Confira o resumo do sétimo dia de campanha das Eleições para presidente e em Pernambuco. Nesta quinta (23), o candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin (PSDB) esteve em Petrolina com correligionários políticos. O TSE divulgou o tempo de propaganda no rádio e na televisão, que começa na próxima sexta-feira (31). Em Pernambuco, Armando Monteiro reforçou apoio a Lula, que tem 7 dias para justificar, no TSE, o porquê deve ser candidato mesmo condenado em segunda instância. CONFIRA:
NACIONAL
GERALDO ALCKMIN - O candidato esteve em Petrolina, no Sertão do São Francisco, nesta quinta-feira (23), onde se encontrou com lideranças políticas e gravou para a propaganda eleitoral. O postulante do PSDB ao Planalto foi recepcionado pelo prefeito Miguel Coelho e deu ração para cabras. Alckmin prometeu criar um projeto de revitalização das matas ciliares do Rio São Francisco, bem como a ampliação da área irrigada do Nordeste.
MARINA SILVA - A candidata da Rede deu entrevista a veículo s da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) e afirmou que o Supremo Tribunal Federal, na sua opinião, não deve legislar acerca do aborto e que deve ser feito um plebiscito para definir o que Marina considera um tema polêmico. "Não acho que o Judiciário deva legislar [sobre a legalização do aborto até a 12ª semana] por sobre o Congresso. Eu advogado que esse tema, se for para ser ampliado para além do risco à mulher, do estupro, e da questão das crianças que poderão nascer sem cérebro, que seja por plebiscito". Marina também declarou ser a favor de uma reforma previdenciária na qual as mulheres se aposentem antes dos homens pois elas trabalham mais, de acordo com a postulante da Rede.
JAIR BOLSONARO - O candidato do PSL propôs, em Araçatuba (SP), reduzir a criminalidade por meio de corte de recursos para a área dos direitos humanos. Segundo ele, essa estratégia auxiliará no respeito à família. “Conosco não haverá essa politicagem de direitos humanos, essa bandidagem vai morrer porque não enviaremos recursos da União para eles. Em vez de paz, essas ONGs prestam um desserviço ao nosso Brasil. Precisamos de alguém sentado na cadeira presidencial que respeite a tradicional família brasileira”, afirmou o postulante. Bolsonaro também disse que tornará invasão de terras em crime de “terrorismo”.
CIRO GOMES - Questionado sobre a decisão de Jair Bolsonaro de não participar de debates a partir de agora na campanha, o candidato do PDT ironizou: “Se não sabe brincar, não desce pro play”. Ciro cumpriu agenda em Ceilândia, no Distrito Federal, onde tem apoio do governador e candidato à reeleição Rodrigo Rollemberg (PSB). O pedetista voltou a defender o incentivo do Governo Federal para retirar nomes de brasileiros do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Ele também declarou ser favorável à criminalização do caixa 2 eleitoral: "Eu sou completamente a favor de criminalizar o caixa dois não só com penas de segregação da liberdade, de cadeia, mas a própria expropriação do dinheiro roubado", declarou Ciro.
LULA - O ministro Luís Roberto Barroso, do TSE, determinou que um prazo de 7 dias, válido até a próxima quinta-feira (30), para que a defesa do ex-presidente se manifeste sobre os 16 pedidos de impugnação da candidatura do petista à Presidência. Lula deve ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e Fernando Haddad deve ser o substituto na cabeça de chapa. O ainda candidato a vice de Lula esteve em João Pessoa em ato com apoio do governador Ricardo Coutinho (PSB).
PREFERÊNCIA PARTIDÁRIA - O Datafolha divulgou uma pesquisa que ouviu 8.433 eleitores em 313 cidades brasileiras sobre o partido preferido de cada um deles. O PT está na frente desde 1999 e agora tem 24%. MDB e PSDB têm 4% cada. PSL, PDT, PSOL, PDT e PCB têm 1% cada. 52% dos cidadãos não possuem preferência por partido, segundo o levantamento.
CANDIDATURAS APROVADAS - Cabo Daciolo, Marina Silva, Guilherme Boulos e João Amôedo tiveram suas candidaturas aprovadas pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral por unanimidade. Os magistrados verificaram que “não há causa de inelegibilidade” no histórico dos candidatos.
TEMPO DE TV - Em audiência pública com a participação de representantes de partidos e órgãos envolvidos no processo eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou hoje (23) o tempo que caberá a cada candidato à Presidência da República na campanha de TV e rádio, que se inicia em 31 de agosto e segue até 4 de outubro – três dias antes do primeiro turno de votação. Veja o tempo de cada propaganda de acordo com a ordem de exibição do primeiro dia:
1- Marina Silva (Rede e PV): 21 segundos no horário eleitoral e 29 inserções;
2- Cabo Daciolo (Patriota): oito segundos no horário eleitoral e 11 inserções;
3- Eymael (Democracia Cristã): oito segundos no horário eleitoral e 12 inserções;
4- Henrique Meirelles (MDB e PHS): um minuto e 55 segundos no horário eleitoral e 151 inserções;
5- Ciro Gomes (PDT e Avante): 38 segundos no horário eleitoral e 51 inserções;
6- Guilherme Boulos (PSOL e PCB): 13 segundos e 17 inserções;
7- Geraldo Alckmin (PRB, PP, PTB, PR, PPS, DEM, PSDB, PSD e Solidariedade): cinco minutos e 32 segundos no horário eleitoral e 434 inserções;
8- Vera Lúcia (PSTU): Cinco segundos no horário eleitoral e sete inserções;
9- Lula (PT, PCdoB e Pros): dois minutos e 23 segundos no horário eleitoral e 189 inserções;
10- João Amoêdo (Partido Novo): Cinco segundos e oito inserções diárias;
11- Álvaro Dias (Pode, PSC, PTC e PRP): 40 segundos no horário eleitoral e 53 inserções;
12- Jair Bolsonaro (PSL e PRTB): oito segundos no horário eleitoral e 11 inserções;
13- João Goulart Filho (PPL): cinco segundos no horário eleitoral e sete inserções.
ESTADUAL
MENDONÇA E BRUNO EM PETROLINA - Os candidatos ao Senado Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB) participaram da agenda descrita acima na campanha do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB). Ambos participaram de atos com lideranças políticas da região, inclusive com aliados do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), com base política no Sertão do São Francisco. O candidato a governador Armando Monteiro (PTB) não foi recepcionar Alckmin e justificou em entrevista à Folha de Pernambuco: “Não fui porque eu voto em Lula, sempre tivemos o palanque aberto ao ex-governador, meus senadores o apoiam, mas eu voto em Lula”.
RANDS NA RÁDIO FOLHA - O ex-deputado e candidato ao Governo de Pernambuco, Maurício Rands (Pros) apresentou uma solução pouco convencional para o problema dos assaltos a bancos no interior do Estado, que têm deixado muitos municípios sem agências bancárias, causando transtorno para a população. Em sabatina à Rádio Folha, nesta quinta (23), Rands sugeriu a criação de uma “moeda comunitária” nos municípios. Com a circulação desta nova moeda, que adotaria o modelo do Bitcoin e poderia ser convertida em qualquer momento para o real, as pessoas não precisariam se deslocar para cidades vizinhas para sacar dinheiro. Questionado sobre a constitucionalidade da medida, Rands garantiu que a medida é legalmente possível e não afetaria a competência privativa da união sobre emissão de moeda.
1 - As pesquisas divulgadas pelo Ibope e pelo Datafolha no início da semana podem clarear este início, ainda nebuloso, do cenário eleitoral. Em Pernambuco, o governador Paulo Câmara tem 43% de rejeição, segundo o Ibope. O primeiro desafio do estafe da campanha do PSB será reduzir esse número através do guia eleitoral, porque Paulo terá mais de 5 minutos de guia, de um total de 12 minutos, contra 2 minutos e 40 segundos do principal adversário, o senador Armando Monteiro Neto. Mas isso não significa que é uma tarefa fácil. Os governistas deverão colar também na imagem de Lula e criticar o presidente Michel Temer, a quem Paulo faz oposição, pelos problemas do Brasil, que, na campanha do PSB, serão jogados nas costas do ocupante do Palácio do Planalto.
2 - O Datafolha também mostra que 5 candidatos estão competitivos na disputa pelas duas vagas no Senado. Jarbas (MDB) - 34% -, Humberto Costa (PT) - 25% -, Mendonça Filho (DEM) -25%-, Silvio Costa (Avante)-11%- e Bruno Araújo (PSDB) - 9%. Os números do Ibope serão parecidos, dentro da margem de erro, exceto para Jarbas que, neste, possui 26%, tecnicamente empatado com Humberto e Mendonça. Logo, a briga está em aberto. Por dois motivos: primeiro porque Humberto terá dificuldades para se explicar à militância petista por ter atuado para rifar a candidatura de Marília Arraes, Bruno e Mendonça foram ministros de Temer, presidente mais rejeitado da história. O segundo motivo é que os cidadãos mal estão achando a primeira opção, imagine o segundo voto para senador... E o terceiro motivo é a desorganização da unidade nas coligações: vários prefeitos do PSB declararam apoio a Paulo, mas votam em Mendonça para o Senado. Outro do PTB, Demóstenes Meira, de Camaragibe, ao invés de votar em Mendonça e Bruno, vai apoiar Jarbas e Silvio Costa. Não só ele, mas uma boa quantidade de prefeitos está apoiando para o Senado um de cada palanque ou apoia o governador de um lado e senadores de outro. Isso mostra duas questões: a falta de liderança, principalmente do governador Paulo Câmara, em unificar sua base e a indefinição na disputa pela Casa Alta do Poder Legislativo. Jarbas, Mendonça e Humberto são muito conhecidos e estão à frente, enquanto Silvio Costa e Bruno ainda não tem amplo conhecimento popular e já passam ou chegam perto dos dois dígitos, mostrando competitividade.
3 - Para presidente, o cenário só vai se definir quando Lula for trocado, definitivamente, po Fernando Haddad. É preciso ver a reação do eleitorado, mas óbvio que o ex-prefeito de São Paulo não ficará com 4% dos votos, ele ainda crescerá, só não se sabe se terá patamar próximo ao de Lula. Fato é que Marina, Ciro e Haddad brigarão por uma vaga no 2º turno do pleito, visto que a transferência predominante dos votos de Lula vai, predominantemente, para esses candidatos. O espólio nordestino, onde Lula lidera com 60%, será decisivo para a capitalização nacional, visto que existe uma "onda" de crescimento quando um postulante começa a subir nas pesquisas. O PT vai insistir na ilusão Lula até próxima semana, quando deve acontecer a "vitimização" do partido com a negativa da candidatura por parte do Tribunal Superior Elitoral, enquadrando o ex-presidente na Lei da Ficha Limpa.
4 - O estafe de campanha de Jair Bolsonaro já se mostra preocupado com os números do Datafolha. Ele mostra dificuldades para ultrapassar os 25% nas pesquisas e possui a maior rejeição (39%), mostrando o risco de derrota aumentar em um eventual, se conseguir chegar, segundo turno. As adversidades de Bolsonaro são pouco tempo de TV e rádio (20 segundos), enquanto Alckmin, por exemplo, terá mais de 5 minutos e poucos palanques competitivos nos estados, sobretudo no Nordeste, em Pernambuco, por exemplo, não tem palanque e os números são limitados.
CURTAS
SÃO PAULO - Embora à frente, por menos de 5%, de Paulo Skaf (MDB), João Doria enfrenta a maior rejeição (35%) entre os candidatos ao Palácio dos Bandeirantes. Ele é mais rejeitado na capital, onde deixou a Prefeitura sem ter cumprido promessas e, por ter dito, muitas vezes, que não seria candidato este ano. Para o Senado, apenas uma candidatura se mostra disparada, a de Eduardo Suplicy (PT), que tem mais de 30%. Ele já foi senador por 24 anos pelo estado.
RIO DE JANEIRO - Para governador, Romário (Podemos), Eduardo Paes (DEM) e Anthony Garotinho (PR) estão tecnicamente empatados à frente. 18%, 17% e 15%, respectivamente. Romário tem o discurso contra a corrupção, mas participou do palanque do atual governador Luiz Fernando Pezão em 2014, Paes foi do MDB por 10 anos, prefeito do Rio, aliadíssimo de Sérgio Cabral, ex-governador preso, e agora se esconde do amigo. Garotinho foi preso recentemente e tem mais de 50% de rejeição. Vida sofrida para o povo fluminense...
BAHIA E CEARÁ - O PT vai dar de lavada na oposição nos dois estados. Camilo Santana (CE) tem, nos votos válidos, desconsiderando brancos e nulos, 84%, enquanto Rui Costa (BA), 75%. Os oposicionistas apenas marcam presença.
MINAS GERAIS - Dilma segue na frente no Senado, com quase 30%. Enquanto isso, o também petista Fernando Pimentel enfrenta dificuldades para se reeleger, com base fragilizada no interior e dificuldades no pagamento de salários dos servidores estaduais. Ele tem 20% contra 29% de Antonio Anastasia, do PSDB, que terá dificuldades para explicar a amizade com Aécio Neves aos eleitores. Aécio desistiu de disputar a reeleição ao Senado diante da forte rejeição por contas das implicações na Lava-Jato. Vai tentar vaga na Câmara Federal. Já Dilma terá de explicar os problemas de corrupção e a crise ampliada pelo seu frágil governo.
NACIONAL
=> O candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, esteve no Recife nesta quarta-feira (22). Ele participou de ato no Pátio de São Pedro, área central da capital, ao lado da candidata a vice Sônia Guajajara. Ele também disse que vetaria o reajuste do Judiciário caso seja eleito: “seria a canetada mais gostosa, vetar reajuste para juízes, desembargadores, promotores”. Os ministros do STF aprovaram um reajuste de 16% nos salários, que podem passar de R$ 33,7 mil para R$ 39 mil caso o Congresso aprove. Boulos também propôs acabar com os penduricalhos do Judiciário, como o auxílio-moradia.
=> A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF a antecipação do seu julgamento por suspeita de racismo na 1ª Turma da Corte. Nos bastidores, fala-se que o parlamentar quer evite exposição na data marcada, 4 de setembro, porque a propaganda no rádio e na TV já estará no ar. Os advogados pedem que a deliberação dos ministros ocorra já na próxima semana. A denúncia foi feita pela Procuradoria-Geral da República. Compõem a Primeira Turma os ministros Marco Aurélio Mello, relator, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e o presidente Alexandre de Moraes.
=> O candidato do PDT ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes, afirmou nesta quarta-feira (22), em entrevista à Rádio Globo, que a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) está "defasada". O presidenciável disse que, se eleito, não terá "medo" de propor uma modernização da legislação trabalhista.
=> Em campanha em Aracaju (SE), o candidato a vice na chapa de Lula, Fernando Haddad (PT), prometeu que um eventual governo petista realizará uma reforma bancária e na tributação. "Nós vamos dar um choque de juros nos bancos. Banco não vai poder cobrar o juro que cobra. Vai ter que baixar o juro para a pessoa poder tomar empréstimos, fazer o crediário, abrir um negócio, gerar emprego, limpar o nome. Tudo isso é importante com juro barato. Nós vamos fazer a reforma tributária. Hoje, quanto mais pobre você é, mais imposto você paga. Quanto mais rico, menos impostos. Nós vamos inverter isso", afirmou Haddad.
=> Em campanha na cidade de Gurupi (TO), o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) foi questionado sobre as posições nas pesquisas e um possível duelo com Jair Bolsonaro no segundo turno. "O que todo mundo quer é o Bolsonaro no segundo turno, porque ele perde para qualquer um. Agora, nós vamos trabalhar para chegar ao segundo turno e vamos chegar", declarou o ex-governador de São Paulo.
=> Presidente em exercício do PSL, o advogado Gustavo Bebianno afirmou nesta quarta-feira (22) ao UOL que o candidato do partido ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro, não deve participar de nenhum outro debate com adversários durante a campanha. Se participar de algum, segundo ele, será "uma exceção". "Não se trata nem de uma estratégia, se trata de uma constatação. Nós imaginávamos que, de alguma forma, esses debates pudessem acrescentar alguma coisa, mas são debates naqueles formatos antigos", justificou Bebianno em entrevista ao UOL. Mais cedo, o próprio candidato disse que “deve estar viajando” no horário do debate da Rádio Jovem Pan na segunda-feira (27).
Estreia no RCF! Manoel Neto: É preciso falar sobre Bolsonaro
Conheça os candidatos à vice-presidência. PORTAL RCF faz especial sobre postulante à linha sucessória.
ESTADUAL
Datafolha: Paulo Câmara (30%) e Armando Monteiro (24%) na frente na disputa pelo Governo de Pernambuco.
Datafolha: Jarbas (MDB) lidera disputa pelo Senado; Humberto (PT) e Mendonça (DEM) estão empatados no 2º lugar. Silvio Costa e Bruno Araújo empatados no segundo pelotão.
MANOEL NETO * Divulgada nesta semana, a primeira pesquisa Ibope de intenção de voto para Presidente após registro das candidaturas indica algumas questões importantes acerca do cenário eleitoral. Entre elas, a consolidação, nesse momento, de Jair Bolsonaro (PSL), deputado federal há 28 anos, na liderança, nos cenários sem o ex-presidente Lula (PT). Bem ou mal, é preciso falar sobre ele.
Diversos setores da sociedade observam esse cenário com, para dizer o mínimo, cautela. Motivos? São fartos. Muitos ficarão de fora, mas vejamos alguns:
Uma questão que salta aos olhos e resume bem a gravidade da situação é o visível despreparo do Capitão da Reserva para discutir propostas efetivas e que possam tirar o Brasil da crise. Bolsonaro ocupa cadeira na Câmara Federal há incríveis 7 mandatos, o que torna surpreendente a sua falta de habilidade para discutir, com um mínimo nível de aprofundamento, políticas públicas que ele julgue coerentes. Quando as falas decoradas não parecem suficientes, a estratégia do presidenciável é reverter os questionamentos para o perguntador, revelando sua imensa incapacidade de esclarecer questões básicas perante o eleitorado. As (rasas) justificativas do candidato são sempre as mesmas e se traduzem numa única ideia: formarei uma boa equipe de ministros e deixarei que eles resolvam. O candidato do PSL ignora, assim, o papel mediador fundamental que o Presidente terá nessa questão, comandando a articulação, junto aos ministros, de políticas baseadas, em linhas gerais, na sua própria ideia de administração. O problema é que ele parece não ter ideia alguma.
O debate político no Brasil, hoje, é refém de uma demagogia que surfa na onda da (justa) aversão ao sistema. É preciso, porém, para tirar o país da situação em que está, uma clareza muito maior na proposição de ideias. Seria válido Bolsonaro explicar à população, por exemplo, como ele se apresenta como o candidato fora do sistema, sendo que ele, há quase 3 décadas, faz parte da mesma estrutura improdutiva e que levou o Brasil para o caos em que se encontra hoje. A realidade que deveria ser esclarecida é como um candidato com uma carreira parlamentar predominantemente corporativista e sem a mínima vontade de, por exemplo, disputar cargos no Poder Executivo do Rio de Janeiro, estado que passa por uma crise sem precedentes, pretende resolver, magicamente, os complexos problemas do Brasil. É difícil assumir (e convencer), de uma hora para outra, a postura de um liberal defensor do estado mínimo quando se tem uma vida inteira custeada pelo dinheiro público, recebendo de auxílio moradia mais do que a esmagadora maioria das famílias brasileiras dispõem para custear todas as despesas mensais.
Sendo a política o espaço do contraditório, é legítimo que Jair Bolsonaro se mostre como candidato. Entretanto, é preciso sair dos clichês e apresentar, além de justificativas para as suas (muitas) contradições e inconsistências, propostas de políticas públicas para ajudar o Brasil. É difícil compreender como, por exemplo, o candidato questiona, em seu plano de governo (diagramado de maneira exótica, por sinal), os índices brasileiros no PISA, levantando como uma grande saída expurgar a ideologia de Paulo Freire da educação. Cingapura, referência nesse ranking, estimula um processo educativo ligado à experiência, à problematização e à criatividade, princípio que se coaduna com Freire quando ele afirma que a educação deve estar ligada à aplicação do conhecimento para intervir na realidade e transformá-la, o que seria fundamental para quebrar o modelo estanque e deficitário que é aplicado na nação.
Governar o Brasil exige, muito além da honestidade, que é um requisito elementar do agente público, preparo e estudo sobre a realidade do país. A reticência de uma grande parte da sociedade com relação a Bolsonaro é justificável: alguém que ocupa lugar na política há 30 anos e demonstra tamanho desconhecimento sobre aspectos básicos de gestão pública não inspira, fora dos seus defensores fieis, muita confiança. É fundamental que o líder nas pesquisas, ao invés de atacar quem faz questionamentos, procure esclarecer os pontos que parecem nebulosos. Isso sim, sem sombra de dúvida, seria mais salutar para o debate em torno do projeto de desenvolvimento que é necessário. *Manoel Neto estará todas as terças-feiras comentando a eleição nacional no Portal RCF.
FOLHA DE SÃO PAULO
Na disputa para o Senado, o ex-governador Jarbas Vasconcelos (MDB) lidera com 34% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparecem Humberto Costa (PT) e Mendonça Filho, ambos com 25%.
Na sequência, aparecem Sílvio Costa (Avante) com 11%, Bruno Araújo (PSDB) com 9%, Pastor Jairinho (Rede) com 7% e Adriana Rocha (Rede) com 4%.
Hélio Cabral (PSTU) marcou 2%, seguido de Albanise (PSOL), Eugênia (PSOL), Lídia Nunes (Pros) e Alex Rola (PCO), todos com 1%.
Brancos e nulos somam 26% para a primeira vaga e 35% para a segunda vaga para o Senado. Os indecisos são 7% na primeira vaga e 10% na segunda vaga.
DADOS DA PESQUISA
É a primeira pesquisa do Datafolha realizada em Pernambuco após da oficialização das candidaturas junto à Justiça Eleitoral.
A pesquisa, que foi contratada pela TV Globo e pela Folha de São Paulo, ouviu 1.224 eleitores entre os dias 20 e 21 de agosto. O índice de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) com o número PE-02817/2018 e no TSE (tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-04023/2018.
FOLHA DE SÃO PAULO
O governador Paulo Câmara (PSB) lidera a disputa pelo governo de Pernambuco. Pesquisa Datafolha aponta que Câmara tem 30% das intenções de voto contra 24% de seu principal oponente, o senador Armando Monteiro Neto (PTB).
A pesquisa tem margem de erro de três pontos para mais ou para menos. A distância entre os dois candidatos fica no limite da margem de erro, o que torna possível afirmar que o governador do PSB está na frente, segundo o Datafolha.
Os candidatos Julio Lossio (Rede) e Ana Patricia Alves (PCO) registraram 3% das intenções do voto. Maurício Rands (Pros) e Simone Fontana (PSTU) tiveram 2%, seguidos de Dani Portela (PSOL), que teve 1%.
Brancos e nulos somam 29% e outros 6% dos eleitores não souberam ou não responderam em quem vão votar.
Na pesquisa espontânea, na qual os nomes dos candidatos não são mostrados, 51% dos eleitores afirmaram não saber em quem vão votar. Paulo Câmara teve 10%, Armando Monteiro teve 6% e os demais candidatos, juntos, somaram 7%. Outros 25% afirmaram que não votariam em nenhum candidato.
Entre os candidatos ao governo, Paulo Câmara é o que tem maior rejeição, com 31%, seguido de Armando Monteiro com 21%, Dani Portela com 19%, Maurício Rands com 18%, Ana Patrícia Alves e Simone Fontana com 17% e Julio Lossio com 16%.
DADOS DA PESQUISA
É a primeira pesquisa do Datafolha realizada em Pernambuco após da oficialização das candidaturas junto à Justiça Eleitoral.
A pesquisa, que foi contratada pela TV Globo e pela Folha de São Paulo, ouviu 1.224 eleitores entre os dias 20 e 21 de agosto. O índice de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) com o número PE-02817/2018 e no TSE (tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-04023/2018.
Nascida em Lagoa Vermelha (RS) e jornalista do grupo RBS por 33 anos, Ana Amélia termina em 2018 seu primeiro mandato como senadora. Estava empenhada em tentar a reeleição. Ao longo de oito anos no Senado, ela apresentou 91 projetos de lei e 14 propostas de emenda à Constituição. Seis propostas apresentadas ou relatadas por ela se tornaram lei. A senadora foi escolhida depois que Josué Gomes (PR-MG) não aceitou ser vice do tucano. Josué é filho do ex-vice presidente de Lula, José Alencar.
Coligação: PSDB, DEM, PP, PR, PSD, SD, PRB, PTB, PPS
Tempo de TV estimado: 5 minutos e 34 segundos
Número de inserções: 31,1
Fernando Haddad é ex-prefeito de São Paulo e já era cotado como um possível plano B do partido caso Lula fosse impedido de concorrer. O PT chegou a cogitar anunciar a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) como vice, mas acabou escolhendo um petista para a vaga. Manuela ainda posse assumir o posto de vice na chapa, caso Haddad precise assumir o lugar de Lula na disputa.
Coligação: PT, PCdoB, PCO e PROS
Tempo de TV estimado: 2 minutos e 24 segundos
Número de inserções: 13,3
O ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto é vice na chapa do candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles. Antes de Rigotto, a senadora Marta Suplicy (SP) havia sido sondada pelo Palácio do Planalto e por dirigentes do MDB para compor a chapa ao lado de Meirelles, mas a indicação não era consenso no comando da campanha. Ex-prefeita de São Paulo pelo PT, Marta decidiu se desfiliar do MDB e deixar a vida parlamentar.
Coligação: MDB e PHS
Tempo de TV estimado: 1 minuto e 56 segundos
Número de inserções: 10,8
Pecuarista, Katia Abreu presidiu a Confederação Nacional da Agricultura. Chegou ao Senado em 2006 e foi reeleita em 2014. No ano seguinte, assumiu o Ministério da Agricultura no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), já no MDB. A senadora também foi filiada ao DEM e ao PSD antes de chegar ao PDT. Em 2015, Abreu jogou vinho na cara de José Serra (PSDB), colega de Senado e ex-aliado político - em 2010, cogitou-se que ela seria sua candidata a vice na eleição presidencial, contra Dilma.
Coligação: PDT e Avante
Tempo de TV estimado: 40 segundos
Número de inserções: 3,7
Paulo Rabello de Castro havia sido confirmado candidato à presidência pelo PSC, mas acabou migrando para a chapa do senador paranaense Álvaro Dias (Podemos). Desconhecido entre os eleitores, Castro tem renome entre economistas. É mestre e doutor em Economia pela Universidade de Chicago, berço de defensores do livre mercado. Rabello foi nomeado por Michel Temer para a presidência do IBGE, onde ficou por um ano, até assumir o comando do BNDES em junho de 2017.
Coligação: Podemos, PSC, PRP e DC
Tempo de TV estimado: 37 segundos
Número de inserções: 3,4
Candidato a presidente em 2014 pelo Partido Verde (PV), o médico sanitarista Eduardo Jorge aceitou convite de Marina Silva para ser vice na chapa presidencial da Rede. Eduardo já foi filiado ao PT, mas deixou o partido em 2002. Ao contrário de Marina, que não costuma entrar em assuntos polêmicos, Eduardo não tem papas na língua e já deu diversas declarações polêmicas sobre aborto, legalização de drogas e outros temas delicados.
Coligação: Rede e PV
Tempo de TV estimado: 21 segundos
Número de inserções: 2
Sônia Guajajara é uma líder indígena filiada ao PSOL. Ela foi escolhida para ser vice do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), Guilherme Boulos. Sônia é do povo Guajajara/Tentehar, que habita nas matas da Terra Indígena Arariboia, no Maranhão. Em 2010, ela entregou o prêmio Motosserra de Ouro para outra candidata a vice, a senadora Kátia Abreu, à época ministra da Agricultura, em protesto contra as alterações do Código Florestal.
Coligação: PSOL
Tempo de TV estimado: 14 segundos
Número de inserções: 1,2
O general da reserva e presidente do Clube Militar, Hamilton Mourão (PRTB), foi confirmado neste domingo (5) como candidato a vice na chapa do deputado Jair Bolsonaro (PSL). Mourão é conhecido nacionalmente por ter defendido uma intervenção militar como remédio para a crise política e pelas críticas ao governo Temer. O general se despediu do Exército em fevereiro deste ano, negando que iria se candidatar. No seu discurso de despedida, no qual foi às lágrimas, o general Mourão chamou de “herói” o coronel Carlos Brilhante Ustra (1932-2015), ex-chefe do DOI-CODI entre 1970 e 1974, um dos principais órgãos da repressão durante a ditadura militar e acusado de inúmeros crimes pela Comissão Nacional da Verdade.
Coligação: PSL e PRTB
Tempo de TV estimado: 9 segundos
Número de inserções: 0,8
Suelene Balduino Nascimento, também filiada ao Patriota, será a vice na chapa do candidato Cabo Daciolo. Ela é pedagoga com 23 anos de experiência e atua na rede pública de ensino do Distrito Federal. A chapa tenta se firmar como alternativa a Jair Bolsonaro, que por algum tempo foi tido como estrela do partido, embora não tenha chegado a se filiar.
Coligação: Patriota
Tempo de TV estimado: 9 segundos
Número de inserções: 0,8
O vice de João Amoêdo será do próprio partido Novo: Christian Lohbauer, cientista político pela USP, ex-executivo da Bayer. Ele também foi secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo e atua como professor convidado da Fundação Dom Cabral.
Coligação: Novo
Tempo de TV estimado: 6 segundos
Número de inserções: 0,5
O professor maranhense Hertz Dias, 47, será o vice de Vera Lúcia na corrida presidencial. Em 2010, Dias concorreu ao cargo de vice-governador no Maranhão. Ele também é fundador do Movimento Quilombo Urbano, que une o rap e a militância em defesa dos direitos dos jovens negros da periferia.
Coligação: PSTU
Tempo de TV estimado: 6 segundos
Número de inserções: 0,5
Léo Alves, advogado e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) é o companheiro de chapa de João Vicente Goulart. Alves foi procurador federal e, atualmente, também é professor-visitante de escolas de Governo, escolas de magistratura, de contas e academias de polícia em 21 Estados.
Coligação: PPL
Tempo de TV estimado: 6 segundos
Número de inserções: 0,5
Helvio Costa é pastor da Assembleia de Deus e professor universitário. Ele será vice de José Maria Eymael, que vai disputar a presidência pela quinta vez.
Coligação: DC
Tempo de TV estimado: 9 segundos
Número de inserções: 0,83
Desde a quinta-feira (16), com o início da campanha eleitoral no Brasil, o Portal RCF tem noticiado o que acontece de mais importantes nas disputas nacionais e estaduais. Já faltam menos de 50 dias para as votações do 1º turno do pleito, no dia 7 de outubro, e, à medida que a disputa se aproxima, é natural que haja maior interesse da população em relação aos candidatos e fatos políticos. Por isso, o RCF decidiu reforçar a equipe de análises dos fatos nacionais e estaduais nesse período eleitoral, visando levar as reflexões à cabeça do eleitor.
TIME FORTE NA OPINIÃO
O colunista José Matheus Santos segue nas análises das disputas. Agora, ele ficará mais focado nos números das pesquisas eleitorais com vídeos no Instagram, Facebook e Twitter e textos explicativos sobre as eleições nacionais e dos principais estados. Matheus estará presente em dias rotativos na semana a depender de quando os levantamentos dos institutos forem divulgados. Para José, o diferencial será clarear os eleitores diantes dos cenários. “Considero que o meu papel será clarear um tempo nebuloso da política e, por meio dos números, trazer embasamentos mais qualificados para minhas análises até o segundo turno da eleição, quando faremos uma cobertura a nossa altura para confirmar aquilo que presenciamos durante todo o processo”.
Também membro do blog, Yuri Mendes ficará a cargo, às sextas-feiras, das análises das políticas públicas em debate a nível nacional e estadual. Ele segue, normalmente, nas análises do Cotidiano no blog. “Acredito que as Eleições de 2018 são de absoluta importância para a experiência democrática brasileira. Estamos em ano que culmina diversos processos delicados e que geraram grandes tumultos no país, de modo que as Eleições parecem um lampejo de uma possível estabilidade”, afirmou Yuri.
Os convidados especiais das análises políticas serão três:
Manoel Neto, estudante de Letras, da UFPE estará presente nas terças-feiras com análises dos aspectos nacionais da disputa presidencial em uma das eleições mais importantes desde o processo de redemocratização, na década de 1980. “Essa crise atual gera descrença na política e isso gera um radicalismo e posições muito ortodoxas. Acredito que isso é muito perigoso, algo que elimina o espaço do diálogo. Não enxergar a política como caminho vai trazer muitos problemas para o Brasil, e temos que fazer o oposto disso.”
Lucas Rocha, graduando em Jornalismo da UFPE, terá sua publicações aos sábados referentes à disputa estadual, ou seja, eleições para governador e para as duas vagas no Senado. “Os quadros da eleição pernambucana são bem firmes, principalmente os do Governo. É importante para o eleitor, porque as opções são amplas, mas para o Estado é importante que retome o crescimento e novas perspectivas apareçam”.
Rafaela Souza Leão, graduanda de Administração da UFPE, é a escalada para comentar os debates visando ao Governo de Pernambuco quando eles acontecerem. As análises ocorrerão pelo Instagram, Twitter, Facebook e, após os embates, no Portal RCF. “Com a redução da campanha no rádio e na TV, muitas pessoas ficarão mais por dentro das propostas nos debates. Além disso, cada vez mais, a internet tende a atuar de forma mais decisiva na escolha do eleitor.”
DIREITO ELEITORAL
O Brasil também tem, recentemente, debates sobre a legislação eleitoral e sua peculiaridades. No momento, o maior fato abordado se refere à Lei da Ficha Limpa, por conta da insistência do Partido dos Trabalhadores (PT) em manter a candidatura à Presidência de Lula (PT), ex-presidente condenado por corrupção passiva e lavagem de direito em segunda instância, ou seja, por órgão colegiado, formado por mais de uma pessoa, na Operação Lava-Jato. Em alguns casos, durante as campanhas, já aconteceram divergências pontuais sobre determinados trechos da legislação. Pensando nos leitores e visando ao melhor esclarecimento possível, Natália Moura, estudante de Direito da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) estará, todas as quintas, analisando os aspectos da legislação eleitoral.
“É a sociedade quem escolhe os administradores do Estado, e esse administrador é um mero gestor, mas só a partir de um conhecimento mínimo do direito o cidadão toma essa consciência. O direito eleitoral tem como matéria a fiscalização e a organização do processo eleitoral, mas sem o auxílio dos cidadãos, a atividade de fiscalizar da Justiça Eleitoral fica fragilizada”, afirma Natália acerca das perspectivas.
Estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Paralamentar (Diap) mostra que 79% dos 513 deputados federais tentarão a reeleição em outubro. Projeção da entidade aponta que 75% deles devem se reeleger. O levantamento foi feito com base após o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com o Diap, o número de candidatos à reeleição (407) na Câmara ficou um pouco abaixo da média dos últimos sete pleitos (408), porém maior que na eleição de 2014, quando 387 tentaram renovar seus mandatos.
Dos 106 que não vão se recandidatar para a Câmara, 31 não vão concorrer a nenhum cargo neste pleito e 75 disputam outros cargos. Destes, 40 concorrem ao Senado; 11 são candidatos a vice-governador; nove disputam o governo do estado; sete tentam vaga de deputado estadual; seis são suplentes de candidatos ao Senado; e dois são candidatos à Presidência da República.
Na avaliação do analista político Neuriberg Dias, um dos autores do levantamento, a expectativa e o sentimento da população por renovação na Casa serão “frustrados”neste pleito.
Segundo Neuriberg Dias, o alto índice dos que vão tentar novo mandato com a continuidade dos grupos políticos (bancada rural, empresarial, evangélica, da bala e de parentes) que já estão no poder traz o risco de que a próxima composição da Câmara seja mais conservadora que a atual. “O perfil do Congresso Nacional será mantido. Esses grupos detêm muitos seguidores e pode ter até retrocesso”, disse o analista político.
Além de emendas parlamentares, os que estão se recandidatando têm outras vantagens em relação a um novo candidato: nome e número conhecidos, bases eleitorais consolidadas, cabos eleitorais fiéis, acesso mais fácil aos veículos de comunicação, estrutura de campanha, com gabinete e pessoal à disposição, em Brasília e no estado.
O levantamento também indica que as mudanças na legislação que reduziram o tempo de campanha de 90 para 45 dias e do período eleitoral gratuito de 45 para 35 dias são outros dos motivos para a baixa renovação da Câmara.
“As mudanças na legislação eleitoral com a criação do fundo eleitoral e a janela partidária (período no qual foi permitida a troca de partido sem perda de mandato) permitiram aos deputados e senadores negociarem melhores condições na disputa da reeleição, como prioridade no horário eleitoral e na destinação dos recursos do fundo eleitoral”, avalia o Diap.
O quinto dia de campanha eleitoral foi marcado pelas divulgações dos números do Ibope para a disputa presidencial e ao Governo de Pernambuco.
Paulo Câmara (PSB): 27%
Armando Monteiro (PTB): 21%
Ana Patrícia Alves (PCO): 3%
Julio Lossio (Rede): 3%
Maurício Rands (PROS): 2%
Simone Fontana (PSTU): 2%
Dani Portela (PSOL): 1%
Branco/nulo: 32%
Não sabe/não respondeu: 8%
O levantamento foi encomendado pela TV Globo. A margem de erro é de 3%. Foram ouvidos 1.204 eleitores em todo o estado.
Rejeição
O Ibope também mediu a taxa de rejeição (o eleitor deve dizer em qual dos candidatos não votaria de jeito nenhum). Nesse item, os entrevistados puderam escolher mais de um nome. Veja os índices:
Paulo Câmara (PSB): 43%
Armando Monteiro (PTB): 27%
Dani Portela (PSOL): 18%
Julio Lossio (Rede): 18%
Ana Patrícia Alves (PCO): 17%
Maurício Rands (PROS): 17%
Simone Fontana (PSTU): 17%
Poderia votar em todos: 3%
Não sabe/não respondeu: 20%
PRESIDENTE
O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 194 municípios do país acerca da disputa presidencial. A margem de erro é de 3%. Confira os números:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 37%
Jair Bolsonaro (PSL): 18%
Marina Silva (Rede): 6%
Ciro Gomes (PDT): 5%
Geraldo Alckmin (PSDB): 5%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
Eymael (DC): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Henrique Meirelles (MDB): 1%
João Amoêdo (Novo): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 0
Vera (PSTU): 0
João Goulart Filho (PPL): 0
Branco/nulos: 16%
Não sabe/não respondeu: 6%
Em cenário sem Lula, o resultado seria:
Jair Bolsonaro (PSL): 20%
Marina Silva (Rede): 12%
Ciro Gomes (PDT): 9%
Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
Fernando Haddad (PT): 4%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
Eymael (DC): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Henrique Meirelles (MDB): 1%
João Amoêdo (Novo): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Vera (PSTU): 1%
João Goulart Filho (PPL): 1%
Branco/nulos: 29%
Não sabe/não respondeu: 9%
AGENDA DOS CANDIDATOS NESTA TERÇA-FEIRA
Agenda Maurício Rands
9h - Visita a comunidades para ouvir propostas para campanha
11h - Gravação de depoimentos para rádios
13h - Reunião com coordenação de comunicação
15h45- Diálogo com a Fiepe – Federação das Indústrias de Pernambuco
19h30 - Entrevista para a TV Universitária
Agenda Armando Monteiro
7h30 - Entrevista à Rádio Clube
8h45 - Agrinordeste
11h - Diálogos com a Indústria - Fiepe
13h - Reuniões de trabalho
17h30 - Encontro com profissionais de saúde no comitê
Agenda Paulo Câmara
14h – Sabatina para empresários Fiepe
18h30 – Prosa política São Benedito do Sul
20h30 – Prosa Política Jaqueira
Agenda Simone Fontana
9h - Participação no ato dos servidores da saúde em defesa da saúde pública.
14h - Participação no encontro com professoras aposentadas do município do Recife sobre Mito a Democracia Racial.
18h- Reunião com coordenadores da campanha.
Agenda Dani Portela
09h - Sabatina Fiepe
Av. Cruz Cabugá, 767, Santo Amaro
14h - Gravação de vídeos para as redes sociais
16h - Reunião de estudo de campanha
22h - Entrevista no Roda Viva / TV Nova MARINA SILVA
A candidata da Rede à Presidência, Marina Silva (Rede), participa de debate no Porto Social, na Ilha do Leite, nesta terça-feira. O debate ocorrerá das 14h às 15:30h. Em seguida, Marina Silva concederá entrevista coletiva à imprensa, no mesmo local, e, às 19 horas, se encontrará com os candidatos da REDE e do Partido Verde, no Hotel Luzeiros, no bairro do Pina. A agenda de Marina será acompanhada pelo candidato do partido ao Governo do Estado, Júlio Lóssio.