Deflação: Brasil registra queda de preços de 9% em agosto

AGÊNCIA BRASIL

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, registrou deflação (queda de preços) de 0,09% em agosto.
 

Em julho, havia sido anotada inflação de 0,33%. Já em agosto do ano passado, o IPCA teve uma inflação de 0,19%. Os dados foram divulgados hoje (6), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A inflação acumula taxas de 2,85% no ano e de 4,19% em 12 meses. 
 
As quedas de preços registradas nos transportes (-1,22%) e na alimentação (-0,34%) foram as principais responsáveis pela deflação. 

A queda de preços de 26,12% das passagens aéreas no mês foi o principal destaque, que explica em grande parte a deflação não só dos transportes como do IPCA como um todo. Outros itens que contribuíram para o resultado dos transportes foram os combustíveis (-1,86%), em especial o etanol (-4,69%) e a gasolina (-1,45%). 

Entre os alimentos, os principais responsáveis pela queda da taxa foram cebola (-22,19%), batata-inglesa (-11,89%), tomate (-4,84%), farinha de mandioca (-4,56%), hortaliças (-4,07%), leite longa vida (-3,48%), alho (-3,3%), ovos (-2,91%) e feijão carioca (-2,14%). 


"Esse é o período da chamada safra seca. O resultado reflete a boa produção de alguns desses alimentos. E, por outro lado, há ainda endividamento e desemprego das famílias, por isso há receio no comprometimento da renda e baixa demanda para alguns produtos", disse o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves. 


A energia elétrica, apesar de registrar alta de preços (0,96%) mais moderada do que no mês anterior (5,33%), foi o item que mais pesou em sentido contrário, evitando uma queda maior do IPCA. 


Cai rejeição ao governo Paulo Câmara

JOSÉ MATHEUS SANTOS

Pesquisa realizada pelo Ibope mostra que caiu a rejeição em relação ao governo Paulo Câmara. Veja os números em comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 20 de agosto pelo Ibope:
 
 
Ótimo/bom: 25% (antes 18%) 
Regular: 36% (antes 35%) 
Ruim/péssimo: 34% (antes 43%) 
Não sabem avaliar: 6% (antes 5%) 
 
O Ibope também questionou os eleitores sobre a maneira de governar de Paulo Câmara (PSB). Confira os números: 
 
Aprovam: 41% (antes 31%) 
Desaprovam: 50% (antes 61%) 
Não sabem avaliar: 9% (antes 8%) 

Veja também os números da corrida pelo Governo do Estado. 

O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo "Jornal do Commercio".


Marina lidera disputa presidencial em Pernambuco; Ciro cresce e passa Bolsonaro em Pernambuco

JOSÉ MATHEUS SANTOS 
 
Em cenário sem o ex-presidente Lula (PT) disputando a eleição presidencial, conforme determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que barrou a candidatura do petista baseado na Lei da Ficha Limpa, quatro candidatos aparecem tecnicamente empatados na margem de erro na disputa pelos votos exclusivamente em Pernambuco. De acordo com o instituto, o provável candidato do PT, Fernando Haddad, aparece como forte tendência de voto. 
 
Quem está à frente é Marina Silva (Rede) com 15% dos votos, um ponto a menos que a pesquisa anterior, divulgada em 20 de agosto. Na segunda posição, Ciro Gomes (PDT) passou Jair Bolsonaro e saiu de 9% para 13%. Bolsonaro (PSL) manteve os 12 pontos percentuais do levantamento anterior. 
 
Logo atrás, aparece Fernando Haddad com 8%, dobrando o número de pontos percentuais em relação à pesquisa de agosto, quando ele aparecia com 4%. Geraldo Alckmin (PSDB) segue com 6%.  

Veja análise dos números do cenário nacional

João Amôedo (Novo), Vera Lúcia (PSTU), Henrique Meirelles (MDB), João Goulart Filho (PPL) e Cabo Daciolo (PPL) pontuaram 1% cada. José Maria Eymael (DC) e Guilherme Boulos (PSOL) não atingiram um ponto percentual. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo em parceria com o Jornal do Commercio e ouviu 1.294 eleitores entre 2 e 4 de setembro em todas as regiões de Pernambuco.  
 
 


Alckmin e Temer trocam farpas em meio à campanha eleitoral





JOSÉ MATHEUS SANTOS

Em vídeo divulgado nas redes sociais na noite dessa quarta-feira (5), o presidente Michel Temer (MDB) atacou duramente o candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) e apontou “contradições” no discurso do tucano, que vislumbra ocupar o posto atual do emedebista. Nos últimos dias, em atos de campanha e na propaganda de rádio e TV, Alckmin tem feito críticas à atuação do governo. 
 
 
Na fala, de cerca de 2 minutos, Temer pede para Alckmin “falar a verdade” e aponta nomes que apoiam a candidatura do ex-governador de São Paulo e que integraram o seu governo com ministérios. Um dos nomes citado é de Mendonça Filho (DEM), ex-ministro da Educação e candidato a senador. “Você diz que a educação foi um desastre. Mas você sabe quem foi meu ministro da Educação? Foi o Mendonça Filho, do DEM, partido que apoia a sua candidatura. Ele fez, inclusive, um belíssimo trabalho”, declarou o presidente.  
 
"Não atenda ao que dizem seus marqueteiros! Atenda apenas à verdade! E a verdade significa que nós fizemos muito por essas áreas conduzidas por aqueles que hoje apoiam sua candidatura", conclui Temer no vídeo. 
Na manhã desta quinta-feira (6), Temer voltou a atacar o tucano. O presidente enumerou ministros do PSDB que fizeram parte do governo, como o pernambucano Bruno Araújo (Cidades), Antônio Imbassahy (Casa Civil) e José Serra (Relações Exteriores). Todos eles com "belíssimos trabalhos", de acordo com Temer. "O PSDB apoiou o meu governo, não faça como aqueles que falseiam e mentem para conseguir votos. Seja realista, conte apenas a verdade", concluiu Michel Temer.

CONTRA-ATAQUE

Em sabatina do jornal Estadão, o candidato do PSDB Geraldo Alckmin afirmou que não votou em Temer para vice-presidente e fez críticas ao presidente da República. Confira a fala: Eu não votei no Temer, ele era da chapa da Dilma. Eles se escolheram duas vezes. Houve um impeachment, acompanhado de perto pelo STF, e nós temos responsabilidades para com o Brasil e os brasileiros. Votamos no que acreditamos, independentemente de fazer parte do governo.  O problema do governo Temer não são os ministros, mas o presidente, que não tem nem a liderança nem a legitimidade necessárias", disse Alckmin.


 
 


Polícia Federal conclui que Temer recebeu propinas da Odebrecht

FOLHA DE SÃO PAULO A Polícia Federal concluiu inquérito sobre supostos repasses ilícitos da Odebrecht ao MDB e afirma que o presidente Michel Temer recebeu da empreiteira propinas de ao menos R$ 1,43 milhão por meio de intermediários.

Em relatório sobre o caso, o delegado Thiago Machado Delabary sustenta que há indícios de que o emedebista praticou os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Os investigadores sustentam, com base no relato de delatores e de provas colhidas na investigação, que Temer obteve em março de 2014, quando ainda era vice-presidente, em razão da função que exercia, dois pagamentos de R$ 500 mil cada e um terceiro, de R$ 438 mil, da Odebrecht.

Os recursos teriam sido solicitados a executivos da empreiteira pelo agora ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, e entregues ao coronel João Batista Lima Filho, amigo do presidente.

A PF diz ainda que Temer é o “possível destinatário” de R$ 1 milhão recebido da Odebrecht pelo advogado José Yunes, amigo e ex-assessor de Temer, em seu escritório em São Paulo.

Aos dois supostos intermediários do presidente, a PF imputa os delitos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O relatório descreve, como elementos que corroboram os depoimentos de colaboradores, diálogos entre o coronel Lima e funcionários de uma empresa responsável por entregas de dinheiro para a Odebrecht. Nessas conversas, eles acertam os horários de encontros.

Numa das datas acertadas, houve três ligações de Lima para Temer.

“A eloquência dos indícios acima colacionados torna impositiva a conclusão de que Lima Filho, no interesse do excelentíssimo presidente da República, Michel Temer, recebeu os valores encaminhados pela Odebrecht”, afirma o delegado.

O relatório dele foi enviado nesta quarta (5) ao STF (Supremo Tribunal Federal). Com base nas provas apresentadas, a PGR (Procuradoria-Geral da República) decidirá se denuncia o emedebista pela terceira vez.

O inquérito sobre o caso foi aberto após delatores da Odebrecht relatarem que, num jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, acertaram com Temer e aliados, entre eles o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o repasse de R$ 10 milhões em recursos ilícitos para campanhas.

Desse total, R$ 6 milhões teriam como destinatário o candidato do MDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf. O restante seria repartido por outros integrantes do partido.

Além de Temer, a PF viu elementos de que Moreira, na época chefe da Secretaria de Aviação Civil, e Padilha foram corrompidos. Os investigadores alegam que o ministro de Minas e Energia solicitou R$ 4 milhões da Odebrecht, “valores que, conforme demonstrado, foram encaminhados a autoridades que compunham o mesmo grupo político”. Ao chefe da Casa Civil, atribuem o recebimento de R$ 3,6 milhões e a prática de lavar esses recursos.

Os investigadores apontam que, em troca dos pagamentos, a Odebrecht obteve contrapartidas das autoridades, como a concessão do Aeroporto do Galeão, no Rio.

O relatório também implica outros investigados, como Skaf, por prática de caixa dois eleitoral. A PF sustenta que ele recebeu R$ 5,1 milhões, por meio do marqueteiro Duda Mendonça, em recursos não contabilizados.

Ao todo, a PF atribui crimes a 14 pessoas, entre políticos, seus intermediários e delatores da Odebrecht.  

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), atualmente preso pela Lava Jato, foi implicado por corrupção passiva. Ele teria sido o destinatário final de R$ 500 mil da empreiteira.

“As informações até aqui expostas delineiam um quadro aparente de corrupção passiva em que agentes públicos, em episódios inerentes ao exercício das funções e no curso de importante ação estratégica governamental, pleiteiam vantagens a empresários, a pretexto de financiamento de campanhas eleitorais, cujo atendimento veio a se materializar em circunstâncias claramente ilícitas, com o manuseio de altas cifras em espécie, à revelia do sistema financeiro oficial e com o uso de estruturas especificamente voltadas à prática de ilícitos”, escreveu o delegado.

Ele considerou ser de menor relevância se os recursos foram ou não empregados em campanhas. “Fato é que, quando o dinheiro ingressa na esfera de disponibilidade do agente político, desfaz-se qualquer controle sobre a sua real aplicação, aspecto que se torna um atrativo.”

O delegado foi elogiado internamente na PF pela forma “discreta e eficaz” com que encerrou a apuração. Temer é alvo de outro inquérito, que investiga suposta corrupção em troca de favorecimento a empresas portuárias, que vem sendo prorrogado.

Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que a conclusão do inquérito pela PF “é um atentado à lógica e à cronologia dos fatos”. “Jantar ocorrido no final de maio, segundo os próprios delatores, tratou de pedido de apoio formal para campanhas eleitorais, o que ocorreu realmente dentro de todos ditames legais. Todos os registros foram feitos em contas do MDB e declarados ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral]. Agora, sem conseguir comprovar irregularidades nas doações, o delegado aponta supostos pagamentos ocorridos em março como prova dos crimes, ou seja, dois meses antes do jantar”, argumentou.

O Planalto acrescentou que a investigação “se mostra a mais absoluta perseguição ao presidente, ofendendo os princípios mais elementares da conexão entre causa e efeito”.

O advogado de Eliseu Padilha, Daniel Gerber, informou que não comentaria o relatório. “Se for o caso, [Padilha] se manifestará apenas nos autos."

O ministro Moreira Franco disse, por meio de sua assessoria: "Não participei da reunião no Palácio do Jaburu. Não solicitei absolutamente nada a executivos dessa empresa [Odebrecht] nem de nenhuma outra. A Odebrecht arrematou a concessão do Galeão por R$ 19,3 bilhões e não por atendimento de interesses. As conclusões da autoridade policial se baseiam em investigação marcada pela inconsistência".

A advogada do coronel Lima, Aline Batista Duarte, disse que desconhece o teor do relatório. Reafirmou "inexistirem a prática ou a participação de seu cliente em conduta ilícita e o cometimento de qualquer irregularidade".

A assessoria de Skaf sustentou que todas as doações recebidas pela campanha dele ao governo de São Paulo em 2014 estão devidamente registradas na Justiça Eleitoral, “que aprovou sua prestação de contas sem qualquer reparo de mérito".

A assessoria do candidato reiterou que ele "nunca pediu e nem autorizou ninguém a pedir qualquer contribuição de campanha que não as regularmente declaradas".

O advogado Délio Lins e Silva, que defende Cunha, disse por meio de nota que "o relatório é absurdo e teratológico". "Pinça Eduardo Cunha - que até o momento sequer era investigado nesse inquérito - para um suposta trama, sem nenhum indício. No próprio relatório, constam menções a supostas mensagens que demonstram que Eduardo Cunha estava totalmente fora de qualquer atuação em favor da Odebrecht", afirmou.



Propaganda de Paulo pode chamar rivais de ¨Turma do Temer¨

O caso em que a Justiça proibiu a propaganda do governador e candidato à reeleição Paulo Câmara e atribuir à coligação “Pernambuco Vai Mudar” teve uma reviravolta e o caso teve nova decisão nessa quarta-feira (5). O desembargador Vladimir Souza Carvalho revogou a liminar e deu novamente o direito da Frente Popular se referir aos adversários como “A Turma de Temer”, como cita o texto a seguir:

“As considerações efetuadas servem como introdutório para revogar a liminar concedida, ora atacada, pela total e inoportuna intervenção na disputa eleitoral, acentuando para cada um o direito à liberdade de expressão, sem se despojar da responsabilidade de assim responder quando a manifestação sair do campo da legalidade e não ofender, pessoalmente, o terceiro, circunstância que, convocado, via do modo devido, o Judiciário, enfim, se fará presente. Por este entender, concedo a liminar para revogar a douta decisão datada do dia 4 de setembro em curso, da lavra da desembargadora Karina Albuquerque Aragão Amorim, que, deverá ser devidamente comunicada, dispensando-se as informações, por desnecessárias – levando em conta que o decisório em apreço já está documentado no presente mandado de segurança -, ouvindo-se, imediatamente, o Ministério Público Eleitoral, vindo, depois, conclusos estes autos para inclusão em pauta, tudo pela necessidade de se proferir, de logo, a decisão final. Intimar”, diz o texto do desembargador eleitoral Vladimir Souza Carvalho.



#Dia22: 'Numerologia' analisa números para a Presidência

JOSÉ MATHEUS SANTOS

As pesquisas para presidente só devem mostrar um cenário mais sólido daqui a duas semanas, ou seja, a apenas 15 dias do processo eleitoral, por dois motivos: o primeiro deles é a confirmação definitiva de Fernando Haddad como candidato do PT e o segundo é o efeito disso nas inserções e propagandas dos candidatos no rádio e na TV. Analisemos os números dos cinco candidatos com mais chances de chegar ao Palácio do Planalto.
 
 
O líder no cenário de 1º turno, Jair Bolsonaro, cresceu dentro da margem de erro, de 20 para 22%. O candidato do PSL tem uma dificuldade que é a alta rejeição (44%), algo que preocupa correligionários nos bastidores aflitos com o segundo turno e uma questão que tende a se consolidar, até porque o candidato com maior tempo de TV, Geraldo Alckmin (PSDB), tem feito sucessivos ataques a campanha de Bolsonaro, sendo a mais forte delas a do vídeo no qual o deputado aparece xingando mulheres. Inclusive, no eleitorado feminino Bolsonaro tem 16%, enquanto, entre os homens, possui 28%, em nítida disparidade e dificuldade dele em penetrar entre as mulheres. No cenário geral, Jair não consegue ultrapassar 25%, mesmo assim se credencia no 2º turno, até porque a maioria de seus eleitores é fiel. Se tiver que mudar de voto, é em torno de ¼  do eleitorado dele, e olhe lá, mas Alckmin trabalha visando essa parcela. Nos cenários de segundo turno do Ibope, Bolsonaro vence apenas Fernando Haddad (PT) em disputa apertadíssima: 37% x 36%.   
 
Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) se mostram empatados com 12%. O pedetista está em ascensão por conta da ausência do ex-presidente Lula, e Ciro herda parte do espólio eleitoral do petista, principalmente no Nordeste, onde está com 20% dos votos no total, ou seja, o candidato tende a se firmar na região. Ciro também se beneficiou após a entrevista dada na semana passada ao Jornal Nacional, pois a dele, segundo o índice Kantar do Ibope foi a que mais teve audiência. No horário eleitoral, a estratégia de marketing está voltada para o programa “Nome Limpo”, que promete ajudar os brasileiros endividados a tirarem o nome do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). O estafe de Ciro por enquanto segue tranquilo porque ele está domando a famosa língua ferina dele, não se sabe se vai conseguir ser assim até o fim. É imprevisível.  
 
A candidata Marina Silva (Rede) é a maior beneficiada em números fixos (porque na proporção o mais beneficiado é Ciro) da ausência de Lula. Ela certamente vai figurar entre as primeiras colocações no eleitorado feminino e evangélico. Nesse momento, a maior preocupação do estafe da ex-ministra do Meio Ambiente é que ela se perca em debates na reta final e mostre dificuldades em se posicionar em temas polêmicos para o eleitor. Por enquanto, a postulante da Rede segue bem vista. Marina deve surfar, inclusive, no espaço livre no eleitorado feminino. 
 
O que já era esperado pelos analistas mais racionais e menos emocionais aconteceu: a subida de Geraldo Alckmin. Óbvio que ele tende a deixar a eleição ainda mais embolada porque já tem 9%, o que há um mês chegava a 4%. Mas o sistema de campanhas no Brasil já mostra que o tempo de propaganda no rádio e na TV é de suprema importância e, com quase metade do guia, o candidato do PSDB praticamente faz o que quer. Alckmin deve, nos próximos programas, avançar para cima do PT também, e não apenas de Bolsonaro, porque existem muitos eleitores que não gostam dos petistas mas também não pretendem votar no representante da extrema-direita brasileira. É nesse sentido que, se pensarem bem, os peesedebistas devem fazer com a equipe de marketing. 
 
O dilema ainda vigente para o eleitor é sobre o PT. Também repito o que já disse sobre Geraldo Alckmin há meses e agora reafirmo para Fernando Haddad, que deve ser oficializado como substituto de Lula na cabeça de chapa no próximo dia 11, data limite dada pelo Tribunal Superior Eleitoral para a sigla indicar o novo postulante à Presidência. Haddad tem 6% e ficará, no mínimo, com 10%, embolando ainda mais o jogo e com risco de perda de eleitores tanto em Ciro Gomes como em Marina Silva. Por isso, o ideal é ter cautela, afinal, nem todos os eleitores votam em quem Lula mandar principalmente por ele estar preso. Uma coisa é Lula no palanque e nas ruas pedindo voto, como foi nas últimas duas eleições com Dilma, outra é Lula preso em Curitiba e apenas enviando cartas. Mesmo assim, é óbvio que haverá transferência de votos, por isso, o ex-prefeito de São Paulo vai pontuar pelo menos com 10%. É bom ter cuidado. 
 
OUTROS DESTAQUES
 
Entre os que tem chances quase nulas de comandar o país a partir do próximo ano, Álvaro Dias (Podemos) e João Amoedo (Novo) se destacam com 3%. Dias segue forte no Sul e não atinge eleitores tão bem no Nordeste e Norte do país. Precisa, inclusive, mudar parte do discurso. Ficar falando só de corrupção não dá. João Amôedo pontua bem com 3% agradando a eleitores jovens, de alta renda e do Sul e Sudeste, maioria de seu eleitorado, conforme mostram os números. A linguagem é que precisa ser mais acessível: ele, em questões econômicas, fala, muitas vezes, embora pareça bem intencionado ao explicar, palavras de difíceis compreensão. É preciso falar também a língua do povo.

Henrique Meirelles (MDB) até dobrou as intenções de voto: saiu de 1 ponto para 2 pontos percentuais. Certamente 
porque explorou o fato de ter sido presidente do Banco Central no governo Lula. O candidato se esconde do presidente Temer, de quem foi ministro da Fazenda, até quando diz que ocupou tal cargo. Para Lula, “foi Lula quem chamou”. Quando vai falar do governo Temer, afirma: “Me chamaram para consertar os erros da Dilma”. Chamaram é sujeito indeterminado. Por qual motivo não determiná-lo?


Ibope: Bolsonaro tem 22% das intenções de voto; Ciro e Marina, 12%

O Ibope divulgou nesta quarta-feira (5) nova pesquisa de intenção de votos a candidato a presidente. De acordo com o levantamento, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) tem 22% das intenções de voto. Empatados em segundo lugar aparecem Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) com 12% cada um. Geraldo Alckmin (PSDB) tem 9% e Fernando Haddad (PT) tem 6% das intenções de votos. 

Ainda segundo a pesquisa do Ibope, Alvaro Dias (Podemos) e João Amoêdo (Novo) obtiveram 3% das intenções de voto cada um. Henrique Meirelles (PMDB) foi indicado por 2% dos eleitores. Guilherme Boulos (PSOL), Vera Lúcia Salgado (PSTU) e João Goulart Filho (PPL) registraram 1% cada um. Cabo Daciolo (Patriota) e José Maria Eymael (DC) não atingiram 1%. 

Dos entrevistados, 20% declararam a intenção de anular ou votar em branco; 7% disseram não saber ou preferiram não declarar. 

A pesquisa foi contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo. O levantamento ouviu 2.002 eleitores, em 142 municípios, entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos. 
O questionário aplicado na pesquisa não incluiu o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na madrugada do dia 1º, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu o registro da candidatura de Lula. “Diante disso, na manhã de sábado, antes da realização da pesquisa, e para estar de acordo com o julgamento e as determinações do TSE, o Ibope não pesquisou o cenário com Lula”, expôs o instituto em nota. 

Pesquisa anterior 

Na pesquisa anterior, divulgada no dia 20 de agosto, Jair Bolsonaro (PSL) tinha 18%. Marina Silva, candidata da Rede, 6% das intenções; Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB), com 5% cada um; Alvaro Dias (Podemos), 3%. Com 1% das intenções dos votos, apareciam Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo) e José Maria Eymael (DC). Os candidatos Cabo Daciolo (Patriota), Vera Lúcia (PSTU) e João Goulart Filho (PPL) não atingiram 1%. 

Naquele levantamento, a intenção de votos em branco e nulos era de 29%; e 9% declararam não saber ou não quiseram responder. 

Rejeição  

A pesquisa, divulgada hoje, também verificou a taxa de rejeição das candidaturas, quando o eleitor aponta em qual candidato não votaria. O resultado é: Bolsonaro com 44%; Marina, 26%; Haddad, 23%; Alckmin, 22%; Ciro, 20%; Meirelles, 14%; Cabo Daciolo, 14%; Eymael, 14%; Alvaro Dias, 13%; Boulos, 13%; Vera, 13%; Amoêdo, 12% e João Goulart Filho, 11%.
 

2º turno 

O Ibope ainda testou quatro cenários de disputa do segundo turno com a presença de Jair Bolsonaro e outro candidato. 

Conforme o instituto, em eventual segundo turno, Ciro Gomes obteria 44% dos votos e Bolsonaro, 33% (branco/nulo: 19%; não sabe/não respondeu: 4%). 

Se a disputa fosse com Alckmin, o tucano atingiria 41% e Bolsonaro 32% (branco/nulo: 23%; não sabe/não respondeu: 4%). 

Se a concorrência fosse com a candidata da Rede, Marina teria 43% e Bolsonaro, 33% (branco/nulo: 20%; não sabe/não respondeu: 3%). 

Na simulação com Haddad, a diferença fica dentro da margem de erro, o petista receberia 36% e Bolsonaro, 37% (branco/nulo: 22%; não sabe/não respondeu: 5%). 
 
Com informações da Agência Brasil 


#Dia22: Análise do 'Numerologia' da pesquisa IBOPE para governador

JOSÉ MATHEUS SANTOS

A pesquisa do Ibope para governador de Pernambuco, divulgada nesta quarta-feira (5), mostra os seguintes números:

Paulo Câmara (PSB): 33%

Armando Monteiro (PTB): 24%
Julio Lossio (Rede): 3%
Maurício Rands (PROS): 2%
Ana Patrícia Alves (PCO): 1%
Simone Fontana (PSTU): 1%
Dani Portela (PSOL): 1%
Brancos/nulos: 24%
Não sabe/não respondeu: 11%

O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo Jornal do Commercio e ouviu 1.204 eleitores em todas as regiões do estado entre 2 e 4 de setembro. Os eleitores também foram questionados sobre a rejeição, ou seja, em quem não votariam de forma alguma:

Paulo Câmara (PSB): 33%
Ana Patrícia Alves (PCO): 25%
Armando Monteiro (PTB): 24%
Dani Portela (PSOL): 24%
Julio Lossio (Rede): 23%
Simone Fontana (PSTU): 22%
Maurício Rands (PROS): 20%
Poderia votar em todos: 3%
Não sabe/não respondeu: 18%

ANÁLISE

Observando-se os dias em que a pesquisa foi feita, no caso entre 2 e 4 de setembro, os eleitores observaram apenas o primeiro ou até o segundo programa eleitoral de cada candidato. Obviamente que as inserções são mais importantes, logo, o que surtiu efeito na pesquisa foi a visão inicial do eleitorado acerca das apresentações dos postulantes ao Palácio do Campo das Princesas e de seus apoios e aliados. Já é claro o despertar do eleitorado quando se olha a queda de brancos e nulos (antes 32% e, agora, 24%), ou seja, à medida em que as eleições se aproximam, as pessoas ficam mais antenadas.

De início, deu certo a estratégia do governador Paulo Câmara (PSB) de colocar a pecha de “palanque de Temer” no principal palanque da oposição, de maneira que ele cresceu 9%, três vezes mais que Armando Monteiro (PTB), seu principal adversário. As repetições cíclicas nas inserções, que são mais vistas que o programa eleitoral em si, do apoio do ex-presidente Lula à candidatura do socialista também influencia, sobretudo em um estado em que o petista possui ampla base de apoio.

Os demais candidatos se mostraram estagnados. O que se pode perceber disso? Nota-se que há chances da eleição ser definida no primeiro turno, diante da dificuldade de expressividade de uma terceira força. Júlio Lóssio (Rede) e Maurício Rands (Pros) tem dificuldades maiores como tempo de televisão menor e pouca base de apoio em relação aos adversários. Ainda há um mês para a votação do primeiro turno, mas o alerta está ligado nos dois principais palanques.

Armando e seu grupo terão como objetivo explorar o discurso da mudança e explorar mais os momentos em que ele esteve ao lado de Lula e Dilma, o que cativará votos de boa parte dos eleitores pernambucanos. Os aliados de Monteiro sabem é importante levar a eleição para o segundo turno. Enquanto isso, o estafe de Paulo Câmara respirou aliviado com os números do Ibope. O trabalho deve ser intensificado para solucionar o pleito já no primeiro turno e seguir com a linha de colar em Lula e criticar Temer. O guia eleitoral de Armando ainda se mostra frágil em mostrar os momentos nos quais Paulo apoiou Temer, como no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, já o candidato à reeleição se mostra eficaz no discurso do “arrependimento” por ter ajudado na destituição da petista.




Justiça proíbe propaganda de Paulo de afirmar que Armando é da 'Turma do Temer'

MATHEUS SANTOS


Por decisão da Justiça Eleitoral a propaganda da campanha de Paulo Câmara não poderá mais usar a expressão “Turma de Temer” contra Armando Monteiro. A Justiça determinou a retirada imediata de todas as peças que contenham o termo, tanto na publicidade de rádio e TV quanto nas redes sociais. Caso insista em continuar enganando a população e contrariando a Justiça, a campanha de Paulo terá de pagar uma multa de R$ 5 mil por cada veiculação.
 
“Fazendo uma reanálise fática de todo o conteúdo apresentado, verifico que a ideia que se pretende passar pela Coligação representada é totalmente incoerente com a posição política adotada pelo candidato Armanda Monteiro. E, para além do mais, quer revelar uma aliança política que de fato inexiste”, afirma a juíza Karina Albuquerque Amorim, na decisão assinada ontem à noite. “A Justiça foi muito clara ao dizer que Paulo veiculou uma propaganda incoerente, que não corresponde aos fatos. Armando jamais esteve ao lado de Temer em momento algum. Pelo contrário, Armando sempre foi leal a Lula e votou contra o impeachment de Dilma, como sabem todos os pernambucanos”, disse o coordenador jurídico da campanha de Armando, Walber Agra.  

Para comprovar a verdade, a defesa de Armando entregou à imprensa matérias de jornais que comprovam a ligação histórica entre Armando e Lula, além das agressões feitas por Paulo desde que a campanha foi iniciada. “Eles tentaram confundir a população, quando a realidade é que Paulo liberou secretários para votarem contra Dilma e foi elogiado por Temer em entrevista recente à Rádio Jornal”, comentou Agra.



Topo