Composição do Senado 1º de fevereiro de 2015 | Previsão para 1º de fevereiro de 2019 |
PMDB – 19 (23,45%) | MDB – 12 (14,81%) |
PT – 13 (16,04%) | PSDB – 9 (11,11%) |
PSDB – 11 (13,58%) | PSD – 7 (8,64%) |
PDT – 6 (7,40%) | DEM – 6 (7,40%) |
PSB – 6 (7,40%) | PT – 6 (7,40%) |
PP – 5 (6,17%) | Podemos – 5 (6,17%) |
DEM – 5 (6,17%) | PP – 5 (6,17%) |
PR – 4 (4,93%) | Rede – 5 (6,17%) |
PSD – 4 (4,93%) | PDT – 4 (4,93%) |
PTB – 3 (3,70%) | PSL – 4 (4,93%) |
PCdoB – 1 (1,23%) | PTB – 3 (3,70%) |
PSC – 1 (1,23%) | PHS – 2 (2,46%) |
PRB – 1 (1,23%) | PPS – 2 (2,46%) |
Psol – 1 (1,23%) | PR – 2 (2,46%) |
PPS – 1 (1,23%) | PSB – 2 (2,46%) |
PRB – 1 (1,23%) | |
Pros – 1 (1,23%) | |
PRP – 1 (1,23%) | |
PSC – 1 (1,23%) | |
PTC – 1 (1,23%) | |
Solidariedade – 1 (1,23%) | |
Sem Partido – 1 (1,23%) | |
Apenas uma mulher irá concorrer às eleições no dia 28, em segundo turno, e nenhuma conseguiu ser a mais votada no primeiro. Somente a candidata do PT ao governo do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, está na disputa. Com uma carreira política construída no Legislativo, ela é senadora pelo estado e cumpriu três mandatos como deputada federal.
No primeiro turno, Fátima Bezerra ficou na frente do candidato Carlos Eduardo (PDT). Mas, se ela for derrotada, não haverá mulheres governadoras em nenhum estado, antítese em um país cujo eleitorado é formado majoritariamente por mulheres.
Nas eleições de 2014, a atual governadora de Roraima, Suely Campos (PP), foi a única mulher eleita no país. Porém, este ano ela foi derrotada na tentativa de obter a reeleição. Em nota, a governadora afirmou ter recebido o estado em “situação difícil”.
O principal embate de Suely Campos foi com o governo federal e o Judiciário, ao tentar impedir o ingresso de imigrantes venezuelanos no estado.
Pelo menos 30 mulheres disputaram o cargo de governador nas eleições. Dos 26 estados e o Distrito Federal, não houve candidatas do sexo feminino em oito unidades: Alagoas, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Sul e Rondônia.
No Distrito Federal, havia duas mulheres candidatas, enquanto em Pernambuco e no Piauí havia três na corrida pelos governos.
Com apenas 24 anos, João Campos (PSB), filho de Eduardo Campos - que governou Pernambuco por dois mandatos e faleceu em 2014 -, enquanto concorria à Presidência da República pelo PSB, está em primeiro lugar na lista de deputados federais de Pernambuco. Ele obteve uma grande votação: 459.811 votos.
Outro membro da família Arraes, Marília Arraes (PT), obteve 192.628, e está em segundo lugar entre os mais votados. Os dois fazem parte da tradicional elite da política local. O bisavô do agora deputado eleito era o político Miguel Arraes, também governador do estado. Arraes combateu e foi perseguido pela ditadura militar, sendo responsável pela refundação do PSB após o período de abertura democrática.
Após a morte do pai, João Campos ganhou notoriedade no partido e no cenário local. Enquanto ainda cursava a faculdade de Engenharia, o neto da ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Arraes, assumiu em 2016 a chefia de gabinete do governo de Pernambuco, comandado por Paulo Câmara, governador reeleito, aliado de Campos. A vaga no Congresso conquistada hoje é o primeiro cargo eletivo disputado por João Campos.
Já o filho do senador e ex- presidente Fernando Collor, Fernando James Braz Collor de Mello, teve 16.152 e ficou em 17° lugar. Foi a primeira vez ele concorreu a um cargo em nível nacional. São apenas oito vagas para a Câmara dos Deputados em Alagoas.
Os filhos de políticos presos pela Lava Jato no Rio de Janeiro não conseguiram um bom resultado na disputa pela Câmara. Danielle Cunha, filha de Eduardo Cunha, e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, ambos candidatos do MDB, ficaram mal posicionados no ranking e não conseguiram se eleger. Leonardo Picciani, filho de Jorge Picciani, também não conseguiu voltar a Brasília. O filho do prefeito Marcelo Crivella não se elegeu deputado federal. A filha do candidato cassado Anthony Garotinho, Clarissa Garotinho, obteve a reeleição. Seu irmão, Wladimir Garotinho, também estará na Câmara dos Deputados em 2019.
Cristiane Brasil não conseguiu a reeleição - Arquivo/Wilson Dias/Agência Brasil
Cristiane Brasil (PTB) perdeu a reeleição. Ela não pode assumir o Ministério do Trabalho por ter sido alvo de uma série de acusações. Ao contrário dos filhos do presidenciável, campeões de votos em São Paulo para a Câmara e no Rio de Janeiro para o Senado, a ex-mulher de Bolsonaro Cristina Bolsonaro (Pode) não conseguiu se eleger deputada.
Ainda no Rio, o PSOL enviará para a Câmara dos Deputados Marcelo Freixo, deputado estadual e ex-candidato à Prefeitura do Rio, que foi o segundo mais votado no estado: 342.491. Em primeiro lugar, está Hélio Fernando Barbosa Lopes, do PSL - partido do presidenciável Jair Bolsonaro - com 345.234.
Dois senadores adversários, ambos envolvidos na Lava Jato, que optaram por tentar a Câmara, foram bem sucedidos: Aécio Neves (PSDB-MG), que recebeu mais de 50 milhões de votos para a Presidência em 2014, contabilizou agora modestos 106 mil votos. Já Gleisi Hoffmann (PT-PR) conquistou o dobro de Aécio, cerca de 212 mil.
Gleisi Hoffmann foi eleita deputada federal - Valter Campanato/Agência Brasil
Assim como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), Gleisi Hoffmann optou por disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Ex-ministra da Casa Civil no governo Dilma Rousseff, um dos cargos mais importantes do governo, a senadora de 53 anos poderia se candidatar à reeleição este ano, mas nos últimos tempos viu a sua popularidade cair devido a denúncias de corrupção e à rejeição dos eleitores paranaenses ao PT.
Presidenta nacional do partido, ela assumiu a linha de frente da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba. Gleisi foi absolvida em junho deste ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em processo relativo à candidatura ao Senado em 2010, mas ela ainda é alvo de outras investigações.
Junto de Lula e outros ex-integrantes do ministério, ela foi denunciada no último dia 30 de abril, com base em delações premiadas de executivos da empreiteira Odebrecht. A acusação é de que a construtora teria fechado um acordo no qual seria beneficiada em troca de propina para a campanha de 2014. Criticando a atuação da Procuradoria-Geral da República, Gleisi e o PT negam as acusações. Ela diz que as denúncias não têm provas e foram obtidas a partir de delações "negociadas com criminosos" em busca de benefícios penais.
Assim como a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), Aécio Neves optou por disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Neto do ex-presidente eleito Tancredo Neves, Aécio foi governador de Minas Gerais por dois mandatos, depois de ocupar quatro mandatos seguidos como deputado, chegando a presidir a Câmara no início dos anos 2000.
Aécio Neves foi eleito deputado federal - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Em maio do ano passado, após virem a público gravações de conversas com o dono do grupo JBS, Joesley Batista, o capital político do ex-governador de Minas Gerais caiu bastante. Nos áudios, o parlamentar se refere a colegas do Congresso Nacional com palavras de baixo calão. A principal acusação é de que o tucano teria recebido R$ 2 milhões em propina de Joesley. O inquérito em que é acusado de corrupção e obstrução de Justiça já foi recebido pelo STF, que ainda não julgou o tema.
Alvo de outros inquéritos no Supremo, o parlamentar nega as acusações. Segundo ele, o repasse do dinheiro era fruto de um empréstimo para pagar seus advogados. Na época, Aécio era presidente nacional do PSDB e se afastou do cargo. Em outubro do ano passado, o Senado decidiu reverter a decisão da Primeira Turma do STF que determinava seu afastamento parlamentar e recolhimento domiciliar noturno.
O candidato Jair Bolsonaro (PSL) teve a maioria dos votos válidos em 16 estados e no Distrito Federal.
Fernando Haddad (PT) ganhou em nove estados, a maioria no Nordeste.
Ciro Gomes teve a maior votação apenas no Ceará, com 41% dos votos válidos.
Bolsonaro e Haddad voltam a se enfrentar no segundo turno no dia 28 de outubro.
O senador pelo estado de Pernambuco Humberto Costa (PT) se reelegeu ao cargo com 25,74% dos votos válidos. O deputado Jarbas Vasconcelos (MDB) também garantiu uma vaga, com 21,5% dos votos válidos com 99,69% das urnas. Os votos brancos somam 21,93% e os nulos, 54,63%. A abstenção está em 17,9%.
Humberto Costa tem 61 anos e concorre ao segundo mandato consecutivo de senador. Formado em medicina e em jornalismo, foi vereador em Recife, deputado estadual e federal. Entre 2007 e 2010, assumiu a Secretaria das Cidades de Pernambuco.
Ainda em 2010, concorreu ao Senado, quando foi eleito com mais de 3 milhões de votos, tornando-se o primeiro petista a representar o estado no Senado. Humberto Costa também foi ministro da Saúde no governo Lula e um dos mais atuantes opositores ao processo de impeachment de Dilma Rousseff.
Natural de Vicência (PE), Jarbas Vasconcelos, 76 anos, concorre ao seu segundo mandato de senador. Advogado, foi deputado estadual (de 1971 a 1974) e deputado federal por três vezes. Elegeu-se prefeito de Recife por dois mandatos e governou Pernambuco de 1999 a 2006, ano em que foi eleito para o Senado.
Em 2015, elegeu-se deputado federal mais uma vez, cargo que ocupa atualmente. Parlamentar de postura independente, em 2017 foi favorável à abertura de investigação contra o presidente Michel Temer. Um ano antes, votara pelo impeachment de Dilma Rousseff.
Paulo Câmara (PSB) venceu a disputa para o governo de Pernambuco, garantindo a reeleição com 50,66% dos votos válidos até o momento e não pode mais ser alcançado. Armando Monteiro (PTB) ficou em segundo lugar, com 36,01% dos votos válidos. Os votos brancos somam 6,85% e os nulos, 23,01%. A abstenção está em 17,90%.
Este foi o segundo pleito disputado pelo governador reeleito de Pernambuco. Câmara estreou nas urnas em 2014, apadrinhado pelo ex-governador Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo, durante a campanha presidencial de 2014. Pela segunda vez, Câmara foi eleito em primeiro turno, derrotando o senador Armando Monteiro. Economista de formação, o governador é pós-graduado em contabilidade e controladoria governamental e mestre em gestão pública pela Universidade Federal de Pernambuco.
Construiu uma carreira no serviço público, começando pelo Banco do Brasil, passando pelo Tribunal de Contas e pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. Foi secretário de Administração, de Turismo e de Fazenda, nos dois mandatos de Eduardo Campos. Em 2013, sob a bênção de Campos, filiou-se ao PSB. No Palácio do Campo das Princesas, sofreu críticas ao nomear o filho de Campos, João Campos, para a chefia de gabinete do governo do estado. Apoiou o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas, para atrair os votos dos petistas, disse na campanha ter se arrependido da decisão. Tem 46 anos, é casado com Ana Luiza Câmara e tem duas filhas.