Entre arrependimentos e distintas sensações, candidatos se enfrentaram no primeiro debate ao Governo de Pernambuco

RAFAELA SOUZA LEÃO O primeiro debate com os candidatos a governo de Pernambuco, realizado pela Radio Jornal nesta terça-feira (28), contou com a presença de Paulo Câmara( PSB), Armando Monteiro (PTB), Dani Portela (PSOL) e Mauricio Rands (PROS). Os candidatos buscaram enfatizar pautas que mais apresentam uma urgência resolutiva no estado- Saúde, Educação e Segurança, pontuando as suas propostas, assim como se posicionando sobre questões reformistas do atual governo Temer.


O governador Paulo Câmara iniciou o debate afirmando ter responsabilidade com o dinheiro público buscando investir naquilo que considera prioridade para o estado como a educação no ensino médio, a qual representa, estatisticamente, a melhor educação desse nível de ensino do país. Tal índice, na prática, é pouco expressivo para colocar Pernambuco em um patamar acima dos outros estados, já que, segundo fontes anonimas interinas desse próprio sistema educacional, os professores são pressionados a não reprovarem alunos para que a escola estadual não provoque o decrescimento das taxas renditivas do Ideb. Dessa forma, é possível perceber que o governo do peesedebista, além de não cumprir partes das promessas da campanha de 2014, forja uma situação utópica para demonstrar um governo com medidas efetivas no avanço do estado. Além disso, Câmara demonstrou um “flexibilização” de posicionamentos que provoca uma reflexão quanto suas reais bases identitárias. Essa situação é vista quando o governador foi questionado por seus opositores sobre seu apoio ao impeachment, ato que destituiu uma presidente petista, fragilizada de apoiadores, do poder e o atual apoio ao ex-presidente Lula, quem se apresenta a frente nas pesquisas eleitorais para o cargo presidenciável.


O candidato a governo do estado de Pernambuco, Armando Monteiro, apresentou um posicionamento firme quanto aos seus apoios políticos e afirmou integrar os níveis educacionais para que haja, de fato, um avanço na educação do estado. Essa visão constitui como a mais “sensata”, em relação ao posicionamento do atual governador, para que haja uma associação integrada entre as bases primárias do ensino juntamente com o ensino fundamental e médio que permitem uma solidificação do conhecimento necessário para a imersão no sistema acadêmico superior. Porém, para que se tenha a eficiência da implantação desse sistema, é necessária uma associação entre os órgãos federal, estadual e municipal, que é dependente de coligações políticas partidárias que, na maioria das vezes, visam os interesses pessoais em detrimento dos interesses a favor do bem estar social.


A advogada e candidata Dani Portela (PSOL) enfatizou sua luta para combater o feminicídio com a ampliação de delegacias da mulher com um atendimento especializado. O enfoque na violência contra as mulheres se faz necessário em Pernambuco, visto que, segundo pesquisas realizadas em 2017 pela Secretaria de Defesa Social (SDS), o estado contabiliza aproximadamente 6 estupros por dia, o que representa demasiada falha nos órgãos de segurança do atual governo que culpabiliza a crise econômica como principal fator para o aumento da violência no estado.  A candidata também mostrou interesse em aumentar o número de concursos públicos estatais com o objetivo de aumentar a frota de policiais que atualmente se apresenta insuficiente para atender ao nível de criminalização em Pernambuco.


O ex-deputado federal Mauricio Rands (PROS) apresentou um posicionamento em favor dos trabalhadores remetendo ao seu histórico apoio sindical, defendendo que a autonomia privada forneça condições negociáveis aos sindicatos. No entanto, Mauricio, atualmente, é sócio do seu irmão no jornal Diário de Pernambuco, responsável por demissões em massa de trabalhadores e por fornecer condições exaustas de trabalho, o que se torna algo contraditório ao que foi dito pelo candidato durante o debate eleitoral.


Com isso, pode-se perceber que os debates entre os candidatos a cargos executivos faz-se de extrema importância para que se possa analisar os verdadeiros anseios de quem almeja governar um grande aparato burocrático responsável por abastecer e por tentar melhor a qualidade de vida a milhões de pernambucanos, logo, brasileiros.





Os donos do poder

MANOEL NETO As eleições presidenciais de 2018 ocorrerão num contexto singular. Os principais partidos políticos definham em escândalos de corrupção e a classe, consequentemente, atravessa um processo de profundo descrédito. O quadro eleitoral se mostra pulverizado e isso possibilita o aparecimento de uma série de projetos, coerentes ou não, para devolver a paz ao país. O PT, em que pese a sua participação no ciclo de inclusão que o Brasil viveu depois da era Fernando Henrique Cardoso, mostra-se, hoje, lamentavelmente, como um dos principais obstáculos para o estabelecimento de um novo ciclo de progresso.


O Partido dos Trabalhadores, grande responsável por empunhar a bandeira da inclusão social, atravessa um momento difícil. Seu líder máximo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encontra-se cumprindo pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ainda assim, numa manobra quase que cega e inconsequente, foi registrado como o candidato da sigla à Presidência da República. É lamentável que, no contexto atual, quando o país precisa orquestrar um projeto forte de desenvolvimento, a fim de corrigir os rumos da controversa administração de Michel Temer, que assumiu após o impeachment da petista Dilma Rousseff, o PT se comporte como um grupo de políticos que visam apenas a uma coisa: o poder.


É de conhecimento público que Lula não será candidato. Não será por conta da lei que ele mesmo sancionou e defendeu como grande bandeira no combate à corrupção:
a lei da ficha limpa. Caberia ao PT, nesse momento, alinhar um projeto, ou apoiar algum, que unisse forças do seu campo em torno do debate para tirar o país da profunda crise que atravessa. Eis que a sigla, responsável por legitimar grande avanços no campo social desde a chegada ao poder, em 2003, faz exatamente contrário: joga o país num estado de incerteza sem precedentes quando, explorando a alta popularidade do ex-presidente, defende a sua inviável candidatura, deixando a população a mercê de chicanas jurídicas e sem saber como será o já nebuloso dia de amanhã.


O momento do país é grave. A violência, o desemprego, a saúde e a educação, entre tantas outras questões, clamam por socorro. O momento seria de união em torno de uma agenda que devolvesse prosperidade e colocasse o país novamente numa rota de crescimento. Lula, nesse momento, deve, dentro das garantias processuais previstas, acertar as contas com a justiça e provar a inocência que alega ter. É, agora, o seu papel institucional.


As forças populares que o conduziram ao poder não podem ser tratadas como massa de manobra em torno de um projeto que não tem viabilidade: o partido deve tratar a nação com respeito, parar de pensar no poder e olhar, mais do que nunca, para o futuro.



#Dia13 das Eleições: confira resumo do primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco

O governador Paulo Câmara (PSB) virou o principal alvo dos adversários, nesta terça-feira, no primeiro debate para o governo do estado, realizado pela Rádio Jornal. A falta de conclusão de obras na área de saúde e a questão da segurança estadual foram os pontos mais alvejados pelos concorrentes. Participaram do confronto o governador, o senador Armando Monteiro Neto (PTB), o ex-deputado federal Maurício Rands (Pros) a advogada Dani Portela (Psol).

O ex-deputado Maurício Rands (Pros) estreou no primeiro bloco, indagando Paulo Câmara sobre os quatro hospitais que ele deixou de fazer no interior. Maurício atacou o governador ao afirmar que é muito fácil fazer promessas em campanhas e criticou a falta de articulação do governo atual. Paulo Câmara rebateu e disse que o país passa por uma grande crise, que afetou a tentativa de investimentos no Estado. Ele prometeu entregar o primeiro das quatro unidades hospitalares em 2019, caso reeleito.  

Paulo Câmara apostou em falar sobre o ponto que considera mais forte do seu governo. Abordou a educação em Pernambuco e disse que, aqui, no Estado está a melhor educação do Brasil (em termos de ensino médio).

Armando Monteiro, por sua vez, frisou há muitas propagandas no governo e que Paulo não tem liderança. Armando Monteiro afirmou que vai se inspirar no Ceará, que tem 77 das 100 melhores escolas públicas do país. No confronto direto com Dani Portela, candidata do Psol, Armando abordou a questão da violência. Ele disse que Paulo Câmara “terceiriza” a culpa da insegurança. Portela, por sua vez, afirmou que é preciso investir em inteligência, algo abandonado pelo atual governo. A candidata do PSOL reforçou a necessidade de dar mais emprego às pessoas jovens, e Armando concordou.

As enchentes na Mata Sul também foram ponto de debate. Dani questionou Rands sobre as enchentes no estado e quais medidas o governo precisa tomar. O candidato do Pros frisou que o governador precisa ter articulação política em Brasília para conseguir verbas e soluções e não ficar reclamando. Dani Portela contestou e disse que a coligação de Rands ainda tem membros da que integram o governo de Paulo. “Não sou coronel para mandar nas pessoas”, disse ele.

No segundo bloco do programa, o jornalista Wagner Gomes, da Rádio Jornal Recife, perguntou se ele se sentia seguro ao transitar na BR-232 e o que ele faria em relação às estradas do estado. O ex-deputado lembrou que foi líder do governo Lula, tem um bom trânsito em Brasília e vai conseguir capitar recursos  com mais facilidade que o atual governo. No tocante às estradas, ele prometeu criar um “modelo criativo” de licitação, no qual a empresa vencedora será também responsável por manter a estrada. Para ele, isso forçará às empresas a usarem melhores materiais para não terem que refazer obras.

O jornalista Waldiney Passos, da Rádio Jornal Petrolina, perguntou a Paulo Câmara sobre a não realização do hospital da Mulher em Petrolina. Paulo responsabilizou o governo federal por mandar menos recursos para a saúde e destacou que, hoje, o estado atende a uma quantidade maior de pessoas que deixaram de usar os sistemas privados de saúde e passaram a usar o SUS. “O governo fez mais com menos”, durante esses 4 anos. Ele disse que vai priorizar o Hospital da Mulher de Petrolina no 2º mandato e frisou que, neste momento, a prioridade é o Hospital Geral do Sertão, em Serra Talhada.

O jornalista Alfredo Neto, da Rádio Jornal Limoeiro, perguntou a Dani como ela irá ampliar o atendimento em delegacias da Mulher. A candidata também disse que abrirá mais concursos públicos para policiais pois, segundo ela, não pode haver limites para gasto de segurança, principalmente com mais investimentos no interior, diante da insegurança vigente. A candidata também criticou o fato de “capitanias hereditárias” governarem o estado e que fará atendimentos mais especializados e auxílio para as mulheres.

Ao senador Armando Monteiro, perguntou o jornalista Ciro Bezerra, da Rádio Jornal Rede. Ele questionou Armando sobre o papel que ele teve para retomar a autonomia do Porto de Suape. Armando  não falou claramente, no debate, sobre o papel que teve para retirar a autonomia do Porto.

Armando criticou o fato de Suape ter tido cinco presidentes nos últimos 4 anos no governo Paulo Câmara. Ele afirmou que vai tentar retomar a gestão autônoma de Suape, com a implantação do 2º terminal de contêineres.

Veja alguns pontos do 3º BLOCO

Armando Monteiro x Paulo Câmara

Armando perguntou sobre a luta de Paulo para tirar a candidatura de Marília Arraes, sobre apoio que ele deu Aécio Neves em 2014 e sobre Paulo ter demonstrado ser a favor da

Reforma Trabalhista. Paulo disse que fez aliança com PT para apoiar Lula e afirmou que o palanque de Temer é o de Armando. O atual governador se esquivou de falar do apoio a

 

Aécio Neves. Armando destacou que Paulo votou a favor do impeachment, liberou secretários para votar a favor. Monteiro voltou a afirmar que votou até o fim contra o impeachment de Dilma e criticou o fato do governador querer nacionalizar a eleição estadual.

Paulo Câmara disse que é contra a reforma trabalhista e que quem é a favor é o palanque de Armando.

Paulo x Dani Portela

Paulo Câmara questionou sobre a água e a seca no interior. Dani Portela criticou o fato de Paulo estar há 12 anos no governo (na verdade é o PSB). Paulo disse que houve melhorias, com crescimento e luta para mais água no interior e que vai lutar, com Lula presidente, para a construção de mais obras. Ela disse que é ilusão o fato do candidato do PSB dizer que há muito desenvolvimento, o que, de acordo com a candidata do PSOL, não é sentido pela população.

Dani Portela x Rands

A pergunta dela foi sobre a Reforma Trabalhista e Lei de Terceirização. Rands disse que a reforma trabalhista é maléfica aos trabalhadores e que vai tentar revogar a terceirização influenciando na bancada na Câmara como governador. Dani Portela disse que o PDT, da coligação de Rands, e que Silvio Costa, candidato a senador, votou favoravelmente à reforma na CLT. Rands rebateu ao declarar que nem o PDT, nem Silvio votaram a favor da reforma (e é verdade, PDT e Silvio foram contra). Ela criticou o fato de o PDT, aliado de Rands, ter cargos no governo (Secretaria de Agricultura).

Rands x Armando

Rands perguntou sobre a atuação de Mendonça Filho e Bruno Araújo nos ministérios de Temer. Armando elogiou as atuações de Mendonça e Bruno, afirmando que espera contar com esses dois no Senado para articular mais os projetos em Brasília.

Segundo Armando, “Mendonça foi um dos melhores ministros da Educação”, e fez críticas do fato do PSB ir pra um lado e para outro. Rands disse que Armando faz um palanque considerado conservador e que engana o eleitor dizendo que vai votar em Lula, quando o candidato do PT é Fernando Haddad, querendo surfar na popularidade de Lula. Monteiro rebateu e disse que Rands foi aliado até a última hora e rompeu com Paulo agora a pouco para ser candidato.

Veja alguns pontos do quarto bloco

Jornalista Wagner Gomes (Rádio Jornal Recife) pergunta a Dani Portela

O questionamento foi sobre o crescimento da taxa de mortalidade nos últimos oito anos em Pernambuco. A candidata disse que vai romper com o que acontece: prefeitos da base do governo sendo beneficiados por verbas. Ela disse que fará investimentos e ações integradas com municípios. Dani Portela disse que é necessário um ajuste fiscal, para mais verbas, e um dos exemplos usados foi o combate à sonegação.

Eduardo Peixoto (Rádio Jornal Garanhuns) pergunta a Armando Monteiro

O jornalista perguntou sobre como lidar com a população carcerária em aumento em Pernambuco. Monteiro criticou o fato de parceiras público-privadas terem sido “mal-feitas pelo governo”. O candidato do PTB disse que articulará ações com as famílias para a ressocialização. Segundo Armando, é necessária uma melhor escolha de critérios na escolha de parceiros privados nas ações com o governo. Para Armando, “infelizmente, as PPPs foram mal-sucedidas”. Ele disse que citou como exemplo o presídio de Itaquitinga, com parceria que não deu certo.

Dilson Oliveira (Rádio Jornal Caruaru) x Paulo Câmara

Dilson questionou Paulo sobre as críticas que ele faz a Temer, mas lembrou que o presidente está no poder há apenas dois anos. Paulo rebateu afirmações anteriores de adversários e indagações de jornalistas, dizendo que a taxa de feminicídio reduziu e a de mortalidade também. Paulo Câmara disse que, no início do governo, houve uma crise muito grande que atingiu o país. Segundo ele, houve investimentos para mais água em Caruaru. Dilson contestou dizendo que dois hospitais ainda não foram entregues em Caruaru e foram prometidos em 2014. Segundo Paulo, “é a maior crise da história do país” e que Pernambuco é um estado eficiente, usando como base o ranking da Folha de São Paulo. Paulo afirmou que entregará as obras no 2º mandato e o hospital São Sebastião no próximo dia 31.

Nildo Lucena (Rádio Jornal Pesqueira) x Maurício Rands

A pergunta foi sobre a proposta de moeda comunitária como uma das saídas para a violência. O candidato do PROS disse que a moeda comunitária reduziria o número de assaltos e seria restrita a uma região do estado. O comunicador pesqueirense perguntou como seria a circulação do dinheiro fornecido nos bancos, como o do Bolsa Família. Maurício Rands disse que as pessoas fariam uma conversão nas cidades e que os bandidos não teriam interesse já que as moedas não valeriam em outras regiões do Estado.

As considerações finais

Nas considerações finais, Armando Monteiro falou de esperança em um eventual novo tempo para Pernambuco. Ele disse também que sente a mudança nas ruas. Para Maurício, sua candidatura é da renovação. O postulante do PROS disse que a chapa é composta por homens e mulheres, sendo, assim, democrática. Ele se disse uma opção de esquerda. Já o governador frisou que ampliará os programas sociais e que quer mais quatro anos para Pernambuco ficar na frente. O candidato do PSB falou sobre a necessidade de lutar pelos mais pobres e de auxiliar no combate às desigualdades.

A candidata do PSOL se disse estar ao lado do povo e que é a “verdadeira candidata de esquerda”. Ela disse que será a governadora do corporativismo com participação popular, dos mais pobres e das mulheres.

Com informações de Aline Moura e José Matheus Santos, do Diário de Pernambuco



#Dia12 das Eleições teve Ciro Gomes no Jornal Nacional


Ciro Gomes disse nesta segunda-feira (27) que Lula “não é um Deus nem um Satanás” como setores diferentes da sociedade o caracterizam. O candidato do PDT (Partido Democrático Trabalhista) foi o primeiro entrevistado da série do Jornal Nacional com os presidenciáveis.

O candidato foi questionado sobre temas como corrupção, segurança pública, governabilidade, endividamento e diferenças com sua vice, Kátia Abreu. A conversa foi com os apresentadores Willian Bonner e Renata Vasconcellos e durou pouco mais de 27 minutos.


O momento mais tenso foi quando o candidato foi questionado sobre seu compromisso com Carlos Lupi, presidente do seu partido, mesmo ele sendo réu por improbidade administrativa na Justiça Federal do Distrito Federal. Ciro negou que ele seja réu e reafirmou que Lupi “tem a minha confiança cega”. A já tradicional série de sabatinas continua com Jair Bolsonaro nesta terça-feira (28), Geraldo Alckmin na quarta-feira (29) e Marina Silva na quinta-feira (30). A ordem foi determinada por sorteio. Foram convidados, segundo a emissora, “os principais candidatos da pesquisa da semana anterior que estejam aptos para estar presencialmente no estúdio”. Isso já exclui, por definição, o candidato líder nas pesquisas: Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, que está preso desde abril. Todos os candidatos agendados também devem ser, em seus respectivos dias, entrevistados um pouco mais tarde, às 22 horas, pelo programa Central das Eleições, transmitido pela Globo News.

Sobre governabilidade, Ciro diz que presidente começa com “poderes quase imperiais”. Questionado sobre sua capacidade de governar diante da falta de alianças, Ciro citou outros exemplos de candidaturas fortes eleitoralmente com pouca base partidária, como a de Marina Silva (Rede). Ele disse que sua estratégia é deixar clara sua agenda para que possa explorar os “poderes quase imperiais” que qualquer presidente eleito tem nos primeiros seis meses de governo. Ele também expressou a vontade de “redesenhar o entendimento fiscal em troca de um redesenho do pacto federativo”, notando estados e municípios estão quebrados, como parte de angariar apoio.

Ciro completou que pretende usar o instrumento de plebiscitos e referendos para quebrar impasses.

Vice Kátia Abreu foi escolhida justamente por ser diferente, diz Ciro

Bonner perguntou sobre as diferenças de Ciro com a sua vice de chapa, Kátia Abreu, em temas como porte de armas, demarcação de terras indígenas e desmatamento, e como ele poderia unir as esquerdas com este tipo de pauta.

Ciro disse que nunca declarou querer unir as esquerdas (“Eu nunca imaginei que o PT deixaria de ter candidato próprio pra me apoiar”) e que esse não é o objetivo da sua candidatura. “Katia Abreu não vem porque é igual a mim, vem porque é diferente”, disse ele completando que “estamos de pleno acordo que nos complementamos”.

Ele citou os votos contrários de Abreu ao “golpe” e à reforma trabalhista como convergências.


Ciro Gomes é questionado sobre plano de redução do endividamento

Bonner classificou como “slogan fácil” a reiterada promessa, feita por Ciro, de tirar o nome de dezenas de milhões de brasileiros do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC)

“Eu vou tirar o nome do povo brasileiro do SPC mesmo”, disse Ciro, completando que “não é porque sou bonzinho não, é porque tenho um projeto”. O candidato entregou para Bonner uma cartilha em que diz estarem os detalhes do programa, prometendo que ele não envolveria dinheiro público.

“Qualquer coisa que vem para pobre ou para classe média eles ficam pirados”, disse Ciro sobre seus adversários, notando que a mesma hostilidade nunca aparece quando o governo promove os Refis, programas de refinanciamento de dívidas empresariais.

Ciro Gomes diz que Lula “não é um Deus nem um Satanás”

O candidato foi questionado sobre uma declaração antiga de que teria avisado Lula da corrupção na Transpetro muito antes das revelações da Lava Jato, e que o presidente não teria feito nada. Os jornalistas perguntaram se não teria sido o papel de Ciro, como ministro, fazer uma denúncia formal. O candidato disse que quem denuncia tem o ônus da prova e que ele não tinha a capacidade investigativa para fazer valer a sua palavra.

Ele completou que “Lula foi um bom presidente pro Brasil. Ele foi um presidente que tive a honra de servir e que fez muita coisa boa”, mas que os ganhos foram perdidos no governo de Dilma Rousseff.

Ciro Gomes comenta sobre o Operação Lava Jato

A primeira pergunta foi sobre como Ciro poderia convencer o eleitor de seu apoio à Operação Lava Jato sendo que já fez declarações polêmicas sobre ela, como a de que colocaria o Ministério Público “de volta na caixinha”.

Ciro Gomes disse que apoia a operação “porque ela é uma virada de página” na história de impunidade no país, mas que ela só prestará seu serviço se for vista como “equilibrada”.

“O lado do PSDB não tem nenhum na cadeia”, apontou Ciro, ressaltando também que “neste momento há muitos abusos. Você não tem ideia do que tem sofrido os prefeitos municipais”.



Humberto Costa escanteado pelo PT

PARA ESCANTEIO - Neste domingo (26) , foi inaugurado o comitê da candidata a deputada federal Marília Arraes (PT) na Boa Vista, Centro do Recife. O candidato ao Senado Humberto Costa, da mesma sigla, nem apareceu. Ele tem sido rejeitado pela militância e por aliados petistas, já que trabalhou fortemente para rifar a candidatura de Marília ao Governo do Estado e se aliar ao governador Paulo Câmara. Marília já avisou que não pedirá votos para Humberto. No sábado, na inauguração do comitê da deputada estadual Teresa Leitão (PT) nem se viu falar em Humberto nem em foto. Humberto preferiu ir ao comitê de Danilo Cabral, deputado federal candidato á reeleição pelo PSB.

ENQUANTO ISSO… - O deputado e candidato ao Senado pelo Avante, Silvio Costa, se fortalece a cada dia e, neste final de semana, conquistou apoio de mais de 250 lideranças políticas do Sertão do São Francisco. Não será surpresa se ele conseguir se eleger, visto que já chega aos dois dígitos nas pesquisas eleitorais e a campanha está apenas começando. A disputa para o Senado está aberta. Silvio conta, inclusive, com o apoio da parte do PT que defendia a candidatura de Marília na disputa pelo Governo. CLIQUE AQUI E LEIA ÍNTEGRA DA COLUNA DE JOSÉ MATHEUS SANTOS NESTA SEGUNDA


Um presidente contando as horas para deixar Brasília

Faltam apenas 4 meses para terminar a conturbada gestão de Michel Temer à frente da Presidência da República. Um período turbulento, com denúncias de corrupção atingindo ministros, duas denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República contra o mandatário e a altíssima impopularidade do chefe do Estado brasileiro. A imagem, como se sabe, tem sido prejudicada no exterior desde o fraco governo da ex-presidente Dilma Rousseff, quando o país passava também por dias difíceis. Porém, Temer terminará o mandato, que teve pelo menos um fator político que lhe fez sustentar o poder apesar de toda maré de adversidades: o alto apoio político no Parlamento brasileiro e nos estados. Vários partidos apoiaram o governo mais rejeitado, ministros foram nomeados, inclusive os pernambucanos e agora pré-candidatos ao Senado Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), e o deputado federal candidato à reeleição Fernando Filho (DEM). Este último com passagem mais bem sucedida que os citados anteriormente. Porém, a “conta” para o presidente Temer chegou, agora, em plena campanha eleitoral, aqueles que fizeram defesa enfática de colocá-lo e mantê-lo no Palácio do Planalto se escondem. Sequer alguém coloca uma foto ou diz em comícios, caminhadas e campanhas que esteve ou está ao lado de Temer, considerado ruim presidente por cerca de 75% da população nacional. O reflexo que fica é de quem está apenas cumprindo tabela. Até dezembro, o Brasil terá um apático presidente, um governo que não governa e ficará à espera de um sucessor, sob responsabilidade imensa de populares do Amapá ao Rio Grande do Sul nesse Brasil.

FORÇA EXPRESSIVA - Pesquisa do Ibope divulgada na semana passada mostra que, em Pernambuco, o ex-presidente Lula tem 62% das intenções de votos. Óbvio que ele não conseguirá ser candidato, até o PT sabe disso, mas é um número forte que serve para fortalecer as bases eleitores do PT e de aliados. Está explicado o “amor” do PSB de Paulo Câmara a Lula.

PARA ESCANTEIO - Neste domingo (26) , foi inaugurado o comitê da candidata a deputada federal Marília Arraes (PT) na Boa Vista, Centro do Recife. O candidato ao Senado Humberto Costa, da mesma sigla, nem apareceu. Ele tem sido rejeitado pela militância e por aliados petistas, já que trabalhou fortemente para rifar a candidatura de Marília ao Governo do Estado e se aliar ao governador Paulo Câmara. Marília já avisou que não pedirá votos para Humberto. No sábado, na inauguração do comitê da deputada estadual Teresa Leitão (PT) nem se viu falar em Humberto nem em foto. Humberto preferiu ir ao comitê de Danilo Cabral, deputado federal candidato á reeleição pelo PSB.

ENQUANTO ISSO… - O deputado e candidato ao Senado pelo Avante, Silvio Costa, se fortalece a cada dia e, neste final de semana, conquistou apoio de mais de 250 lideranças políticas do Sertão do São Francisco. Não será surpresa se ele conseguir se eleger, visto que já chega aos dois dígitos nas pesquisas eleitorais e a campanha está apenas começando. A disputa para o Senado está aberta. Silvio conta, inclusive, com o apoio da parte do PT que defendia a candidatura de Marília na disputa pelo Governo.

OLHO NA TELA - Acontecerá nesta semana a rodada de entrevistas do Jornal Nacional, da TV Globo, com os candidatos à Presidência mais bem pontuados nas últimas pesquisas Ibope e DataFolha. De segunda até quinta, serão entrevistados, respectivamente, Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede). Após serem sabatinados por William Bonner e Renata Vasconcellos, eles descem um andar no prédio global do Jardim Botânico, no Rio, e irão para os estúdios da GloboNews para a participação, às 22h, no Jornal das Dez, com Heraldo Pereira.

CARA A CARA - Amanhã acontecerá o primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco na Rádio Jornal Recife. O objetivo era levar o confronto para o interior, mas a emissora terminou por fazer mesmo na capital. Participam os candidatos com no mínimo 5 representantes no Congresso Nacional: Paulo Câmara (PSB), Armando Monteiro (PTB), Maurício Rands (PROS) e Dani Portela (PSOL). Horário: 10h ás 12h. José Matheus Santos vai comentar pelo instagram.com/portalrcf .

ESTUDO E RESULTADO - O jovem candidato a deputado estadual pelo DEM, Antônio Coelho, se mostra preparado para conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Diferentemente de muitos que são jovens e apenas colocados lá por grau de parentesco, ele, formado em Economia e Ciência Política pela Universidade de Nova York, conhece bem os números e problemas do Estado. Na Assembleia, promete defender fortemente interesses do Sertão, como mais acesso à água e lutar pela melhoria na saúde e educação, precárias na região com o atual governo.

O MAIS VOTADO? - João Campos (PSB) tem feito campanha manhã, tarde e noite por todo o Estado. Por onde passa, é bem recebido e festejado. Nos discursos, lembra os legados de Eduardo, seu pai, e Miguel Arraes, seu bisavô. Ele destaca, constantemente, que a busca pela universalização do acesso à água é uma luta permanente, assim como a educação básica eficiente.

PERGUNTO - E amanhã no debate da Rádio Jornal, Paulo Câmara vai debater os problemas e o que fez ou não fez por Pernambuco ou vai falar apenas de Temer? Armando vai se esconder pelo voto a favor da Reforma Trabalhista?

Entenda o que é a Lei da Ficha Limpa

NATÁLIA MOURA A Lei da Ficha Limpa sobreveio da iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, isto é, lei complementar manifesta através da soberania popular.

           Aprovada em junho de 2010, só veio a ser aplicada em 2012, quando fora declarada constitucional em fevereiro do mencionado ano. Entretanto, o Supremo julgou constitucional tendo em vista os princípios da probidade administrativa, que se traduz no dever de honestidade do administrador público no desempenho de suas funções, e a moralidade para exercício de mandato que exige padrões éticos mínimos.

        A aplicação da lei impede o exercício dos direitos políticos passivos, isto é, tolhe o direito de ser votado, sendo, dessa forma, uma causa de inelegibilidade. Entretanto, os direitos políticos ativos – votar – permanecem intactos. Portanto, para concorrer a qualquer mandato eletivo, é impreterível além do candidato ter condições de elegibilidade, ele não tenha nenhuma causa de inelegibilidade.

            O artigo 1º da Lei 135/2010 deixa claro que a condenação não prescinde do trânsito em julgado da ação, isto é, quando já não cabe mais recursos contra a decisão judicial, a simples condenação por órgão judicial colegiado, formado por mais de um magistrado, ainda que caiba recurso para outro Tribunal, já torna o réu inelegível. Não é necessário também via expressa da sentença condenatória (outra decisão judicial afirmando que a pessoa é inelegível), visto que a inelegibilidade se dá de forma automática.

        O Tribunal Superior Eleitoral reforçou o artigo citado acima ao prescrever que “prazo de inelegibilidade decorrente da condenação por abuso do poder econômico ou político tem início no dia da eleição em que este se verificou e finda no dia de igual número no oitavo ano seguinte (art. 22, XIV, da LC nº 64/1990).” Portanto, o político que, de acordo com o prescrito na lei 135/10, for considerado “ficha suja”, no ano de 2018, só poderá voltar a concorrer nas eleições de 2026.



O que Pernambuco realmente quer?

LUCAS ROCHA

“Pernambuco na Frente” ou “Pernambuco quer mudar”, slogans que aparentam representar novidades. Na verdade, isso não passa de mais do mesmo. Pelo menos é o que podemos evidenciar se analisarmos os números divulgados nas pesquisas divulgadas recentemente pelos institutos DataFolha e Ibope. O governador Paulo Câmara - candidato a reeleição - e o senador e candidato Armando Monteiro figuram nas primeiras colocações no pleito 2018, segundo os levantamentos. Situação de disputa não muito diferente da eleição de 2014, na qual o atual governador venceu com um percentual de 69,08 contra 31,07% de Armando.

As eleições deste ano apresentam o ex-prefeito de Petrolina Julio Lossio e o ex-deputado Maurício Rands como quadros inéditos na disputa pelo Palácio. De certa forma, ambos representam opções coerentes para quem não quer proferir o voto na disputa direta “Câmara – Monteiro”.

Impulsionados pela máquina e a força das alianças, os dois principais adversários das eleições estaduais despontam nas pesquisas praticamente repetindo o cenário de 2014. Estamos vendo Paulo Câmara associando em vários momentos seu opositor ao questionável governo Temer, Armando, por sua vez, explora as fragilidades apresentadas pela gestão do socialista, como a questão da segurança pública no estado.

Pernambuco tem, de acordo com Tribunal Regional Eleitoral, 6.570.072 eleitores. No último o pleito, os candidatos do PSB e PTB obtiveram juntos 4.382.324 votos, enquanto o terceiro colocado, José Gomes (PSOL), teve apenas 27.895, correspondente apenas a 0,63% das intenções. Estamos em tempos que se fala muito em renovação política; mas de qual renovação estamos falando? A renovação de nomes, de alianças, de ideias, de discursos? Enfim, o eleitorado pernambucano deve atentar ao que, de fato, será importante para o futuro, e, para isso, deve-se questionar o que Pernambuco realmente quer.



#Dia8 das Eleições: Jarbas afaga Lula, a sexta-feira dos presidenciáveis e agenda do fim de semana em PE

ESTADUAL

ARMANDO NO SERTÃO - O candidato Armando Monteiro (PTB) esteve no Sertão do Estado. Entre as cidades visitadas, Floresta, Tacaimbó, Belém de São Francisco e Petrolândia. Ele esteve acompanhado dos candidatos ao Senado Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM) e do postulante a vice Fred Ferreira (PSC). “Esse governo só sabe cobrar imposto e arrochar os pequenos. Precisamos criar condições para dar um tratamento justo a quem realmente gera emprego. Também oferecer cursos profissionalizantes e incentivar as atividades tradicionais, como a piscicultura", disse Armando.

LÓSSIO DEFENDE EMPREGO EM SERRA - Júlio Lóssio (Rede), visitou Serra Talhada no Sertão. Em reunião com lideranças, discutiu políticas públicas para a região do Pajeú. Julio abordou temas como saúde, educação, meio ambiente e geração de empregos. “Aqui em Serra Talhada e na região, nós temos vocação para o comércio e para a distribuição; um exemplo é a Tupan e a Compare aqui do lado. Então iremos melhorar a logística para avançar nesses setores”, destacou Lossio.

JARBAS AFAGA LULA - O candidato ao Senado pela Frente Popular, Jarbas Vasconcelos (MDB), aliado do governador Paulo Câmara, deu mais um recuo em seus posicionamentos contra o PT, de quem é, ou era até recentemente, forte crítico e fez oposição aos governos Lula e Dilma. Agora, Jarbas é colega de chapa de Humberto Costa (PT). Nesta sexta, Jarbas defendeu a candidatura de Lula, mesmo já tendo declarado apoio em Geraldo Alckmin: “Defendo a possibilidade de Lula ser registrado e ser candidato. Se vai ser ou não, é outra história”, disse o emedebista. Há três anos, Jarbas disse, em palestra: “Vai ser uma cena bonita ver ele [Lula] caminhando para Curitiba”.

NACIONAL

HADDAD NO RIO GRANDE DO NORTE - O candidato a vice de Lula, Fernando Haddad (PT), esteve em Mossoró (RN) e inaugurou comitê de campanha ao lado da candidata ao Governo do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra (PT). "Pretendemos revogar o teto de gastos. Ele inviabiliza a gestão pública ao manter gastos congelados por 20 anos", disse Haddad. "O Estado não precisa crescer desmedidamente, mas precisa cumprir o que está na Constituição. Saúde e educação são direitos; segurança pública é direito social. Não podemos deixar", disse Haddad. Ele deve ser o substituto de Lula na cabeça de chapa caso o TSE declare, o que é mais provável, o ex-presidente inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

ÁLVARO DIAS VISITA PF - O candidato Álvaro Dias (Podemos) visitou a sede da Polícia Federal em Curitiba (PR). Ele prometeu fazer da Operação Lava-Jato uma política de estado: "Eu vim na instituição certa para assumir um compromisso com o Brasil: fazer da Operação Lava Jato política de estado no combate à corrupção. Uma espécie de tropa de elite no combate à corrupção. Porque eu não vejo nenhuma possibilidade das promessas dos candidatos serem concretizadas, se nós não substituirmos esse sistema corrupto, incompetente, que é uma fábrica de escândalos de corrupção", afirmou o atual senador paranaense. Álvaro disse que o alto desempenho de Lula nas pesquisas leva a crer em “apologia ao crime”.

ALCKMIN VAI A MINAS - O presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, foi a Belo Horizonte (MG) e visitou um lar que atende a crianças de 1 a 5 anos acompanhado do senador e candidato a governador em Minas, Antônio Anastasia (PSDB). Ao falar com jornalistas presentes, Alckmin prometeu universalizar o acesso às creches em um eventual governo: "O ensino infantil é de 0 a 5 [anos]. 0 a 3 é creche e 4 e 5 é pré-escola. Então, a primeira meta é universalizar a pré-escola. Faltam no Brasil 440 mil vagas. Zero a 3 nós queremos ampliar ao máximo. Vamos trabalhar para universalizar as famílias mais vulneráveis. Aí é simultâneo. Creche você faz com prefeitura e entidades da sociedade civil”, afirmou o tucano.

CIRO E OS AGROTÓXICOS - O candidato Ciro Gomes (PDT) foi a Tocantins, berço político de sua vice, senadora Kátia Abreu. Ele disse ser favorável a destravar a burocracia para a liberação de novos agrotóxicos no país, mas desde que seja ouvida a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Você não pode tirar da definição de licenciamento de agrotóxicos a agência que cuida da saúde humana. Isso, evidentemente, não é possível. Nós não podemos concordar com essa iniciativa, mas estamos completamente sensíveis com a necessidade de agilizar os processos de habilitação daquilo que for sadio para a comunidade", disse Ciro.

MARINA CITA AGRICULTURA EM GOIÁS - Marina Silva (Rede) esteve em Ipameri (GO) nesta sexta-feira. Ela declarou que é possível fazer do Brasil o país de maior agricultura sustentável e rentável. "A agricultura brasileira é responsável por 22% do PIB. Gera 20% dos empregos brasileiros, representa 44% das nossas exportações, são R$ 97 bilhões. É possível fazer isso de forma sustentável. Vamos trabalhar para que o Brasil seja o país de maior agricultura sustentável e rentável do mundo", disse a presidenciável.

BOLSONARO VOLTA A DEFENDER PORTE DE ARMAS - Jair Bolsonaro (PSL) foi Jaci e São José do Rio Preto (SP) e voltou a comentar acerca da violência em discurso para apoiadores e lideranças políticas do interior paulista que o apoiam. “Daqui a pouco, nós estamos na barbárie. Três militares brasileiros foram executados nos últimos dias. Três no Ceará também, que é o estado mais violento mais violento no Brasil proporcionalmente. Ou você garante o direito à legítima defesa que nós não temos no Brasil, criando uma retaguarda jurídica não só para o agente da lei, como para vocês, cidadãos de bem, ou você não tem como gerir segurança no Brasil”, falou Bolsonaro. Ele criticou ainda o fato de institutos de pesquisas fazerem levantamentos com o ex-presidente Lula e disse não acreditar em pesquisas dos institutos.

Agenda do candidato Paulo Câmara (PSB)

Sábado

Bom Conselho

10h - Caminhada com o prefeito Danilo Godoy

Local: Praça da Bandeira - Centro

11h - Entrevista para a Rádio Papacaça

Local: Rodovia PE 218 km 46, 654 - Lagoa do Jacu

11h30 - Visita à ex- prefeita Judith

Local: residência de Judith

Caetés

13h - Prosa Política com o prefeito Armando

Local: Rua Dom José Adelino Dantas, 22 - Centro

14h30 - Encontro com Benedito e Fazão

Local: residência de Fazão

Itaíba

16h - Prosa Política

Local: Fazenda Quixaba PE 270 (Depois da Ponte do Ipanema 10 km)

Águas Belas

19h - Prosa Política com o prefeito Luiz Aroldo

Local: Rua Cel. Alfredo Duarte, 03

20h - Encontro com Agean Tenório

Local: Sindicato dos Trabalhadores Rurais da Agricultura Familiar

21h - Encontro com ex-prefeito Genivaldo

Local: Praça Nossa Senhora da Conceição, 53

DOMINGO

Recife

12h30 - Inauguração do Comitê de Danilo Cabral

Local: Rua Alfredo Fernandes, 107 - Casa Forte

Agenda da candidata Dani Portela (PSol)

Sábado

7h30 - Panfletagem (Mercado de Casa Amarela)

10h - Panfletagem (Mercado da Boa Vista)

16h - Panfletagem (I Cultural Sapatônica | R. dos Médicis, 86, R. dos Médicis, 86 - Boa Vista, Recife)

20h - Panfletagem (Festival de Multicultural de Igarassu | o lado da Câmara Municipal de Igarassu)

21h - Panfletagem (Festa de Nossa Senhora da Glória | Vila Saramandaia)

Domingo

8h - Assembleia dos agricultores de Suape ((Em frente à IFPE - Campus Ipojuca, na entrada do Engenho Tabatinga | SUAPE, Cabo de Santo Agostinho)

11h - Panfletagem praia do Pina

14h - Lançamento dos deputados estaduais do Polo Agreste Setentrional - Juntas e Professor Jerônimo Cisneiros (Esporte Clube Surubim)

18h - Panfletagem (Sítio Histórico de Olinda) Dani Portela

Agenda Júlio Lóssio (Rede)

Domingo

10h – Calçadão Bahia – em frente à Catedral de Petrolina

Agenda Armando Monteiro (PTB)

Sábado

7h30 - Mercado de Beberibe

9h - Caminhada na Mustardinha

10h30 - Inauguração do Comitê Central "Espaço 14" em Boa Viagem

17h30 - Inauguração do Comitê do deputado Daniel Coelho

Domingo

7h - Visita à Feira de Paratibe

9h30 - Carreata em Jaboatão Centro, Cavaleiro e Curado

15h - Reunião de Trabalho





Yuri Mendes: A maneira mais certa de decidir por um candidato, neste momento, é pesquisa o passado dele

A política nacional passa por um momento absolutamente ímpar nesse período eleitoral: fragilidade democrática, a polêmica (para falar o mínimo) prisão do ex-presidente Lula, o exponencial crescimento do controverso candidato Jair Bolsonaro são algumas poucas variáveis que tornam o processo eleitoral de 2018 decisivo.


Nesta toada, é cada vez mais imprescindível a análise cuidadosa das propostas dos presidenciáveis. Curioso (ou previsível) é que, com algumas poucas exceções, as propostas têm se mostrado excessivamente superficiais, sem um conteúdo robusto para que se entenda o que propõe de fato o candidato.


Quanto a isso, me proponho a duas reflexões: a que serve a superficialidade; sobre o conteúdo aparentemente contraditório das propostas.


As propostas elaboradas pelos candidatos não surgem do nada. Sequer a maneira como são colocadas são frutos do acaso. Cada movimento é medido milimetricamente por diversas mentes, de modo a eloborar um material que traga as atenções para o candidato. Dessa sorte, o fato de se mostrarem superficiais as propostas dos presidenciáveis fala muito mais, na verdade, da população que é alvo da proposta, do que do candidato que propõe.


Passamos por uma momento onde se compartilha uma espécie de cultura da desatenção. As redes sociais, a informação em tempo real, o conteúdo visual em plataformas de vídeos tomando espaço em relação ao conteúdo escrito... Tudo isso influencia a nossa aversão ao que é profundo, a uma leitura densa, a dar atenção de fato ao que se faz. Então pensemos: qual a vantagem de oferecer densidade a quem quer consumir supercialidade? Em que cresce a campanha de um presidenciável se ele dá aos seus eleitores algo que eles não irão consumir?


Além disso, as propostas dos candidatos tem flertado com os extremos a população tem solicitado.


Historicamente, a sociedade brasileira iniciou, com os governos de Getúlio Vargas, um processo de dependência funcional do Estado para viver. Este Estado grande, este governo excessivamente presente na organização da sociedade passou, ao longo dos anos, de funcional à uma dependência quase emocional. A população deposita no governo as expectativas de qualquer demanda, por mais pessoal que ela seja.


Esse hábito, apesar de marcadamente ainda presente em nosso meio, tem encontrado um oponente. Notório dentro do processo político atual é a solcitação de um Estado mais distante, menos influente na oranização da sociedade e do país. No meio dessa contradição de demandas, os candidatos propõem para os dois lados. De maneira solta e desconexa, vemos pontos que garantem uma redução significativa nos impostos e da atuação do Estado, por exemplo, ao lado de outros que garantem um investimento maçiço em educação, saúde, economia e segurança.


Apesar da contradição nítida nas propostas, uma fonte em que não há risco de se encontrar mentiras ou superficialidades é o passado dos candidatos. Nessas eleições, bem como em qualquer outra, a pesquisa acerca do passado do candidato parece ser a “proposta” mais reveladora de cada um deles. É onde temos acesso ao que de fato pensam, como agiram, como costumam agir.


A partir do que se tem mostrado nos debates iniciais e nas propostas publicadas, a maneira mais certa de decidir de maneira pensada é recorrer a meios alternativos de pesquisa, como a pesquisa do passado do candidato. Lutar contra a superficialidade é um desafio, mas absolutamente necessário se realmente pretendemos que o país evolua em algum sentido após estas eleições.



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