Datafolha % | Ibope % | |
DORIA PSDB | 33 | 32 |
PAULO SKAF MDB | 26 | 30 |
MÁRCIO FRANÇA PSB | 20 | 18 |
MARINHO PT | 8 | 8 |
Datafolha % | Ibope % | |
EDUARDO PAES DEM | 27 | 32 |
ROMÁRIO PODEMOS | 17 | 20 |
WILSON WITZEL | 17 | 12 |
ÍNDIO DA COSTA PSD | 13 | 12 |
TARCÍSIO MOTTA PSOL | 12 | 8 |
Datafolha % | Ibope % | |
ANASTASIA PSDB | 40 | 42 |
FERNANDO PIMENTEL PT | 29 | 25 |
ROMEU ZEMA NOVO | 24 | 23 |
JOSÉ MATHEUS SANTOS
O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, é um fenômeno, discorde ou concorde você com as posições dele. Sua campanha merece um estudo complexo nos próximos anos, tanto pelas pessoas da área de comunicação, como do marketing. Vejamos alguns fatores: pela primeira vez na história, as redes sociais mostraram força nas Eleições, sendo Bolsonaro e sua trupe o carro-chefe desta revolução digital e eleitoral. Com apenas 8 segundos de propaganda de rádio e TV, ele não conseguiu ser derrubado pelos seus adversários. O segundo ponto é a fidelidade do seu eleitorado, mesmo com notícias negativas, eles se mantêm fiéis ao deputado do Rio.
Bolsonaro também assumiu a liderança dos que pensam à direita no Brasil, tanto por ações planejadas milimetricamente desde 2016, quando ele começou a almejar a Presidência, com ações constantes nas mídias sociais, como pela baixa do PSDB, que tinha a hierarquia hoje ocupada pelo capitão durante 24 anos. Os tucanos perderam força e, neste domingo (7), o candidato Geraldo Alckmin pode amargar a pior posição dos peessedebistas na história das Eleições presidenciais no Brasil. O partido perdeu a força de se contrapor ao antipetismo por conta de diversas trapalhadas cometidas, e deu esse protagonismo a Jair Bolsonaro, que cresceu também em momento de descrença na política, algo que tem parcela de culpa de boa parte da classe política, como também da Operação Lava-Jato, que tem excessos e demonizou a política, como se todos fossem “ladrões”, o que não é bem verdade.
Em 2016, a derrocada do PSDB começou com a saída da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) do cargo e com apoio em massa dos tucanos. A primeira divergência foi sobre a participação ou não no governo do presidente Michel Temer (MDB). Geraldo Alckmin defendeu a não participação, mas o lado comandado por Aécio Neves foi o vencedor. Os tucanos ocuparam quatro ministérios no início do governo, sendo o pernambucano Bruno Araújo o das Cidades. Naquele momento, Aécio estava com força. Posava na imprensa de “Rei da Ética” e como um grande líder, pois perdeu uma acirrada eleição presidencial dois anos antes para Dilma em disputa acirrada.
Em 2017, com as revelações da delação da JBS, Aécio Neves, o então “grande estadista” perdeu muita força política. Gravado em esquemas de corrupção, o tucano, “ex-rei da Ética” , viveu momento mais instável de sua carreira, chegou à beira do abismo e, por pouco, não teve seu mandato cassado, contou com a ajuda da fraca presidente do STF na época, ministra Cármen Lúcia, que desempatou votação do plenário da Corte sobre se o senador mineiro poderia ou não ser afastado do cargo por determinação da Corte suprema. O episódio fortaleceu a candidatura de Alckmin à Presidência e rebaixou Aécio para uma candidatura à Câmara Federal, com campanha no mínimo patética: ele faz apenas atos em áreas rurais e evita sair às ruas.
Neste ano, mais uma vez, problemas no tucanato. O candidato a governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que pregou ser o “novo” em 2016 e atraiu diversos admiradores, queimou todo o pouco cartucho de credibilidade que tinha. Como já dito aqui, é o conspirador da candidatura de Alckmin, que é seu padrinho político. Doria não é leal e por pouco não deu rasteira em Alckmin para tentar o Planalto. Abandonou a prefeitura de São Paulo, descumprindo a promessa contrária, é candidato ao Governo paulista e trabalha a favor de Bolsonaro no interior do estado.
Por conta de todos esses problemas, o calvário tucano está cada vez mais sendo cavado. Do ponto de vista histórico, como já dito, com a saída de Dilma do poder. Um erro dos tucanos. Se a presidente Dilma tivesse terminado o seu fraco governo, os tucanos estariam com mais força. Nesse ínterim, o PT foi o mais esperto: contornou o discurso, jogou a culpa dos problemas do país para Temer, recuperou sua popularidade e retomou sua força. Independente de resultado da eleição, os petistas não estão em baixa. Muito menos Bolsonaro.
Neste domingo, o PORTAL RCF fará cobertura especial das Eleições 2018, compartilhando com os leitores das informações do pleito. A equipe vai atuar por diversos meios e vai priorizar a força das redes sociais, fundamentais durante a campanha eleitoral.
A partir das 8h, os repórteres Katarina Moraes e José Matheus Santos estarão percorrendo as ruas do Recife e da Região Metropolitana com informações sobre as seções eleitorais e as votações dos candidatos a governador e ao Senado. No Facebook e no Instagram, é possível acompanhar as informações, tanto no stories como pelo feed com postagens ao longo do dia. Entrevistas com eleitores, movimentação das seções e curiosidades marcam presença na cobertura.
Pelo Whatsapp, também é possível receber informações por meio de grupo da EQUIPE RCF, no qual apenas os componentes do portal enviam mensagens. Caso não tenha entrado, você pode ingressar pelo link a seguir: https://chat.whatsapp.com/8WyJSrnrgAyANi6X0es8xr
APURAÇÃO
A partir das 17h, nas redes sociais, com o Whatsapp sendo a opção mais rápida, você vai acompanhar as parciais da apuração para governador, senadores, deputados federais e estaduais. A marcha da apuração para a Presidência começa apenas às 19h (horário de Pernambuco), quando as urnas são fechadas no Acre, por conta da diferença de duas horas em relação ao horário de Brasília. O leitor e acompanhante ainda poderão acompanhar os posicionamentos dos candidatos conosco.
Na segunda-feira (8), a equipe de comentaristas e convidados das Eleições analisam os cenários para eventuais 2º turnos em Pernambuco e no Brasil ou o que os vencedores do domingo podem encontrar no próximo mandato.
Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (5) orientar a Justiça Eleitoral a liberar o uso de camisetas de candidatos pelos eleitores nos locais de votação neste domingo (7), primeiro turno das eleições.
Conforme a decisão, o eleitor poderá usar camiseta com nome de seu candidato preferido, mas como forma de manifestação individual, sem fazer propaganda eleitoral a favor dele.
De acordo com a lei eleitoral, está proibida a aglomeração de pessoas com vestuário padronizado, além de manifestações coletivas e ruidosas e qualquer tipo de abordagem, aliciamento ou persuasão de eleitores. A camiseta não pode ser distribuída pelo candidato.
A questão foi decidida a partir de um questionamento do Ministério Público Eleitoral (MPE) diante de divergências criadas na atuação de promotores eleitorais em todo país, responsáveis pela fiscalização de propaganda eleitoral irregular.
Em todo o país, ambulantes aproveitaram o engajamento dos eleitores no pleito para comercializar camisetas de candidatos.
De acordo com o MPE, a lei eleitoral proíbe a distribuição de material de campanha no dia da eleição, como adesivos, broches, adesivos, mas a norma é omissa sobre o vestuário do eleitor.
Neste domingo (7), os eleitores votam, em primeiro turno, para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O segundo turno será no dia 28 deste mês,
Os eleitores que estiverem em trânsito amanhã (7) e não puderem participar do primeiro turno das eleições terão como justificar a ausência na votação em nove aeroportos do país. O horário para a justificativa é o mesmo da votação: de 8h as 17h.
As unidades dos tribunais regionais eleitorais serão instaladas nos aeroportos de Aracaju, Belém, Cuiabá, Goiânia, Maceió, Recife, Teresina, Vitória e Uberlândia, em Minas Gerais.
Para justificar a ausência, o eleitor deve levar um documento oficial com foto, o título de eleitor ou o número do documento, e o requerimento de justificativa eleitoral preenchido – que está disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e nos postos de justificativa.
No período eleitoral, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que irá reforçar o monitoramento dos seus aeroportos nos horários de maior fluxo de passageiros e de vôos.
CAIO CAMPOS
No próximo domingo (7), aproximadamente 147 milhões de brasileiros vão às urnas escolher o futuro do país. No primeiro turno das Eleições 2018, o eleitor terá que digitar o número de seis candidatos na urna eletrônica: presidente, governador, dois senadores e deputados federal e estadual.
Lembrando que a Justiça Eleitoral sugere o uso de "colas", em papel, contendo o nome e número dos candidatos escolhidos. O uso de celular não é permitido na cabine de votação. Então, nada de colocar os números dos(as) candidatos(as) no bloco de notas do cel, tem que ser no papel mesmo, tal qual homem das cavernas.
Horário de votação
Das 8h às 17h (no horário local).
Onde consultar local de votação / E-Titulo
O eleitor pode conferir sua zona e seção eleitoral no portal to TSE, consultando pelo número do título de eleitor ou pelo nome, data de nascimento e filiação.
Também é possível baixar no celular o aplicativo oficial e-Título (para iOS e Android) ou consultar os assistentes virtuais do TSE no Twitter e no Facebook.
http://www.tse.jus.br/eleitor/servicos/titulo-de-eleitor/titulo-e-local-de-votacao/consulta-por-nome
Documentos
É preciso levar um documento oficial com foto: carteira de identidade, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho, Documento Nacional de Identidade (DNI) ou carteira nacional de habilitação.
Ainda, tenha sempre em mão seu título de eleitor, pois nele constam informações sobre a zona e a seção eleitoral. Quem fez o recadastramento biométrico pode apresentar somente o aplicativo E-título.
Ordem dos votos nas urnas
Deputado federal
Deputado estadual ou distrital
Senador 1
Senador 2 (se digitar o mesmo do voto anterior, este será anulado)
Governador
Presidente
O que pode e o que não pode
Pode: manifestação “individual e silenciosa”, como broche, adesivo, boné ou camiseta, seja do partido ou do candidato.
Não pode: tirar selfie na urna, tampouco usar celular, máquina fotográfica, filmadora ou outro aparelho similar durante a votação; pedir votos ou fazer propaganda do candidato verbalmente, nem tentar convencer alguém no local a votar em alguém; distribuir santinhos ou qualquer tipo de propaganda eleitoral; oferecer alimentos ou caronas para levar eleitores até o local de voto ou usar carros de som para induzir voto.
Eleitor com algum tipo de deficiência
O eleitor com algum tipo de deficiência pode contar com ajuda de alguém de confiança durante a votação, ainda que não tenha formulado pedido previamente à Justiça Eleitoral. O presidente dos mesários da seção do eleitor tem a competência de autorizar a entrada dessa segunda pessoa na sala para auxiliá-lo.
Justificar
Quem não puder votar e deseja justificar ainda no dia 7, basta procurar uma zona eleitoral onde haverá recebimento de justificativas, tendo em mãos documento oficial com foto, o título de eleitor ou o número do documento, e o formulário de justificativa eleitoral preenchido, disponível no site do TSE ou no próprio local onde vai justificar.
http://www.justicaeleitoral.jus.br/arquivos/requerimento-de-justificativa-eleitoral-no-formato-pdf
http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2018/postos-mesas-de-justificativa
Referência da história política contemporânea do país, a promulgação da Constituição Cidadã em 5 de outubro de 1988 foi marcada por discursos e emoção. O principal símbolo do processo de redemocratização nacional completa 30 anos nesta sexta-feira (5). Emendado 99 vezes, o texto exige aperfeiçoamentos constantes, segundo especialistas. Mas a essência de preservação da cidadania, das instituições e da unidade do Estado são mantidos.
Após 21 anos de ditadura militar, passou a vigorar a Constituição como instrumento que proporcionou a criação de mecanismos para evitar abusos de poder do Estado.
O presidente da Assembleia Nacional Constituinte, deputado Ulysses Guimarães (então PMDB-SP), ao promulgar o texto, ressaltou que a nova Constituição não era perfeita, mas seria pioneira no país.
“Não é a Constituição perfeita, mas será útil, pioneira, desbravadora. Será luz, ainda que de lamparina, na noite dos desgraçados. É caminhando que se abrem os caminhos. Ela vai caminhar e abri-los”, disse o “doutor Ulysses”, como era chamado por todos.
"A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com amor, aplicação e sem medo. A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa, ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca", afirmou Ulysses Guimarães.
Durante a Assembleia Constituinte, foi cogitada a possibilidade de revisão do texto constitucional a cada cinco anos. No entanto, os parlamentares consideraram que esse dispositivo poderia abrir margem para que, ao passar dos anos, a Constituição fosse desfigurada. Dessa forma, prevaleceu a tese de uma única revisão e nela foram feitas apenas modificações de redação.
Autor do livro A Constituinte de 1987-1988: progressistas, conservadores, ordem econômica e regras do jogo, o professor de Direito Constitucional da PUC-RIO, Adriano Pilatti, afirmou que, mesmo contemporânea, a Constituição exige aperfeiçoamentos.
“Assim como outras constituições modernas e contemporâneas, ela prevê a necessidade de aperfeiçoamento ao estabelecer o rito das reformas constitucionais. Isso é necessário para que justamente se possa tentar atualizar permanentemente o ordenamento fundamental com relação às mudanças sociais, econômicas, culturais, que naturalmente acontecem em toda a sociedade – pelo menos nas sociedades que não estão sujeitas ao regime de força que coagula tudo, calcifica tudo”.
Desde que foi promulgada, a Constituição Federal recebeu 99 emendas até dezembro de 2017. Outras seis emendas foram resultado da Revisão Constitucional em 1993.
A primeira alteração ocorreu em 1992, definindo a remuneração de deputados estaduais e dos vereadores. Pela regra, ficou estabelecido que o salário de um vereador depende do salário de um deputado estadual e do tamanho do município. Assim, dependendo do tamanho do município, o salário de um vereador pode variar entre 20% e 75% do salário de um deputado estadual.
“Apesar do número que impressiona, uma centena em 30 anos, elas tocaram toda uma série de conteúdos detalhistas e, de certo modo, periféricos em relação ao núcleo duro do texto Constitucional, que é justamente a organização democrática do poder o reconhecimento e a garantia desses direitos”, avaliou Pilatti.
O professor emérito de Ciência Política da Universidade de Brasília, David Fleischer, disse que, apesar de passados 30 anos desde sua promulgação, a Constituição é considerada “inacabada”, porque cerca de 200 itens ainda precisam ser regulamentados.