Descendente de imigrantes italianos e alemães, Jair Bolsonaro é filho de Perci Geraldo Bolsonaro e Olinda Bonturi. Segundo relatos familiares, nasceu em Glicério, um pequeno município no noroeste do estado de São Paulo, e foi registrado dez meses depois, no dia 1º de fevereiro de 1956, na cidade de Campinas.
Formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras em 1977 e serviu nos grupos de artilharia de campanha e paraquedismo do Exército Brasileiro. Tornou-se conhecido do público em 1986, quando escreveu um artigo para a revista Veja criticando salários de oficiais militares, depois do qual foi preso por quinze dias apesar de receber cartas de apoio de colegas do exército; foi absolvido dois anos depois.
Seu primeiro casamento foi com Rogéria Nantes Nunes Braga, a quem ajudou a eleger vereadora da capital fluminense em 1992 e 1996 e com quem teve três filhos: Flávio (deputado estadual fluminense, eleito senador no 1º turno pelo mesmo estado), Carlos (vereador da cidade do Rio de Janeiro, o mais jovem do país) e Eduardo. De seu segundo casamento, com Ana Cristina Valle, teve Renan.
Em 2007, conheceu sua atual esposa, Michelle de Paula Firmo Reinaldo, quando ela era secretária parlamentar na Câmara dos Deputados. Nove dias após ser contratada, os dois firmaram pacto antenupcial e, dois meses depois, casaram-se no papel. Em 2013, o casal fez uma cerimônia religiosa realizada pelo pastor Silas Malafaia. Com Michelle, o deputado teve a sua primeira filha, Laura.
Bolsonaro ingressou na reserva em 1989, com o posto de capitão, e concorreu à Câmara Municipal do Rio de Janeiro naquele ano, sendo eleito como membro do Partido Democrata Cristão. Em 1990, foi o candidato mais votado do estado do Rio de Janeiro para a Câmara dos Deputados, com apoio de 6% do eleitorado fluminense (464 mil votos), sendo reeleito por seis vezes.
Na sua carreira política, de aproximadamente 30 anos, o parlamentar conseguiu aprovar dois projetos de lei e uma emenda: uma PEC que prevê emissão de recibos junto ao voto nas urnas eletrônicas e uma proposta que estende o benefício de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens de informática e outra que autoriza o uso da fosfoetanolamina, substância que ficou conhecida no Brasil como "pílula do câncer" e que testes demonstraram não ter qualquer efeito contra a doença. No dia 28 de outubro de 2018, foi eleito presidente da República do Brasil.
KATARINA MORAES
Neste domingo (28) ocorre a votação para o segundo turno das Eleições 2018 em todo o país. Ao contrário de Pernambuco, 13 Estados e o Distrito Federal, seguem com a disputa para o Governo do Estado. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 92,4 milhões de eleitores decidirão nas urnas seu novo governador.
Na onda bolsonarista, muitos dos candidatos se apoiaram no deputado – que vence em 10 dos 14 Estados, segundo o Ibope – a fim de angariar votos. Outros, apesar de declararem neutralidade, se aproximam do eleitorado do candidato. Entre os 28 candidatos, 16 apoiam o candidato Jair Bolsonaro (PSL), 3, o candidato Fernando Haddad (PT), e 9 declaram neutralidade. No 1º turno, nenhum mulher venceu a disputa de governo nos estados. Agora, no 2º turno, somente Fátima Bezerra (PT) disputa, no Rio Grande do Norte. Se ela vencer, será a única governadora do Brasil a partir de 2019.
O Portal RCF trouxe um apanhado de todos os candidatos ao governo que disputarão o segundo turno das eleições em 14 estados das 5 regiões do país.
REGIÃO CENTRO-OESTE
Distrito Federal
Ibaneis Rocha (MDB)
Ocupação: Advogado
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
Rodrigo Rollemberg (PSB)
Ocupação: Governador do Distrito Federal, tenta a reeleição
Quem apoia na eleição presidencial: neutro
Mato Grosso do Sul
Reinaldo Azambuja (PSDB)
Cargo atual: Governador do Mato Grosso do Sul, tenta a reeleição
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
Juiz Odilon (PDT)
Último cargo ou cargo atual: Juiz Federal
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
REGIÃO NORDESTE
Rio Grande do Norte
Carlos Eduardo (PDT)
Último cargo: Prefeito de Natal, deixou o cargo em abril
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
Fátima Bezerra (PT)
Cargo atual: Senadora
Quem apoia na eleição presidencial: Fernando Haddad
Sergipe
Belivaldo Chagas (PSD)
Cargo atual: Governador de Sergipe, tenta a reeleição
Quem apoia na eleição presidencial: Fernando Haddad
Valadares Filho (PSB)
Cargo atual: Deputado Federal
Quem apoia na eleição presidencial: Neutro
REGIÃO NORTE
Amapá
João Capiberibe (PSB)
Cargo atual: Senador. Foi governador do estado entre 1995 e 2002.
Quem apoia na eleição presidencial: Fernando Haddad
Waldez Góes (PDT)
Cargo atual: Governador do Amapá, tenta a reeleição
Quem apoia na eleição presidencial: Neutro
Amazonas
Amazonino Mendes (PDT)
Cargo atual: Governador do Amazonas, tenta a reeleição, foi eleito para o cargo em 2017 em eleições suplementares após cassação da chapa vitoriosa em 2014, com José Melo (PROS) sendo o cabeça de chapa e exercendo o cargo por mais de 2 anos
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
Wilson Lima (PSC)
Ocupação: Jornalista
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
Pará
Helder Barbalho (MDB)
Último cargo: Ministro da Integração Nacional durante o governo Temer, de 2016 até abril de 2018
Quem apoia na eleição presidencial: Neutro
Márcio Miranda (PSDB)
Cargo atual: Deputado Estadual
Quem apoia na eleição presidencial: Neutro
Rondônia
Expedito Júnior (PSDB)
Último cargo: Senador (2007-2009), afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal por abuso de poder econômico nas eleições de 2006
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
Coronel Marcos Rocha (PSL)
Cargo: Policial militar
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
Roraima
Antônio Denarium (PSL)
Ocupação: Empresário
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
José de Anchieta (PSDB)
Último cargo: Governador (2007-2014)
Quem apoia na eleição presidencial: Neutro
REGIÃO SUDESTE
São Paulo
João Dória (PSDB)
Último cargo: Prefeito de São Paulo de janeiro de 2017 a abril de 2018
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
Márcio França (PSB)
Cargo atual: Governador de São Paulo desde abril, tenta a reeleição
Quem apoia na eleição presidencial: Neutro
Rio de Janeiro
Wilson Witzel (PSC)
Cargo atual: Juiz Federal, licenciado
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
Eduardo Paes (DEM)
Último cargo: Prefeito do Rio de Janeiro (2009-2017)
Quem apoia na eleição presidencial: Neutro
Minas Gerais
Romeu Zema (Novo)
Ocupação: Empresário
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
Antônio Anastasia (PSDB)
Cargo atual: Senador, eleito em 2014. Já foi governador de Minas entre abril de 2010 e abril de 2014.
Quem apoia na eleição presidencial: Neutro
REGIÃO SUL
Rio Grande do Sul
Eduardo Leite (PSDB)
Último cargo: Prefeito de Pelotas (2013-2016)
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
José Ivo Sartori (MDB)
Cargo atual: Governador do Rio Grande do Sul, tenta a reeleição
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
Santa Catarina
Gelson Merísio (PSD)
Cargo atual: Deputado Estadual
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
Comandante Moisés (PSL)
Cargo atual: Bombeiro Militar, licenciado
Quem apoia na eleição presidencial: Jair Bolsonaro
O final da campanha eleitoral marca, costumeiramente, as grandes jogadas de desespero das candidaturas. Fernando Haddad parece ter definido a sua: o clamor pelo apoio formal de Ciro Gomes, terceiro colocado no 1º turno e vítima de uma jogada do PT que praticamente dizimou suas chances de êxito.
É de conhecimento público que o Partido dos Trabalhadores articulou pesadamente nos estados para que, no âmbito nacional, a candidatura de Ciro Gomes fosse esvaziada. O pedetista, que flertava com o PCdoB e o PSB, terminou ficando somente com o nanico Avante, pois a articulação petista envolveu a retirada de candidaturas estaduais para o fortalecimento do palanque nacional, como, por exemplo, a saída de Marília Arraes da disputa pelo Governo de Pernambuco. Resultado: depois dessas costuras políticas, Ciro, que vinha em tendência de crescimento para conseguir uma vaga no segundo turno contra Bolsonaro, assistiu sua candidatura perder os votos do espólio petista, que migraram para Haddad.
Nesse momento, com uma combalida campanha de segundo turno, que carrega a sombra da rejeição a Lula e ao PT, Haddad implora por um gesto formal de Ciro. O pedetista se mostra relutante, com razão, em virtude das diversas manobras de Lula e cia para frear o seu crescimento. A jogada reflete o desespero do PT, que se vê atrás nas pesquisas e dependendo de um grande trunfo, ainda não encontrado, para virar o jogo. Em que pese a mediocridade intelectual e política de Bolsonaro, além da covardia em assumir os erros do seu estafe, como declarações polêmicas do vice General Mourão e do seu filho Eduardo, o petista sabe que o partido carrega a marca dos escândalos de corrupção e da fraca gestão de Dilma Rousseff, o que terminou apagando (alguns) avanços obtidos na era Lula. O resultado de domingo é imprevisível e, quem quer que seja o vencedor, terá muito trabalho para colocar o Brasil em rota de crescimento, porém, uma coisa é certa: embora tenha dificuldade de reconhecer os próprios equívocos, o PT, hoje, colhe os resultados de sua postura política. Postura essa que coloca o país em risco de ser entregue a uma candidatura inconsistente, incoerente e desorganizada como a de Jair Bolsonaro.
Tempos difíceis.
Nesta sexta-feira (26), a dois dias do segundo turno das eleições, serão exibidos os últimos programas do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Hoje também é o último dia para divulgação de campanha paga na imprensa.
Pelo calendário eleitoral, amanhã, véspera da votação, é o último dia para propaganda eleitoral com alto-falantes ou amplificadores de som, entre 8h e 22 horas. O prazo é o mesmo para a distribuição de material gráfico, caminhada, carreata, passeata ou para uso de carro de som com músicas ou mensagens de candidatos.
O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (25), em Recife, que tem feito todos os acenos possíveis para que Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado no primeiro turno, declare apoio à sua candidatura. No último dia 7, Ciro disse que não votaria em Bolsonaro, mas em seguida viajou para a Europa e não chegou a participar da campanha de Haddad. Ele retorna ao país amanhã (26). O PDT, partido de Ciro, declarou "apoio crítico" à candidatura de Haddad, também sem participar de atos de campanha do petista.
"Vou continuar fazendo aceno porque boto o país acima de tudo. Temos que ter humildade, tem que partir de mim o exemplo, esses gestos, para demonstrar que vamos fazer um governo amplo, de unidade nacional, democrático e popular, que vai ter que tomar medidas, mas sempre olhando quem mais precisa do Estado", afirmou Haddad. O presidenciável disse ainda que conversou novamente com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e pediu para que eles compartilhem o que chamou de "momento da virada" nas eleições.
O petista também comentou outros apoios recebidos nos últimos dias, como os da candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (Rede), do ex-presidente nacional do PSDB Alberto Goldman e do senador eleito por Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB). "Essas pessoas se vêem obrigadas a demonstrar, por gestos, esse risco que estamos correndo. Eles sabem o que representa o Jair Bolsonaro, saído do porão da ditadura, uma pessoa que enaltece a tortura, a violência, em todo o discurso", criticou Haddad.
O presidenciável também fez um apelo pelo voto dos indecisos e voltou a direcionar críticas ao adversário: "Entre erros e acertos, nossos governos mudaram a vida de dezenas de milhões de pessoas. Vamos corrigir os erros e manter os acertos. Agora o que eles querem é transformar acerto em erro. O Bolsonaro já se comprometeu com a política econômica do Temer. Por acaso está dando certo a política econômica do Temer? Antes da eleição ele já convidou o DEM para o governo. É o caminho do desastre".
Após conceder entrevista à imprensa, Fernando Haddad participou de um comício na Pátio do Carmo, no centro do Recife. Ele estava acompanhado da esposa, Ana Estela, do senador Humberto Costa (PT-PE), além do governador de Pernambuco, o aliado Paulo Câmara e o prefeito da capital do estado, Geraldo Júlio, ambos do PSB.
Durante seu discurso aos apoiadores, Haddad comentou o resultado da pesquisa do Instituto Datafolha, divulgado na noite desta quinta (25) e afirmou estar confiante em uma virada. "No Datafolha, em três dias, a distância entre nós caiu seis pontos. O Bolsonaro disse no domingo que vai varrer a oposição. Pois ele não vai ter oposição porque ele não vai ser governo. Nós vamos virar", disse. Segundo o levantamento, considerando os votos válidos, Bolsonaro tem 56% da preferência, enquanto Haddad aparece com 44%. No levantamento anterior, os candidatos tinham 59% e 41%, respectivamente.
Haddad segue em agenda pelo Nordeste durante esta sexta-feira. Pela manhã, participa de uma caminhada no centro de João Pessoa, na Paraíba. À tarde, embarca para Salvador onde terá um encontro, a partir das 16h, com artistas, no bairro de Ondina e depois também faz uma caminhada na região. Às 20h, participa da última sabatina antes das eleições, na TVE da Bahia, com transmissão simultânea pela Rádio Educadora da Bahia e redes sociais.
O Instituto Datafolha divulgou nova pesquisa, nesta quinta-feira (25), de intenção de voto para presidente da República. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) continua à frente, mas a diferença diminuiu. Entre os votos válidos (excluindo brancos, nulos e as pessoas que se manifestaram indecisas), o presidenciável ficou com 56% das intenções, contra 44% de Fernando Haddad (PT). No levantamento anterior, realizado no dia 18 de outubro, o ex-capitão do Exército havia registrado 59% e o ex-prefeito de São Paulo, 41% dos votos válidos.
Na contagem das intenções de votos totais, Bolsonaro marcou 48% e Haddad, 38%. Brancos e nulos somaram 8% e indecisos, 6%. Destes, 22% expressaram abertura para mudar de posição até o dia da eleição. Há uma semana, a medição das intenções de votos totais registrou 50% para o candidato do PSL, 35% para o concorrente do PT, 10% brancos ou nulos e 5% indecisos.
Segundo o Datafolha, Bolsonaro perdeu apoio em todas as regiões do país, mas permanece na frente. No Sudeste, a vantagem é de 53%, contra 31%. A única região em que Haddad está na frente é no Nordeste, onde tem 56% das intenções de voto, contra 30% do ex-capitão.
Na análise da rejeição, a de Haddad caiu de 54% para 52% dos entrevistados que não votariam de jeito nenhum no candidato. Já a de Bolsonaro cresceu três pontos, de 41% a 44%.
Em relação à certeza do voto, 94% dos que manifestaram intenção de voto no candidato do PSL garantiram que estão decididos. No caso do presidenciável do PT, a certeza foi declarada por 91%.
A pesquisa entrevistou 9.173 pessoas em 341 cidades ontem (24) e hoje (25). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S. Paulo e pela Rede Globo.
Bolsonaro segue o preferido entre os homens, com 55% contra 35% de Haddad.
Entre as mulheres, a diferença caiu para um empate técnico: 42% a 41%.
No recorte por idade, o petista cresceu entre os mais jovens atingindo 45% e ultrapassou o candidato do PSL, que caiu de 48% para 42%.
No quesito renda, Bolsonaro manteve a liderança no grupo das pessoas que recebem mais de dez salários mínimos, com 61% a 32%. Já na faixa dos que recebem até dois salários mínimos, Haddad está na frente, com 47% a 37%.
Os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), que disputam o segundo turno no próximo dia 28, têm planos bastante distintos para a educação.
Para o candidato do PSL, uma das bandeiras principais é acabar com a “doutrinação e sexualização precoce”, enquanto, o petista e ex-ministro da Educação defende o diálogo com a sociedade e as escolas como ambientes de criação e desenvolvimento da curiosidade.
Para Bolsonaro, o foco principal deve ser na educação básica, que vai desde a educação infantil ao ensino médio. Ele ressalta que é possível fazer mais com os atuais recursos investidos em educação.
Já Haddad, quer a ampliação progressiva de recursos para educação e convênios com estados e municípios para que o governo federal se responsabilize por escolas situadas em regiões de alta vulnerabilidade.
Apesar de a maior parte das escolas brasileiras estarem sob administração de estados e municípios, o governo federal é responsável por diversas políticas públicas, como transporte, merenda, ensino integral e, inclusive, por parte do financiamento da educação básica. Além disso, é responsável por universidades e institutos federais. Cabe também ao governo traçar políticas públicas de impacto nacional.
Jair Bolsonaro
Não consta no plano de governo medidas específicas para essa etapa do ensino. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo aponta que documento elaborado pela equipe de Bolsonaro defende repasse de recursos para instituições não governamentais, como igrejas, para ampliar vagas para crianças em idade de creche, até os 3 anos. Outra possibilidade é repassar recursos para pais que optarem por escolas particulares - sistema semelhante aos vouchers norte-americanos.
Fernando Haddad
No plano de governo, o candidato diz que retomará intensamente a colaboração com municípios para ampliação com qualidade das vagas em creches, além de fortalecer as políticas voltadas para a pré-escola.
Jair Bolsonaro
O plano de governo diz que educação básica, do ensino infantil ao médio, será prioridade. Sobre educação a distância, o candidato defende que deve ser vista como uma alternativa e não vetada de forma dogmática. “Deve ser considerada como alternativa para as áreas rurais onde as grandes distâncias dificultam ou impedem aulas presenciais”.
Em entrevista durante a campanha, Bolsonaro defendeu o ensino a distância desde o ensino fundamental. Atualmente, nessa etapa, o estudante só pode estudar desta forma em casos emergenciais, como por motivos de saúde.
Fernando Haddad
Haddad diz que pretende rever o texto atual da Base Nacional Comum Curricular, em diálogo com a sociedade, para “retirar as imposições obscurantistas e alinhá-la às Diretrizes Nacionais Curriculares e ao PNE [Plano Nacional de Educação]”. O documento estabelece os conteúdos mínimos que deverão constar em todos os currículos escolares de todas as fases de ensino.
O plano prevê implementar uma “forte política nacional de alfabetização, no âmbito do ensino fundamental, nos termos do PNE, em colaboração com estados e municípios, reconhecendo as diferentes necessidades dos educandos em cada lugar”. Outra proposta é promover a inclusão digital e tecnológica dos alunos desde o primeiro ano do ensino fundamental, com a infraestrutura necessária, o trabalho com as linguagens digitais. Investirá ainda na ampliação da oferta de educação de tempo integral, sobretudo nas regiões mais vulneráveis.
Jair Bolsonaro
No plano de governo de Bolsonaro não constam medidas específicas para o ensino médio. O plano diz apenas que a prioridade inicial precisa ser a educação básica e o ensino médio/técnico.
Fernando Haddad
Haddad diz que “dará atenção especial” ao ensino médio. Pretende, se eleito, revogar a reforma do ensino médio aprovada no governo de Michel Temer. Diz ainda que irá elaborar um novo marco legal em diálogo com a comunidade educacional e organizações estudantis e promover a reformulação curricular por meio da Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio, construída em diálogo com a sociedade.
Para a etapa, o candidato quer educação integral inspirada nos institutos federais, que permitam o acesso ao estudo do português e da matemática, aos fundamentos das ciências, da filosofia, da sociologia e das artes, à educação física, à tecnologia, à pesquisa, em integração e articulação com a formação técnica e profissional. Educação técnica será ofertada junto com o ensino médio regular.
Haddad também defende a criação do Programa Ensino Médio Federal, que prevê maior integração entre a Rede Federal de Educação - composta por institutos e universidades federais - e a educação básica; ampliação de vagas, fortalecimento dos campi e interiorização dos institutos federais. O governo federal, em convênio com estados e municípios, será responsável por escolas em áreas de alta vulnerabilidade.
Jair Bolsonaro
Bolsonaro diz que as universidades precisam gerar avanços técnicos para o Brasil, buscando “formas de elevar a produtividade, a riqueza e o bem-estar da população”. Para o candidato do PSL, devem desenvolver novos produtos, por meio de parcerias e pesquisas com a iniciativa privada. “Fomentar o empreendedorismo para que o jovem saia da faculdade pensando em abrir uma empresa. Enfim, trazer mais ideias que mudaram países como Japão e Coréia do Sul”.
Em entrevistas, Bolsonaro defendeu a diminuição das cotas raciais em universidades e concursos públicos.
Fernando Haddad
Segundo Haddad, universidades e institutos federais serão fortalecidos, interiorizados e expandidos “com qualidade e financiamento permanente”. O candidato pretende ainda recompor o orçamento dessas instituições e fortalecer o Programa Nacional de Assistência Estudantil.
Universidade 9 de Julho (Uninove) - Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil
Jair Bolsonaro
De acordo com o plano de Bolsonaro, as universidades públicas e privadas contribuirão na qualificação de alunos e professores nas áreas onde existam carências.
Fernando Haddad
Haddad pretende criar uma política nacional de valorização e qualificação docente, com o intuito de ressignificação da carreira e das estruturas de formação inicial e continuada dos professores, além de garantir o Piso Salarial Nacional e instituir diretrizes para maior permanência dos profissionais nas unidades educacionais.
O presidenciável quer fortalecer o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), voltado aos universitários de pedagogia e licenciatura, para oferecer experiência docente nas escolas públicas, com ênfase no reforço à alfabetização das crianças.
Outra proposta é implementar a Prova Nacional para Ingresso na Carreira Docente, com realização anual, de forma descentralizada para o ingresso dos candidatos na carreira docente das redes públicas de educação básica. Cada ente federativo poderá decidir pela adesão e pela forma de utilização dos resultados. Está previsto ainda “forte investimento” na formação de gestores escolares e na qualificação da gestão pedagógica.
Jair Bolsonaro
Bolsonaro defende que conteúdo e método de ensino “precisam ser mudados. Mais matemática, ciências e português, sem doutrinação e sexualização precoce”.
O candidato diz que além de mudar o método de gestão também é preciso revisar e modernizar o conteúdo. “Isso inclui a alfabetização, expurgando a ideologia de Paulo Freire, mudando a BNCC, impedindo a aprovação automática e a própria questão de disciplina dentro das escolas”.
Bolsonaro acrescenta no plano de governo: “Hoje, não raro, professores são agredidos, física ou moralmente, por alunos ou pais dentro das escolas. Um dos maiores males atuais é a forte doutrinação”.
Ele pretende resgatar a disciplina de Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira nas escolas. A proposta não consta no plano de governo, mas foi defendida publicamente pelo candidato.
Fernando Haddad
Haddad pretende instituir o Programa Paz e Defesa da Vida nas Escolas, voltado para superação da violência e promoção de convivência pacífica nas escolas. “Como contraponto ao Escola Sem Partido, nosso programa propõe a Escola com Ciência e Cultura, transformando as unidades educacionais em espaços de paz, reflexão, investigação científica e criação cultural”, diz o plano de governo do candidato.
Ainda segundo o plano, as ações de educação para as relações étnico-raciais e as políticas afirmativas e de valorização da diversidade serão fortalecidas; serão massificadas políticas de educação e cultura em Direitos Humanos, a partir de uma perspectiva não-sexista, não-racista e não-LGBTIfóbica.
Jair Bolsonaro
Para Bolsonaro, o Brasil pode fazer mais com os atuais recursos investidos. Segundo o candidato, os números levam à conclusão que as crianças e os jovens deveriam ter um desempenho escolar muito melhor, tendo em vista o montante de recursos gastos.
“Os valores, tanto em termos relativos como em termos absolutos, são incompatíveis com nosso péssimo desempenho educacional”, diz o plano do candidato.
Bolsonaro também trata de uma maior articulação entre os entes federados. De acordo com ele, atualmente os diferentes sistemas de educação no país não conversam entre si. “Precisamos evoluir para uma estratégia de integração, onde os três sistemas dialoguem entre si”, diz o plano, sem detalhar como seria esse sistema.
Fernando Haddad
O candidato do PT propõe a criação de novo padrão de financiamento, visando investimentos progressivo de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, conforme prevê o Plano Nacional de Educação (PNE) - lei que estabelece metas e estratégias para a educação até 2024. Pela lei, no ano que vem, o Brasil terá que investir 7% do PIB em educação pública. Atualmente, o país investe 5%.
Haddad propõe implementação do Custo-Aluno-Qualidade (CAQ) e institucionalização do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), de caráter permanente, com aumento da complementação da União; além da retomada dos recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do Pré-Sal.
O candidato diz ainda que apoiará os estados e o Distrito Federal na ampliação do acesso, garantia de permanência e melhoria da qualidade do ensino, com especial atenção ao ensino noturno. Por meio de convênios, voltados para escolas em áreas de alta vulnerabilidade, o governo federal ficará responsável pela reforma e ampliação das escolas, implantação de internet de alta velocidade, laboratório, biblioteca e equipamentos desportivos e culturais.
O senador eleito Jarbas Vasconcelos (MDB), e atualmente deputado federal, vai apoiar o candidato à Presidência Fernando Haddad (PT). A informação foi dada pelo companheiro dele na chapa majoritária, o senador reeleito Humberto Costa (PT), em entrevista à Rádio Jornal Caruaru na manhã desta quarta-feira (24).
“Uma das primeiras ligações que recebi hoje pela manhã foi de Jarbas Vasconcelos. Ele declarou que está em campanha por Haddad. Jarbas é uma força importante no cenário nacional que se une na luta pela democracia”, declarou Humberto.
No primeiro turno, Jarbas apoiou o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), mesmo com seu partido, o MDB, tendo postulante ao Planalto, Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda do governo Michel Temer.
"Com a brilhante história de luta em defesa da democracia, Jarbas se mostra coerente com os seus princípios ao se posicionar, mais uma vez, na sua vida pública, ao lado do povo", disse o petista Humberto Costa na entrevista.
HISTÓRICO DE CRÍTICAS
Jarbas era um crítico assíduo do PT e do ex-presidente Lula. No Congresso, como senador, o emedebista fez oposição ao segundo mandato do petista no Planalto. Em 2010, durante a campanha eleitoral em que saiu derrotado para governador, Jarbas classificou Lula como chefe de uma facção.
Em 2015, o deputado também declarou que seria uma cena bonita ver Lula indo preso para Curitiba pela Operação Lava-Jato. "Vocês têm dúvida de que Lula vai ser preso? Vai ser uma cena bonita ele caminhando para Curitiba", afirmou, na época.
Durante a campanha eleitoral deste ano, Jarbas Vasconcelos mudou o comportamento. Esteve em diversas caminhadas junto com o petista Humberto Costa e chegou a fazer o L de “Lula, Livre” em ato político em Floresta, no Sertão. Ele também posou para fotos com a bandeira do PT. Rivais na disputa pelo Senado chegaram, inclusive, a atacar Jarbas pela mudança de postura, como Mendonça Filho (DEM), ex-aliado, e Silvio Costa (Avante), que protagonizou uma discussão no grupo de Whatsapp da bancada de deputados de Pernambuco, em que acusou o emedebista de ser “oportunista”.