Henrique Meirelles (MDB) mal sabia de expressar, em péssima capacidade de convencimento e diálogo com pessoas que não são especialistas em economia. Não citou o presidente Michel Temer, de quem é aliado, e apenas falou do que fez junto com o ex-presidente Lula, de quem ele foi presidente do Banco Central, em período de estabilidade econômica no Brasil. Meirelles ainda atacou o DEM e o PSDB, partidos que fizeram críticas ao Bolsa Família. Henrique foi oportunista para acenar aos mais pobres, mas se esqueceu de que o DEM era aliado do governo atual que ele participou até abril. Crítica incoerente.
Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede) também foram bem no debate. O deputado fluminense enfatizou a questão da honestidade e da segurança pública, duas fortes bandeiras de sua campanha. Porém, esquivou-se de respostas sobre economia e a situação fiscal do país. Mal entrou em polêmicas, não teve tom agressivo. Com essas posturas, deve ter cativado seu eleitorado tradicional, porém precisa entrar bem em outros temas e se mostrar capacitado caso não queira ficar apenas com o atual grupo de eleitores. Marina foi a mesma de sempre: propondo o diálogo para temas polêmicos, como a liberação ou não do aborto, no entanto, não falou da questão ambiental, uma de suas fortes áreas de atuação. Assim, tentou superar a “pecha” impostas por adversários de que ela só sabe sobre o Meio Ambiente. A candidata ainda se mostra indecisa em temas, com dificuldade para expressar até sua própria opinião.
Álvaro Dias (Podemos) ficou o tempo todo usando Sérgio Moro de escora ao afirmar que convidará o juiz da Lava-Jato para ser seu ministro da Justiça. Só que não sabemos se Moro aceitará. É preciso ter cuidado com promessas. O atual senador do Paraná pediu tanto para o povo brasileiro “abrir o olho” já de madrugada, e parece não ter aberto o próprio. Guilherme Boulos (PSOL) foi frontal ao opositor Bolsonaro já no início do debate e tal postura permaneceu no andamento do programa na Band. O ativista do MTST se mostrou menos radical que candidatos do Partido Socialismo e Liberdade em campanhas anteriores e criticou os privilégios, a começar pela desigualdade no pagamento de impostos de bancos e dos trabalhadores comuns, problema que assola a sociedade brasileira.
Enquanto isso, o Cabo Daciolo (Patriotas) fez a alegria da internet, sendo o responsável pelo humor e lembrando debates em grupos de família no Whatsapp.
O adendo final que faço é que a corrupção, pauta presente no noticiário constantemente nos últimos 4 anos, não esteve presente com a necessidade que deveria estar no debate. Modéstia à parte, este que vos escreve já imaginava que tal fato acontecesse. Melhor não chorar, mas rir. Daciolo que o diga.
DEBATE PARALELO
Como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não pode participar do debate, pois está preso em Curitiba, condenado em segunda instância na Operação Lava-Jato, o candidato a vice, pelo menos de fachada, Fernando Haddad, que assumirá o posto de candidato petista quando Lula for oficializado como inelegível, fez um debate nas redes sociais do PT junto com Manuela D'Ávila (PCdoB), que será a vice de Haddad. A transmissão foi simultânea ao debate da Band. Em dado momento, no Twitter, apenas cerca de 180 pessoas visualizaram o diálogo. Um fiasco. Inclusive, o PT vai insistir com a ilusória candidatura de Lula e vai ficando ausente dos debates. Os membros da sigla petista estão perdidos.